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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Jornalista da Globo é criticado após questionar termo 'feminicídio'

"O 'Feminicídio' é invenção de quem pensa que homicídio é matar 'hômi'", disse Alexandre Garcia

© Reprodução / TV Globo
O jornalista da TV Globo Alexandre Garcia causou polêmica ao comentar a definição de 'feminicídio' em seu Twitter. Garcia questionou o uso da palavra que, para ele, é encaixada.

"O 'Feminicídio' é invenção de quem pensa que homicídio é matar 'hômi'. Me ajude, então: assassinato de homem vulnerável seria 'androcídio'? Mas homicídio não é matar primata do gênero humano, da espécie homo sapiens -não importa o sexo? Ou a Biologia já sanciona 'mulher sapiens'?"
Uma de suas seguidoras contestou o post:
"Não, femicidio é o nome dado ao assassinato das mulheres por serem mulheres, seja pq estão em posição vulneravel ou por se oporem a um homi".
Em uma pesquisa divulgada pelo Instituto Patrícia Galvão, é possível ver o Brasil em primeiro lugar no ranking de feminicídio. Segundo o Mapa da Violência de 2015, 13 mulheres foram assassinadas por dia. A Central de Atendimento à Mulher registrou 179 relatos de agressões diariamente em 2015.

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Médica compartilhou dados sigilosos de Marisa em grupo do WhatsApp

A assessoria do hospital Sírio-Libanês declarou que a instituição tomou as medidas disciplinares cabíveis em relação à médica

© pixabay
A médica reumatologista, Gabriela Munhoz, de 31 anos, compartilhou informações sigilosas sobre o diagnóstico de Marisa Letícia, internada desde o dia 24, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. A especialista mandou em um grupo de WhatsApp que a ex-primeira dama havia sido vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico de nível 4 na escala Fisher - um dos mais graves.

Além disso, Gabriela revelou que a esposa do ex-presidente Lula seria transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital.
Segundo o jornal O Globo, a mensagem foi divulgada em um grupo intitulado "MED IX", composto por pessoas que se formaram em Medicina na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, no ano de 2009. Em seguida, as informações passaram a circular em outros grupos e viralizaram. O boletim divulgado no dia da internação apontava a hemorragia cerebral, mas não revelara o quão grave era a situação de Dona Marisa.
No episódio, o primeiro a citar o diagnóstico da ex-primeira dama foi o médico Pedro Paulo de Souza Filho, que não atua no Hospital Sírio-Libanês. Gabriela Munhoz confirmou a informação. Em seguida, imagens de uma tomografia atribuída a dona Marisa Letícia foram compartilhadas em outro grupo de médicos no aplicativo, chamado “PS Engenho 3”.
Ainda de acordo com a reportagem, Gabriela confirmou a colegas que divulgou informações sobre o quadro médico de Marisa em um grupo restrito de médicos de sua confiança. No entanto, lamentou que os dados foram compartilhados em outras conversas. A médica reumatologista não quis se manifestar ao Globo.
A direção do Sírio-Libanês repudiou a quebra de sigilo e informou em nota que tem “uma política rígida relacionada à privacidade de pacientes”.
“Por não permitir esse tipo de atitude entre seus colaboradores, a instituição tomou as medidas disciplinares cabíveis em relação à médica, assim que teve conhecimento da troca de mensagens”, declarou a assessoria do hospital.

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Marisa Letícia será velada no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

O horário de início da cerimônia ainda não foi definido

© Reuters / Sergio Moraes
O corpo da ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva, de 66 anos, que teve morte cerebral declarada na manhã de hoje (2), será velado no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Ainda não se sabe qual o horário de início da cerimônia.

Marisa Letícia foi internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês do dia 24 deste mês, depois de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico.
Segundo boletim médico divulgado pelo hospital, na manhã de hoje foi realizado um doopler transcraniano que identificou a ausência de fluxo cerebral na paciente. A família autorizou a doação de órgãos.
Marisa Letícia foi acompanhada pelas equipes coordenadas pelos médicos Roberto Kalil Filho, Milberto Scaff, Marcos Stávale e José Guilherme Caldas. Com informações da Agência Brasil.

