quarta-feira, 9 de junho de 2021

Estudo detecta em proteína mutações que levam ao câncer

As anomalias na P53 estão entre as principais causas de mais da metade dos casos de câncer em todo o mundo

 

© Shutterstock


Conhecida como "guardiã do genoma humano", a proteína P53 é responsável por proteger o nosso DNA. Entretanto, quando ela própria sofre mutações, perde a função protetora e começa a se aglomerar indefinidamente, provocando o surgimento de células cancerígenas. As anomalias na P53 estão entre as principais causas de mais da metade dos casos de câncer em todo o mundo. Agora, pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro conseguiram identificar o fenômeno por trás do surgimento dessas anomalias, criando um alvo promissor para o desenvolvimento de novos tratamentos.

O estudo inédito dos cientistas brasileiros ganhou a capa da Chemical Science, revista científica da Royal Society of Chemistry, do Reino Unido, referência na Química em todo o mundo. O grupo responsável pela pesquisa é liderado por Jerson Lima Silva, professor do Instituto de Bioquímica Médica e do Centro Nacional de Biologia Estrutural e Bioimagem da UFRJ. "A P53 é importantíssima; para se ter uma ideia, os elefantes, que têm várias cópias dessa proteína, têm pouquíssimos tumores e vivem muito", exemplificou o bioquímico. "No ser humano, menos abundante, ela é crucial porque controla o ciclo celular; se há qualquer estresse para a célula, ela entra em ação. Mas a mutação na P53 não apenas está relacionada a mais da metade dos casos de câncer, como também aos tipos mais malignos, com mais metástases e piores prognósticos."

O que a pesquisa detectou foi que quando a proteína P53 sofre determinadas alterações ela passa a formar aglomerados cancerígenos. Os cientistas descobriram que os agregados malignos de P53 são resultado de um fenômeno conhecido como transição de fase, quando a proteína alterada sai de seu estado líquido e se transforma em condensados de gel e depois em agregados sólidos que levam à progressão dos tumores.

A pesquisa, segundo Lima Silva, que estuda o fenômeno desde 2003, "pode levar a novas terapias para o tratamento de diversos tumores malignos". O grupo já está testando em laboratório moléculas consideradas promissoras para impedir a formação dos agregados de proteína, abrindo o caminho para o desenvolvimento de novos tratamentos contra o câncer.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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