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terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Suzane von Richthofen tenta liberar corpo de tio morto em SP

Mulher procurou delegacia na zona sul de São Paulo para autorizar sepultamento de Miguel Abdala Netto, encontrado morto em casa. Pedido foi negado pela polícia, que investiga o caso como morte suspeita e mantém o corpo no IML.

© Reprodução / Redes Sociais

A morte de Miguel Abdala Netto, de 76 anos, levou Suzane von Richthofen novamente à 27ª Delegacia de Polícia, na zona sul de São Paulo. O médico foi encontrado sem vida dentro de casa, no bairro Campo Belo, e o caso é tratado pela Polícia Civil como morte suspeita.

No domingo, 11, Suzane procurou a delegacia para tentar autorizar a liberação do corpo para sepultamento. Aos investigadores, afirmou ser a parente consanguínea mais próxima do tio, como sobrinha de primeiro grau. O pedido, no entanto, foi negado pelas autoridades.

A tentativa chamou atenção dos policiais não apenas pelo caso em si, mas pelo histórico do local. Foi nessa mesma delegacia que, em 2002, foi registrado o boletim de ocorrência do assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen, crime planejado por Suzane. Anos depois, ela também esteve na unidade acompanhada do próprio Miguel Abdala Netto para prestar depoimento.

A liberação do corpo poderia abrir caminho para uma disputa patrimonial. Caso conseguisse formalizar o sepultamento, Suzane teria a possibilidade de pleitear a função de inventariante dos bens deixados pelo tio, avaliados em cerca de R$ 5 milhões, procedimento semelhante ao que tentou após a morte dos pais.

No dia anterior, sábado, 10, outra familiar já havia feito a mesma solicitação. Sílvia Magnani, prima de primeiro grau e ex-companheira de Miguel, tentou autorizar o sepultamento, mas também não conseguiu comprovar oficialmente o parentesco. Apesar disso, foi ela quem reconheceu o corpo no Instituto Médico Legal.

Com a negativa da polícia, Suzane recorreu ao Judiciário e ingressou com um pedido de tutela no fórum. 

Miguel Abdala Netto foi encontrado morto na sexta-feira, 9, em sua residência na Vila Congonhas. A Polícia Militar informou que não havia sinais aparentes de violência. A ocorrência teve início após um vizinho acionar a polícia, alertado por funcionários que estranharam a ausência do médico por dois dias. O registro foi feito no 27º Distrito Policial, em Moema, que conduz a investigação.

Na madrugada da morte, o portão da casa amanheceu pichado com a frase “Será que foi a Suzane?”. A polícia aguarda os laudos periciais e toxicológicos para esclarecer as circunstâncias do óbito. Enquanto isso, o corpo permanece no IML.

Médico, Miguel teve papel importante na família após o crime de 2002. Ele foi tutor de Andreas von Richthofen até a maioridade e também atuou como inventariante dos bens de Manfred e Marísia. Suzane von Richthofen foi condenada a 39 anos e seis meses de prisão pelo duplo homicídio triplamente qualificado e está em regime aberto desde o início de 2023.

VIA… NOTÍCIAS AO MINUTO  

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