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sexta-feira, 14 de abril de 2023

Possível ida de Zanin ao STF obrigará a redistribuição de casos da Vaza Jato

Os casos da Vaza Jato e Tacla Duran deverão ser redistribuídos

© Reuters

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Caso seja indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin não poderá decidir sobre temas relacionados à Vaza Jato, nem às acusações do advogado Rodrigo Tacla Duran contra o senador Sergio Moro (União-PR).

Zanin teve atuação nos dois casos como advogado de Lula, e deverá ser considerado suspeito. A Operação Spoofing investigou o hackeamento de celulares de autoridades que comandavam a Lava Jato, caso que ficou conhecido como Vaza Jato.

O ministro Ricardo Lewandowski, que se aposentou nesta semana, relatou o pedido feito por Zanin para ter acesso aos diálogos contidos na Spoofing, em 2020.

O ministro que entrar na vaga aberta deve herdar processos e relatorias que estavam sob sua responsabilidade.

Já a revogação da prisão preventiva de Duran, expedida no mês passado pela Justiça Federal de Curitiba, é consequência da anulação do uso de softwares da empreiteira Odebrecht como elementos de prova, gerada por uma reclamação formulada por Zanin ao STF.

A eventual ida do advogado de Lula ao STF provocará a redistribuição dos processos, que poderão ficar com um ministro mais favorável à Lava Jato.

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