Segundo Trump, Maduro está sendo levado para Nova York em um dos navios da Marinha dos EUA posicionados no mar do Caribe, já que até então seu paradeiro era desconhecido.
| Isac Nóbrega/PR |
Em entrevista à Fox News, Trump declarou que os Estados Unidos passarão a ter forte envolvimento com o setor petrolífero venezuelano, embora não tenha especificado de que forma isso ocorrerá. Ele acrescentou que a China continuará recebendo petróleo da Venezuela. Questionado sobre a possibilidade de a líder opositora María Corina Machado assumir o poder com apoio americano, Trump respondeu que ainda está decidindo sobre o futuro do país e citou também a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez.
O presidente norte-americano afirmou ainda que acompanhou ao vivo a captura de Maduro por meio de transmissões feitas por agentes envolvidos na operação em Caracas, comparando a cena a um programa de televisão. Segundo ele, o ataque estava planejado para ocorrer quatro dias antes, mas foi adiado devido às condições climáticas. Trump revelou também que chegou a conversar com Maduro uma semana antes da ação e que houve uma tentativa de negociação para uma saída pacífica do poder, proposta que ele recusou.
De acordo com Trump, Maduro e sua esposa foram detidos em Caracas e levados de helicóptero até o navio de guerra Iwo Jima, uma das principais embarcações da Marinha dos EUA, posicionada no Caribe desde o fim do ano passado. O navio é um porta-aviões de assalto anfíbio da classe Wasp, equipado para operações aéreas e terrestres, com helicópteros, aeronaves e fuzileiros a bordo.
Após meses de especulações e movimentações militares próximas à costa venezuelana, os Estados Unidos realizaram neste sábado ataques a diferentes pontos de Caracas e capturaram o presidente venezuelano e sua esposa. Trump anunciou a operação em suas redes sociais, afirmando que se tratou de uma ação de grande escala conduzida com apoio das forças de segurança americanas. Ele não informou inicialmente o destino do casal.
A vice-presidente Delcy Rodríguez declarou não saber onde Maduro se encontra e exigiu que o governo dos EUA apresente uma prova de vida. Durante a madrugada, ao menos sete explosões foram registradas em Caracas em cerca de 30 minutos, segundo a Associated Press. Moradores relataram tremores, barulho de aeronaves, correria nas ruas e falta de energia em algumas áreas, especialmente próximas à base aérea de La Carlota.
Vídeos divulgados nas redes sociais mostram fumaça saindo de instalações militares e aeronaves voando em baixa altitude. Em resposta, o governo venezuelano afirmou que o país estava sob ataque, decretou estado de comoção exterior e convocou forças sociais e políticas para ativar planos de mobilização. O comunicado oficial acusou os Estados Unidos de tentar promover uma mudança de regime e de buscar o controle de recursos estratégicos, como petróleo e minerais.
A pressão americana sobre Maduro se intensificou a partir de agosto, quando a recompensa por informações que levassem à sua prisão foi elevada para US$ 50 milhões e a presença militar no Caribe foi ampliada. Inicialmente, Washington alegava combate ao narcotráfico, mas autoridades passaram a indicar que o objetivo seria derrubar o governo venezuelano. Em novembro, os EUA classificaram o Cartel de los Soles como organização terrorista e acusaram Maduro de liderar o grupo. Nas últimas semanas, navios petroleiros venezuelanos foram apreendidos, e Trump determinou bloqueios a embarcações sob sanções, acusando Maduro de prejudicar os Estados Unidos.
VIA… NOTÍCIAS AO MINUTO
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Os comentários são pessoais, é não representam a opinião deste blog.
Muito obrigado, Infonavweb!