A declaração é de Luiza Soares, de 75 anos, que busca o filho, funcionário da Vale
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| © Adriano Machado/Reuters |
Mãe de seis filhos, criados à beira do rio que já não existe mais, Luiza se esforça para parecer forte e conta que eles, quando meninos, costumavam pescar naquelas águas. "Dava para ver o cascalho no fundo", lembra Luiza.
Eles traziam o peixe fresquinho pra fritar", conta, olhando o Paraopeba. "Olha isso, agora", aponta. Luiza tenta se distrair no caminho e telefona para Ronaldo, que mora do outro lado do rio. "Vem pra cá, meu filho."
Ronaldo tentou atender ao pedido da mãe. Mas a travessia pela ponte, único acesso entre os dois lados do rio, está proibida. Ronaldo foi barrado. Telefonou para a mãe avisando que não poderia se encontrar com ela.
A mesma dúvida sobre o que aconteceu com Rogério aterroriza a família de Wilson de Brito, genro de Luiza. Uma prima dele, a advogada Shirley de Brito, também está desaparecida. "É uma tragédia, moço", disse dona Luiza, amparada pela filha.
Na pequena pracinha do centro de Brumadinho, perto da ponte interditada pelos bombeiros, a arquiteta Sayuri Osawa andava de um lado para outro desorientada, acompanhada pelas sobrinhas Estela de Lima e Marina Yumi Osawa. O marido de Sayuri, Max Elias Medeiros, de 37 anos, técnico de qualidade da Vale, também não é visto desde o acidente. "Apareceu uma informação sobre ele, que estaria num hospital, mas não era verdade", conta o pai de Sayuri, Kenitiro Osawa, de 68 anos. Com informações do Estadão Conteúdo.
Via...NOTÍCIAS AO MINUTO

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