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segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Médico da máfia das próteses pedia dica para enrolar pacientes

Grupo movimentou mais de R$ 30 milhões em 5 anos com cirurgias desnecessárias

© Divulgação
A Polícia Civil do Distrito Federal divulgou escutas telefônicas que mostram a conversa entre um médico e um fornecedor de órteses e próteses sobre como continuar "enrolando" um paciente e faturar mais.

A conversa é entre o médico Juliano Almeida e Silva e o empresário Micael Bezerra Alves, um dos sócios da TM Medical, empresa que fornecia as próteses.
Ambos são investigados por suspeita de integrarem uma organização criminosa que lucrava com a prescrição de cirurgias sem necessidade. 13 pessoas presas na operação da Polícia Federal no dia 1 de setembro.
De acordo com o G1, o esquema movimentou mais de R$ 30 milhões nos últimos cinco anos. "O que mais a gente pode colocar aqui? Botei bipolar, botei brill, dois drill, botei mostático, botei motorização, equipo de ligação. O que mais?" Pergunta o médico. "Essa cânola. O que que é? Debridação?", questiona o fornecedor. "É a canolazinha que vem no kit da assectomia. Aí é só para enrolar mesmo", diz o cirurgião.
As investigações apontam que os médicos envolvidos no esquema encaminhavam os pacientes para fazer as cirurgias e o dinheiro pago pelos planos de saúde era dividido entre o grupo. A estimativa é de que pelo menos 60 pessoas tenham sido vítimas do golpe só neste ano.

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