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sábado, 3 de janeiro de 2026

Lula diz que bombardeios dos EUA a Venezuela 'ultrapassam uma linha inaceitável'

O presidente diz que atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência.

Marcelo Camargo/Agência Brasil
MARIANA BRASIL
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Lula (PT) repudiou os ataques dos Estados Unidos a Venezuela e afirmou que ultrapassam uma linha "inaceitável". O presidente diz que atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência.

"Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo. A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões", escreveu a conta de Lula no X (antigo Twitter)

"A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz. A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação."

Antes da manifestação oficial, a secretária-geral do Itamaraty, Maria Laura da Rocha, já havia convocado uma reunião de emergência com ministros para discutir a situação internacional. A diplomacia brasileira vem reunindo informações sobre o ataque desde a madrugada.

Além de ministros que estão em Brasília, a reunião deverá contar com a presença de representantes das Forças Armadas, do Ministério da Justiça, além do titular da Defesa, José Múcio Monteiro, já que uma das pautas deverá ser a situação das fronteiras brasileiras.

No momento, Lula ainda não está em Brasília, mas em Marambaia (RJ), onde passou o Réveillon. O Palácio do Planalto ainda está deliberando sobre um retorno antecipado do presidente a Brasília e se haverá declaração à imprensa.

No começo do mês, Lula conversou por telefone com Nicolás Maduro, sobre a escalada militar dos Estados Unidos contra o país vizinho.

Foi a primeira conversa entre os dois desde a eleição na Venezuela no meio do ano passado, quando Maduro foi declarado vencedor apesar de denúncias de fraude por parte da oposição.

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