MP diz que agentes teriam cobrado R$ 50 mil para não executarem a prisão preventiva de suspeitos de homicídio
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| © Polícia Civil |
Sob suspeita de "aliviar fatos criminais mediante pagamento", cinco policiais civis e mais um homem que se passava por agente foram presos nesta quarta-feira (15), em Araucária, na Grande Curitiba. As prisões são parte de uma operação, batizada de NFL (iniciais de alguns dos investigados), e foram executadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
O Ministério Público do Paraná já apresentou uma denúncia criminal contra os suspeitos, enquadrando-os nos crimes de peculato, concussão, corrupção passiva e associação criminosa. O Gaeco informou ao G1 que o falso policial seria encarregado de pesquisar infratores e repassar seus nomes para os policiais. Em alguns casos, o falsário já negociava valores para atenuar os crimes.
O falso policial também pedia doações, em nome da Polícia Civil, para a confecção de um calendário. No documento do Ministério Público (MP), os policiais teriam cobrado R$ 50 mil para não executarem a prisão preventiva de suspeitos de homicídio. Em outro caso, apresentado como exemplo pelo MP, mudaram o flagrante de um traficante - escrevendo em Boletim de Ocorrência que ele era usuário de drogas."Chegaram, inclusive, a devolver uma pequena porção de droga ao detido".

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