googlefc.controlledMessagingFunction

Publicidade

CLIMA

Mais previsões: Lisboa tempo por hora

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Veja jovem voltando para casa após agredir cão Orelha

De acordo com a investigação, o adolescente cometeu um ato infracional equivalente ao crime de maus-tratos. Segundo o delegado Renan Balbino, ele “se contradisse em diversos momentos e omitiu fatos importantes para a investigação”.

© Divulgação/Polícia Civil de Santa Catarina
Imagens de câmeras de segurança foram decisivas para a Polícia Civil de Santa Catarina identificar uma contradição no depoimento do adolescente indiciado pela morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis. O inquérito foi concluído nesta terça-feira (3), e a polícia solicitou a internação provisória do jovem apontado como responsável pelas agressões.

De acordo com a investigação, o adolescente cometeu um ato infracional equivalente ao crime de maus-tratos. Segundo o delegado Renan Balbino, ele “se contradisse em diversos momentos e omitiu fatos importantes para a investigação”. As imagens mostram o adolescente saindo do condomínio onde estava hospedado às 5h25 do dia 4 de janeiro e retornando às 5h58, acompanhado de uma amiga. Apesar disso, ele declarou que permaneceu na área da piscina durante todo o período.

A polícia afirma que Orelha foi agredido por volta das 5h30. "O adolescente não sabia que a Polícia possuía as imagens dele saindo do local e disse que havia ficado dentro do condomínio. As imagens, roupas e testemunhas confirmam que ele estava na praia", disse o delegado.

O cachorro foi encontrado agonizando na praia no dia 5 de janeiro e morreu após ser levado ao veterinário. Derli Royer, responsável pelo socorro emergencial, relatou que o animal apresentava lesões graves na cabeça e no olho esquerdo, além de forte desidratação. Um laudo da Polícia Científica aponta que Orelha recebeu um golpe intenso na cabeça, possivelmente provocado por um chute ou por um objeto rígido, como madeira ou garrafa.

Os nomes, idades e locais de residência do envolvido não foram divulgados, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que garante sigilo em casos envolvendo menores de 18 anos.

Ao todo, 24 testemunhas foram ouvidas, e oito adolescentes chegaram a ser investigados durante o processo. A roupa usada pelo adolescente também teve peso na apuração. Segundo a delegada Mardjoli Valcareggi, ele estava fora do Brasil até 29 de janeiro, e a polícia monitorou a antecipação do voo para abordá-lo no desembarque.

"Durante a abordagem, chamou atenção que um familiar tentou esconder um boné rosa na sua bolsa particular. Na revista da mala, esse mesmo familiar apresentou comportamento suspeito ao afirmar que o moletom havia sido adquirido durante a viagem", disse a delegada. As peças foram apreendidas e comparadas com as imagens reunidas.

A investigação analisou mais de mil horas de gravações de 14 câmeras, além de depoimentos, e também utilizou uma ferramenta de localização geográfica de um software francês. "Como se tratava de um adolescente fora do país, ele poderia empreender fuga ou se desfazer de elementos importantes de prova, como a roupa utilizada e o aparelho celular", afirmou a delegada.

VIA… NOTÍCIAS AO MINUTO   

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Os comentários são pessoais, é não representam a opinião deste blog.

Muito obrigado, Infonavweb!

Topo