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sábado, 16 de julho de 2016

Primeiro-ministro turco admite a volta da pena de morte

O premier sublinhou que a pena de morte não está prevista na Constituição, mas poderá ser alvo de alterações no futuro, tendo em conta os “traidores.”

© Reuters
O primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, garantiu neste sábado (16), que o país está “totalmente sob controle” e que a situação está voltando à normalidade em Ancara e Istambul. O premier sublinhou que a pena de morte não está prevista na Constituição, mas poderá ser alvo de alterações no futuro, tendo em conta os “traidores.”

De acordo com a apuração feita pelo jornal português Expresso, o governante acusou os golpistas de serem seguidores do clérigo muçulmano Fethullah Gulen e deixou um aviso. “Qualquer país que esteja a favor do clérigo muçulmano Fethullah Gulen não será um amigo da Turquia e vai ser considerado em guerra com o membro da NATO”, disse.
Binali Yildirimn confirmou também que 265 pessoas morreram e 1440 ficaram feridas, enquanto 2839 soldados e coronéis foram detidos na sequência da tentativa de golpe militar.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Clube turco pede para jogadores não saírem em meio a golpe militar

"O pessoal do clube pediu pra gente não sair de casa", disse Souza, ex-São Paulo

© Reuters
Jogador do Fenerbahce, da Turquia, o volante Souza – ex-São Paulo e seleção brasileira – diz que o clima na capital Istambul era de guerra nas últimas horas.Nesta sexta-feira (15), as forças armadas da Turquia anunciaram que passaram a controlar o governo, em golpe de Estado contra o presidente Recep Tayyip Erdogan, que pediu a seus seguidores que desafiem os militares.

Em contato com a Folha de S.Paulo, ele afirmou que o clube recomendou ao grupo de atletas que fiquem em suas casas e não saiam.
Um amigo turco do brasileiro, que fala português, aconselhou que todos façam um estoque de alimentos para os próximos dias.
"A situação está um pouco complicada. Como todos têm visto, os militares estão tomando o país à força. Estou aqui acompanhando pela TV, eu não sei se o povo está a favor ou contra, estão todos indo para as ruas. Eu não consigo entender muito bem o que a TV diz. O pessoal do clube pediu pra gente não sair de casa", disse Souza.
"Um amigo turco que fala português falou para gente comprar bastante a coisa pra deixar guardado em casa. Mas é mais ou menos isso. Mais cedo estava um clima de guerra. Teve tiroteio, a gente ouviu o barulho de caças do exército sobrevoando a cidade, muitos helicópteros passando. Agora, o clima está um pouco mais tranquilo", completou.
Desde 2015 no Fenerbache, Souza ganhou projeção no São Paulo, onde, em 2014, foi convocado por Dunga para defender a seleção brasileira em três amistosos pós Copa.
Pelo clube turco, o brasileiro de 27 anos tem 48 jogos e três gols marcados. Com informações da Folhapress.

Entenda as tentativas de golpe na história recente da Turquia

O governo turco denunciou tentativa de golpe militar nesta sexta-feira

© Reuters
Não é a primeira vez na história recente da Turquia que uma tentativa de golpe é denunciada pelo governo, como a que acaba de ser anunciada nesta sexta-feira (15). Desde 1945, quando a Segunda Guerra Mundial teve fim, o país já passou por quatro momentos em que o governo democraticamente eleito foi derrubado pelo exército (1960, 1971, 1980 e em 1997). Em 1970 e 1997, o descontentamento com os líderes por parte dos militares foi expresso por meio de memorandos.

Na noite desta sexta, pontes no Estreito de Bósforo, em Istambul, foram bloqueadas por militares, que ainda tomaram o controle da TRT, emissora estatal de televisão. Aviões e helicópteros sobrevoam a capital, Ancara, segundo o G1.
De férias no momento da tomada, o presidente Recep Tayyip Erdogan, alegou que os militares por trás da tentativa de golpe agem fora da linha de comando do exército, e convocou a população a tomar as ruas em protesto.
A Turquia moderna foi fundada na estrutura atual em 1923, com a queda do Império Otomano, depois da Primeira Guerra Mundial. O primeiro presidente, Mustafa Kemal Atatürk, promoveu uma série de reformas que garantiram a ocidentalização do país. No entanto, somente após a Segunda Guerra Mundial que o sistema político turco adotou a estrutura multipartidária que dura até os dias de hoje.
1960
Em 1960, a estabilidade política foi abalada por um golpe, quando o exército removeu o presidente e o primeiro-ministro do poder, depois de tensões entre o governo e a oposição. O Partido Democrático (DP), que comandava à época, foi removido, após promover reformas que deram mais liberdade religiosa aos muçulmanos. O presidente Celal Bayar foi derrubado e o primeiro-ministro, Adnan Menderes, foi executado.O governo só voltou totalmente às mãos dos civis em 1965, mas o golpe produziu uma série de coalizões instáveis para governar o país que duraram cerca de dez anos.
1971
Em decorrência da instabilidade política no país, 11 anos após o primeiro golpe de estado, o exército retirou os governantes eleitos após um memorando assinado pelo chefe do exército, Memduh Tagmac, ao primeiro-ministro Suleyman Demirel, alegando que governo civil estava levando o país rumo à anarquia. Um governo interino civil foi instaurado pelo exército, com o objetivo de restaurar a ordem.
1980
Após nove anos e 11 primeiro-ministros, em 1980, um novo golpe militar foi deflagrado após meses de deliberação. Os militares declararam lei marcial em parte das províncias turcas e começaram a coordenar o retorno do poder às mãos dos civis a partir de 1983, um ano depois da aprovação da nova constituição, que instituiu o período de sete anos para a presidência. Nessa época, o sistema político acabou sob o comando de um único partido, o conservador Partido da Pátria (Anap).
1997
Em 1995 ocorre a eleição que promoveu a coalização entre a Anap e o Partido Democrático (DP), mas que falhou. No ano de 1997, Salim Dervisoglu, almirante do exército, enviou um memorando ao então primeiro-ministro Necmettin Erbakan, solicitando a sua renúncia. O motivo citado pelo militar era o apoio do governo a políticas religiosas que colocavam em risco a secularidade do país. O pedido foi acatado e um novo governo foi formado. O episódio ganhou reconhecimento como o primeiro "golpe pós-moderno".
Recep Tayyip Erdogan se tornou, em 2003, o primeiro-ministro da Turquia, eleito pelo conservador Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), depois de uma série de anos instáveis devido a problemas econômicos no país. Ele ocupou o cargo até 2014, quando se elegeu presidente da Turquia.
Em 2010, uma tentativa de golpe de estado terminou com a prisão de mais de 40 oficiais do exército, incluindo coronéis e um general, além de ex-comandantes da força aérea e da marinha. Eles foram acusados de supostamente planejar ações terroristas para instaurar o caos no país com forma de protesto pela chegada do AKP ao poder.

