Marcionílio Sancho Cambuhy Junior, conhecido nas redes sociais como ‘Sancho Loko’, foi um dos alvos de ação do Gaeco. Defesa nega acusações e diz que vai recorrer do caso
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| © Reprodução / Rede Sociais |
Segundo a Promotoria, três desses agentes são suspeitos de cometer, "de forma reiterada", crimes de tortura, fraude processual, lesão corporal e falsidade ideológica.
Durante o cumprimento de um dos mandados, foram encontradas munições irregulares e duas granadas na casa de Sancho Loko, que acabou sendo detido em flagrante - a prisão já foi convertida em preventiva pela Justiça após audiência de custódia.
Procurada, a defesa do policial militar não respondeu aos contatos da reportagem até a publicação do texto. O espaço segue aberto.
Em uma postagem nas redes sociais, o advogado Claudio Dalledone, que representa Junior, afirmou que as granadas apreendidas são de efeito moral e, por isso, "sem letalidade nenhuma". "Só por isso ele foi acusado", afirmou o defensor.
Dalledone classificou o pedido de prisão preventiva "descabido" e afirmou que a defesa vai recorrer da decisão. "Não há motivo algum para que ele permaneça preso preventivamente".
O cumprimento dos mandados foram expedidos pela Vara de Auditoria da Justiça Militar e contou com o apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar. Três mandados foram cumpridos nas residências dos investigados, e um, na unidade militar em que estão lotados em Curitiba. Os nomes dos demais agentes investigados não foram informados.
O Gaeco apreendeu telefones celulares e outros itens de armazenamento eletrônico.
"Nas residências de dois dos investigados, foram encontradas munições irregulares e dinheiro em espécie. Já em armários sem identificação na unidade da Polícia Militar, foram localizados simulacros de arma de fogo, munições irregulares, maconha, crack e cocaína", informou o Ministério Público paranaense.
Dono de perfis com mais de 300 mil seguidores somados - entre Instagram e Facebook -, Marcionílio Sancho Cambuhy Junior usa as redes sociais para postar sobre sua rotina na corporação, gravar vídeos durante as operações e dar opiniões sobre assuntos envolvendo a segurança pública.
Em uma das postagens, diz ser uma pessoa ideologicamente voltada à direita e ser "a favor do capitalismo". Em outra postagem, onde aparece como convidado de um podcast, chega a afirmar que "se vagabundo tentar me f..., eu vou levantar cartucho". "Não vou pensar duas vezes. É matar para não morrer".
Em 2022, chegou e concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Paraná como candidato do PROS (o partido foi incorporado pelo Solidariedade em 2023).
O lema da campanha do policial era "Sem massagem, pau na vagabundagem", e prometia "garantir o acesso e o porte de arma de fogo para o cidadão de bem". Ele recebeu 9.128 votos e não foi eleito.
VIA… NOTÍCIAS AO MINUTO

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