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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Justiça obriga doente de 22 anos a tratamento: 'não vale a pena'

José Humberto Pires de Campos Filho tinha decidido parar de fazer hemodiálise

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Um jovem de 22 anos está sendo obrigado pela Justiça a prosseguir com tratamento contra doença renal. José Humberto Pires de Campos Filho tinha decidido parar de fazer hemodiálise, mas o juiz Éder Jorge, da 2.ª Vara de Trindade, em Goiás, determina que as sessões não sejam interrompidas.

Devido à doença renal, caso não seja submetido à hemodiálise, o jovem pode entrar em coma irreversível. O fato fez com que a mãe dele, a professora Edina Maria Alves Borges, de 55 anos, recorresse à Justiça. "Estou indo por ser obrigado pela Justiça, mas vou lutar para derrubar a liminar", disse José Humberto ao Estadão.
Para ele, o tratamento é insuportável, mas o pior é o fato de não ter cura. "Sinto muita dor, saio da máquina super debilitado. Não quero isso para minha vida. Não compensa viver assim", desabafou.
Questionado sobre a possibilidade de um transplante, o jovem é pessimista: "Tem transplantado que consegue ficar alguns anos bem, mas outros não. O rim de cadáver tem mais chances de rejeição. Não serve para mim. Posso até mudar de ideia, talvez, mas hoje é o que penso e quero. Estou indo porque a Justiça me obriga". A mãe de José Humberto também lhe ofereceu um rim, mas o jovem recusou por achar que ela corre muito risco, devido à idade.

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