Um dos agressores disse não estar arrependido de cometer o assassinato
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Os irmãos Daniel da Silva Brandão, de 18 anos, e Valdo da Silva Brandão, de 24 anos, são investigados pela morte do auxiliar de panificação João Isac Ismael da Silva, de 26 anos. O jovem, que é gay, foi assassinado em junho deste ano na Zona Norte de Manaus. A Polícia Civil aponta motivações homofóbicas no crime, segundo informações do G1.
A vítima foi espancada na rua com pauladas, na madrugada de 18 de junho. Em depoimento, os agressores deram detalhes do crime. "O Daniel disse que estava em um pagode próximo à sua residência e disse que a vítima estava o assediando, inclusive, o tocando. Ele disse que não gostou da situação e se retirou do local. Daniel disse que, quando estava próximo de casa, notou que era seguido e chamou o irmão Valdo. Foi então que eles passaram a correr atrás da vítima", disse o delegado Luiz Rocha, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).
"Após o crime, eles deixaram a vítima caída e foram para casa dormir como se nada tivesse acontecido. Em parte, também foi um crime de homofobia porque eles agrediram o rapaz por causa da sexualidade", afirmou Rocha. Valdo negou ter participado do crime, enquanto Daniel confessou o assassinato. "Fui eu que matei. Só eu dei paulada. Não estou arrependido e dei várias pauladas mesmo", disse ele
A família da vítima negou que o jovem tenha assediado os suspeitos. "Meu irmão nunca faria isso, não iria assediá-lo. Isso é uma mentira. Mataram um inocente e que não fazia mal a ninguém. Só quero justiça", afirmou a irmã de João, uma dona de casa de 35 anos.
Ambos os agressores são indiciados por homicídio qualificado. Os dois foram levados para a Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, em Manaus.

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