Os dois foram baleados durante uma operação conjunta das forças de segurança nesta segunda (20) na Zona Norte do Rio
![]() |
| © Arquivo Pessoal |
Os dois eram homens e jovens, pais e filhos. Os dois moravam em Japeri, cidade violenta na Baixada Fluminense, a cerca de uma hora da capital. Os dois deixaram pequenos herdeiros, ambos de dois anos de idade. Os dois eram militares.
As coincidências nas vidas do cabo Fabiano Oliveira dos Santos, 36, e do soldado João Viktor da Silva, 21, acabaram causando coincidências também na morte.
Ambos foram baleados durante uma operação conjunta das forças de segurança nesta segunda (20), na zona norte do Rio de Janeiro. Foram os primeiros militares mortos em confronto após a intervenção federal na segurança do estado. Fabiano foi atingido de manhã no ombro, e João Viktor, na cabeça durante a tarde. Fabiano estava no complexo da Penha, João Viktor, no Alemão.
Estavam em locais próximos no momento dos tiros, morreram a caminho de hospitais e foram sepultados um acima do outro (em gavetas). As cerimônias aconteceram no mesmo cemitério, no município de Japeri, e contaram a presença de dezenas de militares e uma série de honrarias: banda, tiros para o alto e corneta.
A história de ambos no Exército começou há pouco tempo. "Fabiano entrou com 31 anos, mas parecia um garoto de 17 de tão feliz", conta o primo Luiz Cláudio Oliveira, 48, reformado pela Marinha. O cabo trabalhou como motorista de ônibus e fez outros bicos, mas no fim seguiu os passos da família de militares, incluindo seu pai, Jorge, soldado também reformado.
Por isso, para a família, "o nosso futuro presidente" é o deputado e capitão reformado Jair Bolsonaro (PSL), que foi ao sepultamento de Fabiano, mas saiu da cerimônia sem comentar a morte em respeito aos parentes.
Questionado pela Folha de S.Paulo sobre o que a intervenção poderia fazer para evitar esse tipo de ocorrência, o candidato se limitou a dizer: "Eu resolvo quando eu for presidente".
Mensagens de apoio a Bolsonaro estavam entre as postagens nas redes sociais de Fabiano, que também costumava publicar louvores a Deus e fotos com os amigos e na academia –atividade que, segundo o primo, era seu maior hobby.
Outro hobby era cuidar da filha de dois anos, que mora com a mãe. "Ele era um paizão, sempre brincava com ela de casinha", lembra chorando a prima Tânia Oliveira, 45. Ele deixou também a namorada e a mãe, Dulcineia, que saiu em prantos da cerimônia. Com informações da Folhapress.
Via...Notícias ao Minuto

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Os comentários são pessoais, é não representam a opinião deste blog.
Muito obrigado, Infonavweb!