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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

China reafirma que nunca renunciará ao uso da força contra Taiwan

Declaração ocorre após investigação contra altos comandos do Exército chinês e reforça que Pequim prioriza a reunificação pacífica, mas não descarta ação militar contra qualquer movimento de independência da ilha

©Pixabay
O governo da China reafirmou nesta quarta-feira, 28, que nunca renunciará ao uso da força para assumir o controle de Taiwan. A declaração ocorre dias após autoridades chinesas anunciarem a abertura de uma investigação contra o general Zhang Youxia, considerado o segundo nome mais importante do Exército do país.

Durante entrevista coletiva, a porta-voz do Gabinete para Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado, Zhang Han, afirmou que a investigação demonstra que o Comitê Central do Partido Comunista e a Comissão Militar Central não têm zonas proibidas, abrangem todos os níveis da hierarquia e mantêm tolerância zero no combate à corrupção.

Segundo Zhang, o processo é uma demonstração clara da determinação e da capacidade do Partido e das Forças Armadas de enfrentar irregularidades internas. Ela acrescentou que, sob a liderança firme do Comitê Central e do presidente Xi Jinping, Pequim continuará a manter a iniciativa e a capacidade de liderança nas relações através do Estreito de Taiwan.

A porta-voz ressaltou que a China está disposta a criar um amplo espaço para a chamada reunificação pacífica e a envidar o máximo de esforços nesse sentido. No entanto, deixou claro que o governo chinês nunca prometerá abandonar o uso da força nem permitirá qualquer forma de atividade separatista relacionada à independência de Taiwan.

As declarações foram feitas quatro dias depois de o Ministério da Defesa da China anunciar investigações contra Zhang Youxia e Liu Zhenli, primeiro vice-presidente da Comissão Militar Central e chefe do Departamento do Estado-Maior Conjunto. Ambos são acusados de graves violações da disciplina e da lei, expressão frequentemente utilizada pelas autoridades chinesas para se referir a crimes de corrupção.

As investigações afetam diretamente a estrutura de comando das Forças Armadas chinesas. Dos sete integrantes da Comissão Militar Central no fim de 2022, restam atualmente apenas dois: o próprio Xi Jinping, que preside o órgão, e Zhang Shengmin, vice-presidente responsável pela campanha anticorrupção no Exército.

Analistas avaliam que as purgas no alto escalão militar não alteram o objetivo estratégico de Xi Jinping de assumir o controle de Taiwan, ilha governada de forma autônoma desde 1949 e considerada por Pequim parte inalienável do território chinês.

Após o anúncio das investigações, o ministro da Defesa de Taiwan, Wellington Koo, afirmou que a ilha não reduzirá o nível de alerta nem o preparo militar. Segundo ele, Taiwan continuará acompanhando de perto as mudanças nas cúpulas do Partido Comunista Chinês, do governo e das Forças Armadas da China, mantendo sua postura defensiva diante do fato de que Pequim jamais abandonou a possibilidade do uso da força contra o território.

VIA… NOTÍCIAS AO MINUTO    

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