O assassinato de Williams Nogueira dos Santos Silva, jovem militante do Movimento Negro Unificado, chocou Salvador e mobilizou movimentos sociais. Moradores apontam envolvimento de facções rivais, enquanto a Polícia Civil investiga o caso em sigilo e familiares destacam sua trajetória cultural e comunitária.
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| © Reprodução- Redes Sociais |
A notícia mobilizou rapidamente coletivos do movimento negro, que passaram a exigir esclarecimentos imediatos das autoridades. O MNU afirmou publicamente que Williams foi alvo de sequestro e tortura antes de ser morto, e cobrou que o caso seja tratado como prioridade pelas forças de segurança.
A trajetória do jovem era amplamente reconhecida no Nordeste de Amaralina, bairro onde cresceu e se envolveu com iniciativas culturais. Ele ajudou a fundar, em 2010, a Web Rádio SSA, experiência que marcou sua relação com a comunidade e seu interesse por comunicação popular. Amigos afirmam que ele se deslocou a Simões Filho para cumprir compromissos religiosos em um terreiro que frequentava.
Moradores da região levantaram a hipótese de que Williams tenha sido atacado ao circular por território dominado por um grupo criminoso rival ao que atua no bairro onde vivia. A Polícia Civil não confirma essa linha de investigação, mas informou que já trabalha com indícios sobre a autoria do crime e mantém os detalhes em sigilo.
A Secretaria de Turismo do Estado da Bahia confirmou que Williams prestava serviços à pasta por meio de uma empresa terceirizada, embora não tenha se manifestado oficialmente sobre o ocorrido por não se tratar de um episódio relacionado às suas atividades profissionais.
Nas redes sociais, páginas comunitárias lamentaram a morte e destacaram o impacto de sua ausência. “Uma vida inteira dedicada à cultura e à comunicação não poderia terminar dessa forma”, escreveu o coletivo Nordeste Sou, traduzindo a consternação de moradores e amigos que acompanhavam de perto seu trabalho.
VIA… NOTÍCIAS AO MINUTO

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