Bomba mata 12 pessoas no parlamento turco

De acordo com o New York Times, uma testemunha viu o momento das explosões e relatou que uma grande coluna de fumaça subia do local

© Reprodução/Fox
A explosão de uma bomba matou doze pessoas e deixou outras duas gravemente feridas no parlamento turco, na capital Ancara. O anúncio foi feito pela CNN.

Diversas explosões foram ouvidas no parlamento ao longo da noite, desde que os militares iniciaram uma tentativa de golpe contra o governo de Recep Erdogan.
De acordo com o New York Times, uma testemunha viu o momento das explosões e relatou que uma grande coluna de fumaça subia do local.

Ataque a QG em Ancara mata 17 policiais

O presidente Erdogan já chegou à Istambul, maior cidade do país, e ressaltou que o golpe não foi concretizado

© Reuters
Dezessete policiais morreram após um ataque do exército ao quartel general da polícia em Ancara, capital turca. De acordo com a agência de notícias Anadolu, o QG foi atacado após a tentativa de golpe militar contra o presidente Recep Erdogan.

Segundo a Reuters, também em Ancara, foram reportadas duas novas explosões no parlamento do país. Há pouco, a agência havia informado que um membro do governo disse que deputados estava escondidos em abrigos para se proteger dos bombardeios.
O presidente Erdogan já chegou à Istambul, maior cidade do país, e ressaltou que o golpe não foi concretizado. Apesar disso, a população ainda está nas ruas em confrontos com o exército.

Vídeo mostra helicóptero abrindo fogo contra civis nas ruas de Ancara

Nesta sexta-feira (15), militares turcos realizaram um golpe de Estados na Turquia, tomando as ruas


Nesta sexta-feira (15), militares turcos realizaram um golpe de Estado na Turquia, tomando as ruas.  


Reprodução Info News

No vídeo acima, é possível ver o momento em que um helicóptero abre fogo em uma rua da capital do país, Ancara, e, ainda, cidadãos que tentam fugir e se esconder.  

Governos dos EUA, Rússia e Reino Unido reagem a situação na Turquia

Na noite desta sexta, o primeiro-ministro turco Binali Yildirim denunciou a tentativa de facções do Exército de tomar o poder na Turquia

© Reuters
O chanceler norte-americano, John Kerry, disse nesta sexta (15) esperar por estabilidade, paz e continuidade na Turquia, onde o governo denunciou uma tentativa de golpe de Estado por um grupo militar.

Kerry se manifestou em Moscou, onde havia se reunido com o presidente russo, Vladimir Putin, para negociar uma possível cooperação militar entre Estados Unidos e Rússia na guerra civil que atinge a Síria.
De acordo com a Casa Branca, o presidente americano, Barack Obama, foi informado sobre a situação na Turquia, país membro da Otan e aliado dos EUA.O chefe da diplomacia russa, Sergei Lavrov, também se manifestou, pedindo que os russos na Turquia não deixem suas casas em meio à incerteza provocada pelo suposto golpe de Estado.
O governo britânico também manifestou preocupação com a situação. "Estamos preocupados com os incidentes em Ancara e Istambul", disse uma porta-voz da chancelaria do Reino Unido. "Nossa embaixada está monitorando a situação de perto. Dada a incerteza, aconselhamos que britânicos no país evitem lugares públicos e fiquem atentos."
Pelo Twitter, o chanceler iraniano, Mohammad Zarif, também disse estar preocupado com a "crise" no país vizinho ao Irã.
Na noite desta sexta, o primeiro-ministro turco Binali Yildirim denunciou a tentativa de facções do Exército de tomar o poder na Turquia. A televisão estatal do país anunciou horas depois um toque de recolher no país.
De acordo com a agência de notícias Reuters, os militares turcos divulgaram um comunicado em que dizem ter tomado o poder em nome da "ordem democrática" e que "todas as relações internacionais existentes continuarão". Com informações da Folhapress.

Ministro do governo Temer está na Turquia e não pode deixar hotel

Marcelo Calero viajou para um evento da Unesco

© DR
O ministro da cultura, Marcelo Calero, está na Turquia e, segundo informações do Jornal O Globo, ele está impedido de deixar seu hotel em Istambul.

Calero viajou para a cidade para acompanhar um evento da Unesco, junto com membros do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

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