Os efeitos positivos da vitamina E também se estendem à pele. Pesquisas indicam que seus compostos favorecem a circulação sanguínea, promovem a dilatação dos vasos e ajudam a evitar a formação de coágulos.
Conhecida popularmente como o “ouro da juventude”, a vitamina E é valorizada por suas propriedades antioxidantes, capazes de proteger as células contra a ação dos radicais livres — moléculas instáveis associadas ao envelhecimento e ao surgimento de diversas doenças. Segundo Ramiro Heredia, especialista em clínica médica do Hospital de Clínicas José de San Martín, essa vitamina lipossolúvel desempenha um papel relevante não apenas na defesa celular, mas também na manutenção da saúde do sangue, do cérebro e da pele.Imagem de Elias Shariff Falla Mardini por Pixabay
"Foi a quinta vitamina descoberta, e sua denominação científica (tocoferol) vem do grego toc — que quer dizer criança e phero — em português, trazer —, já que cumpre funções essenciais no desenvolvimento normal do feto e das crianças", explica o médico. Esse histórico reforça a importância da substância desde as fases iniciais da vida.
Além de sua atuação no desenvolvimento, Heredia destaca que a vitamina E é utilizada na prevenção de condições como aterosclerose e doenças cardiovasculares, uma vez que protege as lipoproteínas de baixa densidade (LDL) da oxidação. O especialista também menciona seu uso preventivo em relação ao câncer. Estudos científicos respaldam esses benefícios: uma revisão publicada na revista Ageing Research Reviews concluiu que “a vitamina E é considerada um dos antioxidantes lipossolúveis mais potentes para retardar o envelhecimento e prevenir algumas doenças degenerativas relacionadas à idade”.
Os efeitos positivos da vitamina E também se estendem à pele. Pesquisas indicam que seus compostos favorecem a circulação sanguínea, promovem a dilatação dos vasos e ajudam a evitar a formação de coágulos. Esses achados são discutidos na revisão “Efeito da suplementação com vitamina C e vitamina E sobre a função endotelial: uma revisão sistemática”.
"Hoje em dia, também foi comprovado que a vitamina E cumpre um papel na prevenção da trombose", acrescenta Heredia. Ele ressalta, porém, que ainda são necessários mais estudos para esclarecer possíveis relações da vitamina com alterações do sistema imunológico, demência, Alzheimer, catarata ou fraturas de quadril. De acordo com a Clínica Mayo, níveis muito baixos dessa vitamina podem provocar neuropatia, caracterizada por dor nos nervos, e retinopatia, que afeta a retina.
A obtenção da vitamina E ocorre principalmente por meio da alimentação. Como outras vitaminas, ela pode ser absorvida a partir de uma dieta equilibrada, que inclua alimentos de origem vegetal e animal, ou, em alguns casos, por suplementação. O nutricionista Matías Marchetti já explicou que boas fontes naturais incluem óleos vegetais, frutos secos, sementes, cereais integrais, verduras de folhas verdes e frutas como abacate e manga.
Quanto à segurança, os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos afirmam que a ingestão de vitamina E por meio dos alimentos não representa riscos. Já o consumo em forma de suplemento exige cautela: doses elevadas podem aumentar o risco de sangramentos e até de hemorragia cerebral. Por isso, o limite máximo recomendado para adultos é de 1.000 mg por dia, considerando suplementos naturais ou sintéticos.
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