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terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Trump tenta reunir Putin e Zelenski em Conselho da Paz, mas sobre Gaza

Zelenski confirma convite, mas evita resposta imediata; proposta de Trump reúne dezenas de países, provoca resistências na Europa, amplia tensão com aliados históricos e prevê colegiado sob tutela direta dos Estados Unidos para tratar do futuro de Gaza

Imagem de Circe Denyer por Pixabay

(FOLHAPRESS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou o ucraniano Volodimir Zelenski para integrar o chamado Conselho da Paz, parte da segunda fase do plano do republicano para o fim do conflito entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza.

Zelenski confirmou o convite nesta terça-feira (20), mas ainda não deu uma resposta, assim como a maioria dos líderes globais chamados por Trump para compor o grupo, entre eles o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

Autoridades ucranianas, no entanto, afirmam que não se veem participando de qualquer comissão ao lado de Putin e do líder da Belarus, Aleksandr Lukachenko, também convidado, enquanto o país segue sob a invasão russa.

Na noite de segunda-feira (19), Trump confirmou que havia convidado Putin. Já nesta terça, a China informou que também recebeu o convite do presidente americano.

O governo brasileiro foi igualmente chamado, assim como Argentina, Paraguai, Alemanha, Canadá, Polônia, Armênia, Cazaquistão, Uzbequistão, entre dezenas de outros países, incluindo Israel. O Palácio do Planalto ainda não se manifestou sobre o tema.

Pesa na decisão brasileira a estrutura do colegiado, que ficaria sob tutela direta de Trump, e o fato de o presidente americano tentar transformar o grupo em uma alternativa aos fóruns tradicionais de decisões internacionais, especialmente a ONU. Ainda assim, a criação do conselho para Gaza foi autorizada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Segundo fontes ouvidas pela reportagem, o governo Trump pretende exigir o pagamento de ao menos US$ 1 bilhão dos países interessados em obter um assento permanente no grupo. As decisões seriam tomadas por maioria simples, com um voto por Estado-membro, mas dependeriam de aval final do presidente dos Estados Unidos.

Em meio ao momento mais delicado das relações entre Washington e a Europa nos últimos anos, o presidente da França, Emmanuel Macron, deve recusar o convite para integrar o Conselho de Paz para Gaza, de acordo com a agência Reuters, citando uma fonte próxima ao Palácio do Eliseu.

Alvo frequente de críticas de Trump, Macron tem adotado postura mais firme contra o republicano desde a escalada das ameaças americanas de controle sobre a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca.

Nesta terça-feira, Trump publicou uma série de mensagens na rede Truth Social intensificando o tom contra aliados históricos dos Estados Unidos. Em uma delas, divulgou uma suposta mensagem de Macron afirmando não entender a postura americana em relação à Groenlândia.

Antes disso, Trump já havia ameaçado impor tarifas e ironizado a situação política do presidente francês, cujo mandato termina em maio de 2027. Questionado sobre a possível recusa de Macron ao convite, o republicano afirmou que “ninguém o quer porque ele deixará o cargo em breve”.

“Vou impor uma tarifa de 200% sobre os vinhos e champanhes, e ele vai aderir, mas não precisa fazer isso”, disse Trump. O Ministério da Agricultura da França classificou a declaração como chantagem.

O Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, deve concentrar novas respostas ao convite para o conselho sobre Gaza. Macron chegou a convidar Trump para um jantar em Paris após o evento, mas ambos estarão na Suíça em dias diferentes e não devem se encontrar.

Trump vai a Davos acompanhado de uma ampla comitiva e deve se reunir com o presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, figura central nas negociações do cessar-fogo em Gaza e também convidado para o Conselho da Paz. Autoridades egípcias, inclusive, integram o Conselho Executivo para Gaza, braço técnico do plano que prevê a gestão do território palestino. 

VIA… NOTÍCIAS AO MINUTO   

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