Documento autêntico da modelo foi encontrado em um apartamento alugado e entregue ao consulado brasileiro em Lisboa. O achado levanta novas dúvidas sobre a circulação do passaporte após o assassinato, ocorrido no Brasil, e reacende questionamentos sobre um caso que nunca teve o corpo da vítima localizado.
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| © Reprodução / YouTube / Lilian Menezes |
No fim de 2025, um passaporte em nome de Eliza foi localizado em um apartamento alugado em Portugal e entregue nesta segunda-feira (5) ao Consulado-Geral do Brasil em Lisboa. O órgão confirmou a autenticidade do documento e informou que o caso já foi comunicado ao Itamaraty, em Brasília. A informação foi divulgada pelo portal LeoDias.
O documento apareceu em um imóvel compartilhado, guardado entre livros em uma estante. O achado foi feito por um dos moradores, identificado apenas como José, que vive no local com a família e outros inquilinos. Segundo ele, o passaporte foi encontrado de forma casual, após retornar de uma viagem a trabalho.
Autoridades confirmaram que se trata de um passaporte legítimo, emitido em 9 de maio de 2006 e válido até 8 de maio de 2011. Não há registro de segunda via. O documento está em bom estado de conservação, com todas as páginas intactas, e contém apenas um carimbo de entrada em Portugal, datado de 5 de maio de 2007. Não existe qualquer anotação de saída ou de ingresso posterior em outro país.
Esse detalhe chama atenção porque há registros, imagens e testemunhos que comprovam a presença de Eliza no Brasil depois dessa data. O crime ocorreu integralmente em território brasileiro, e o corpo da vítima jamais foi encontrado.
Na época em que o caso veio a público, Eliza relatou em entrevistas que havia viajado para países da Europa, como Portugal e Alemanha. Ela também afirmou ter mantido contato com o jogador Cristiano Ronaldo, com quem, segundo disse, trocava mensagens por aplicativos usados naquele período. Ainda assim, o reaparecimento do passaporte fora do Brasil e a ausência de movimentações migratórias posteriores levantam novas interrogações sobre o caminho percorrido pelo documento ao longo dos anos.
O morador que encontrou o passaporte afirmou que prefere não apontar responsáveis nem expor a proprietária do apartamento. Disse não ter qualquer explicação para a presença do documento no local e destacou que cabe às autoridades esclarecer os fatos. Em uma declaração que resume o estranhamento em torno do caso, questionou quem se arriscaria a circular internacionalmente com o passaporte de uma pessoa oficialmente dada como morta.
Ele também demonstrou preocupação com o impacto da revelação sobre a família de Eliza, especialmente a mãe, Sonia Moura, e o filho, Bruninho.
Apesar de quatro pessoas terem confessado envolvimento direto ou indireto no sequestro e na morte da jovem, o surgimento do passaporte alimenta dúvidas que nunca foram totalmente dissipadas. Para José, a simples existência do documento fora do país reabre debates que pareciam encerrados.
O passaporte foi entregue pessoalmente ao consulado brasileiro em Lisboa. Em nota oficial, o órgão informou que aguarda orientações do Itamaraty sobre os próximos passos e reforçou que consulado e embaixada atuam de forma independente em Portugal.
A reportagem tentou contato com Sonia Moura para comentar o caso, mas não obteve retorno até a publicação.
À época do crime, o assassinato ainda não era enquadrado como feminicídio de forma autônoma na legislação brasileira. Dados do Conselho Nacional de Justiça, divulgados em outubro de 2025, mostram que, atualmente, uma mulher é vítima de feminicídio no Brasil a cada 44 minutos.
VIA… NOTÍCIAS AO MINUTO

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