Vítima relata ter sido mantida em cárcere privado e queimada com álcool após tentar encerrar relação; segundo polícia, suspeita ficou em silêncio durante depoimento; defesa não é localizada
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| ©Pixabay |
Segundo a delegada Monica Areal, responsável pelo caso, a vítima procurou a delegacia relatando ter vivido dois anos em união estável com Diana e passado a ser perseguida e agredida após o término.
O depoimento descreve episódios de violência física, cárcere privado, tentativa de feminicídio e perseguição. A delegada afirmou ainda que a suspeita é "muito violenta" e possui "um grande domínio na cabeça da vítima".
Segundo a delegada, Diana optou por ficar em silêncio ao ser ouvida na delegacia após a prisão. A reportagem não localizou a defesa da mulher.
A vítima relatou que a ex-companheira não aceitava o fim da relação e passou a monitorar seus deslocamentos, impedindo que fosse sozinha ao trabalho e à faculdade.
Dois dias antes da prisão, Diana foi buscar a ex-namorada na porta do trabalho, mas não a encontrou. A suspeita iniciou uma série de ligações e, ao reencontrar a mulher, a obrigou a voltar para a casa onde moraram juntas. Diana, que é faixa azul de jiu-jítsu, teria arrastado a vítima pelos cabelos até o carro, segundo os relatos.
Ainda de acordo com a vítima, no apartamento, a casa foi trancada, e as chaves, escondidas. Na manhã seguinte, segundo o relato, Diana jogou álcool no corpo da ex-companheira, acendeu um isqueiro e ateou fogo. A vítima conseguiu apagar as chamas, com ajuda da própria agressora.
A mulher disse que Diana inicialmente se recusou a levá-la ao hospital e buscou orientação de amigas enfermeiras por telefone. Ela só recebeu socorro depois e, ao receber alta, foi novamente levada ao apartamento, onde as agressões continuaram.
A vítima relata ter sido espancada com um cabo de vassoura, arremessada contra uma janela -que se estilhaçou- e ameaçada com uma tesoura, que quase a feriu.
Segundo o relato, a mulher só conseguiu fugir ao simular calma e aproveitar um momento de distração da agressora. Ela pediu ajuda em um bar, acionou o 190 e foi resgatada pelo tio.
Diana ainda teria tentado buscá-la no local e continuado a perseguição, incluindo idas à casa da mãe da vítima. Também teria furtado e danificado o celular da ex-namorada, segundo a polícia.
Após o registro do caso, a Deam (Delegacia de Atendimento à Mulher) iniciou as diligências e conseguiu localizar Diana por meio de redes sociais. Com ajuda da vítima, os investigadores marcaram um encontro com ela por meio do Instagram.
Apesar de informações de que a suspeita estaria armada, nenhuma pistola foi encontrada durante as buscas. Ela não ofereceu resistência e foi encaminhada ao sistema prisional.
A delegada afirmou que pedirá a conversão da prisão em flagrante para preventiva (sem prazo). Segundo Areal, Diana também tentou negar socorro, voltou a agredir a vítima após a alta hospitalar e ampliou o ciclo de violência.
Diana poderá responder por tentativa de feminicídio, cárcere privado, perseguição e furto do celular. O Tribunal de Justiça do Rio informou que a mulher passará por audiência de custódia na noite desta segunda-feira (24).
VIA… NOTÍCIAS AO MINUTO

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