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terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Dada como morta pelo Samu, mulher atropelada é reanimada na pista

Vítima de 29 anos teve o óbito atestado pelo Samu, mas apresentou sinais vitais minutos depois e foi socorrida por médico da concessionária; profissional que constatou a morte foi afastada e o caso é investigado

© Reprodução/Conecta Bauru
Uma mulher de 29 anos atropelada na noite de domingo (18) na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), em Bauru, no interior de São Paulo, foi dada como morta por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas acabou sendo reanimada minutos depois por um médico da concessionária responsável pela via. O episódio é investigado pela Polícia Civil e também pela área da saúde do município.

O atropelamento ocorreu por volta das 18h15, na altura do km 351, no sentido interior. Após o chamado de emergência, o Samu esteve no local e atestou o óbito da vítima ainda sobre a pista. Com isso, a rodovia foi totalmente interditada e o Instituto Médico Legal chegou a ser acionado para a remoção do corpo.

Enquanto a mulher permanecia coberta por uma manta térmica e o tráfego seguia bloqueado, um médico socorrista da concessionária percebeu sinais de respiração. Ele iniciou imediatamente manobras de reanimação, conseguindo estabilizar a vítima, que foi levada ao Pronto-Socorro Central e posteriormente internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital de Base de Bauru.

Policiais militares rodoviários que atenderam à ocorrência apuraram que a mulher tentava atravessar a rodovia quando foi atingida por um veículo. O motorista permaneceu no local, prestou socorro, foi ouvido e submetido ao teste do bafômetro. Ele segue sendo investigado. A via foi liberada cerca de 30 minutos depois.

O caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária de Bauru como lesão corporal culposa na direção de veículo automotor.

Diante do ocorrido, a Secretaria Municipal de Saúde de Bauru informou que abriu uma apuração para investigar o atendimento prestado pela equipe do Samu. Como medida administrativa preventiva, a médica que constatou o óbito foi afastada das funções até a conclusão da sindicância. O prazo para o encerramento da investigação não foi informado.

A coordenação regional do Samu confirmou a abertura de uma corregedoria interna para apurar se houve falha nos procedimentos adotados durante o atendimento. O caso segue sob investigação das autoridades policiais e de saúde.

VIA… NOTÍCIAS AO MINUTO 

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