Medida amplia recomendações dos medicamentos à base de semaglutida, populares para obesidade; agência diz que estudos mostraram redução significativa de riscos, mas sem divulgar percentual
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A medida amplia as recomendações para o uso da substância, princípio ativo do Wegovy e do Ozempic, medicamentos da Novo Nordisk, popularizados pelos resultados rápidos no tratamento de obesidade -e desenvolvidos para tratar diabetes. Com isso, médicos podem receitar os remédios para reduzir riscos como esses, os chamados eventos cardiovasculares adversos maiores.
Para o cardiologista Silvio Giopato, do Hospital das Clínicas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), a autorização pode reduzir a indicência de infartos no longo prazo, mas o preço elevado dos medicamentos ainda é um empecilho para o tratamento. Ele avalia que o fim da patente do Ozempic, prevista para março, deve contribuir para tornar o tratamento mais acessível, mas, conforme noticiou a Folha de S.Paulo, a proximidade do prazo tem gerado uma batalha lobbies no Congresso.
"Importante lembrar que apesar dos sinais positivos começarem num prazo de dois a três anos, o benefício pleno só ocorrerá com o uso contíno do medicamento. Aí é claro que o aspecto econômico pesa tornando a terapia não acessível para a maioria da população", diz Giopato.
Segundo a agência, um estudo apresentado pela farmacêutica para solicitar a recomendação indicou que, quando acompanhada de dieta hipocalórica e aumento da atividade física, a semaglutida reduziu significativamente a ocorrência desses eventos. Procurada, a Anvisa não especificou quais os resultados do estudo citado como parâmetro para a mudança.
Os medicamentos, contudo, podem ajudar a reduzir os altos números de infartos e AVC's no Brasil, que resultam em algo em torno de 400 mil mortes por ano.
A agência também permitiu a indicação do Ozempic para tratamento de pessoas com diabetes tipo 2 e doença renal crônica -ambas as doenças associadas. Ela cita um levantamento da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), de 2024, que indica um percentual de 29% de diabéticos entre pacientes de diálise no Brasil.
O diabetes é a principal causa de doença renal crônica no mundo. A glicose alta no sangue, ao longo do tempo, lesiona os vasos sanguíneos dos rins, que são responsáveis por filtrar o sangue.
"De acordo com o estudo apresentado pelo fabricante, o uso do medicamento, em conjunto com a terapia padrão da doença, reduziu de maneira relevante a progressão da insuficiência renal e as mortes causadas por eventos cardiovasculares adversos maiores".
VIA… NOTÍCIAS AO MINUTO

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