Os produtos ficaram meses parados em um depósito na Bélgica depois que o Departamento de Estado declarou que a contracepção não era “vital” e que o governo não financiaria mais esse tipo de compra.
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Correspondências internas mostram que organizações como a Fundação Gates e a Fundação Children’s Investment Fund (CIFF) se ofereceram para comprar ou receber os contraceptivos sem custo para o governo. Mesmo assim, a gestão Trump optou pela destruição, que custou cerca de US$ 167 mil (R$ 893 mil).
Um porta-voz da Usaid afirmou falsamente que os produtos induziam o aborto. Por lei, a agência não pode adquirir abortivos, e listas de inventário confirmam que os itens destruídos — como implantes hormonais — não tinham essa função, mas apenas impediam a ovulação ou a fertilização.
Documentos revelam que funcionários veteranos esclareceram repetidas vezes ao Departamento de Estado que os produtos não eram abortivos. Beth Schlachter, da MSI Reproductive Choices, chamou a decisão de “ato ultrajante de crueldade” que pode custar vidas e prejudicar o progresso da saúde global.
A destruição foi ordenada em junho por Jeremy Lewin, alto funcionário do Departamento de Estado. Autoridades belgas tentaram impedir a incineração, invocando até uma proibição legal, mas sem sucesso.
Memorandos internos sugeriam vender os produtos ao Fundo de População da ONU (UNFPA), recuperando pelo menos US$ 7 milhões, ou doá-los a organizações interessadas. No entanto, nomeados políticos da Usaid recomendaram a destruição para evitar conflitos com diretrizes do governo Trump, e Lewin aprovou a ordem minutos depois.
Em agosto, o secretário Marco Rubio transferiu os restos da Usaid para Russell Vought, responsável por encerrar definitivamente a agência.
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