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Dona Marisa não tem fluxo cerebral; Lula autoriza doação de órgãos

A ex-primeira dama teve piora no quadro clínico na última quarta (1)

© Reuters / Paulo Whitaker
O ex-presidente Lula autorizou, nesta quinta-feira (2), o procedimento de doações de órgãos da mulher, Dona Marisa Letícia, que está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), do Hospital Sírio-Libanês, desde o dia 24 de janeiro. A ex-primeira dama teve piora no quadro clínico na última quarta (1).

O último boletim médico apontou que não há fluxo cerebral sanguíneo. Na quarta (1), ela voltou ao coma induzido. Nos exames, foi constatada uma "trombose venosa profunda dos membros inferiores".
Em sua conta nas redes sociais, a família Lula da Silva "agradece todas as manifestações de carinho e solidariedade recebidas nesses últimos 10 dias pela recuperação da ex-primeira-dama Dona Marisa Letícia Lula da Silva. A família autorizou os procedimentos preparativos para a doação dos órgãos".
Entenda o que aconteceu
Dona Marisa estava em casa, em São Bernardo do Campo, quando sentiu-se mal e foi levada, de ambulância, para a região central da capital paulista, acompanhada do médico cardiologista da família, Roberto Kalil.

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Polícia prende operador de Cabral suspeito de lavar de dinheiro

Ary Ferreira da Costa atuava como assessor do ex-governador; defesa nega acusações

© Reprodução / TV Globo
Um ex-assessor do ex-governador do Rio Sérgio Cabral foi preso nesta quinta-feira (2) após mandado da Operação Mascate, desdobramento da Lava Jato. Ary Ferreira da Costa é um dos principais suspeitos de integrar esquema de lavagem de dinheiro comandado pelo ex-governador. As informações são do G1.

O ex-assessor foi encontrado sozinho nem carro na Via Dutra, na Baixada Fluminense. Durante a manhã, agentes da Polícia Federal e Rodoviária fizeram buscas em diversos condomínios de luxo da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Ele deve ser encaminhado à sede da Polícia Federal ainda hoje.
O advogado de Costa Silva negou envolvimento no esquema. De acordo com Júlio Leitão, seu cliente se surpreendeu com as acusações e estava de férias com a família.

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Após protestos, Rodrigo Maia é reeleito à presidência da Câmara

Deputado do DEM obteve 293 votos durante a eleição desta quinta-feira (1)

© Zeca Ribeiro/ Câmara dos Deputados
O candidato do bloco PMDB, PSDB, PP, PR, PSD, PSB, DEM, PRB, PTN, PPS, PHS, PV e PTdoB à Presidência da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), venceu as eleições e foi reconduzido ao cargo nesta quinta-feira (2). Ele obteve 293 votos.

O candidato Jovair Arantes conquistou 105 votos, seguido por André Figueiredo, com 59, Júlio Delgado, com 28, Luiza Erundina, com 10, e Jair Bolsonaro, com 4 votos. Houve, ainda, 5 votos brancos.
Ainda nesta quinta-feira (2), o deputado defendeu as reformas trabalhistas e previdenciárias para retirar o Brasil da crise econômica.
Em seu mandato, Maia prometeu privilegiar a discussão de um novo pacto federativo, diante das dívidas dos estados e municípios. Além disso, o candidato disse que a reforma política é urgente. “A sociedade espera um sistema eleitoral que legitime nossos mandatos, que legitime a participação da sociedade”, disse. Para ele, o atual sistema eleitoral é caro e está sem previsão de financiamento.
Maia presidiu a Câmara por sete meses, em substituição ao ex-deputado Eduardo Cunha. Durante sua gestão, conseguiu novo ambiente político e boa relação com o Poder Executivo. Para ele, não só a independência dos poderes é importante, mas também a harmonia.
Maia criticou a excessiva interferência do Poder Judiciário no Poder Legislativo. Segundo ele, durante o processo de eleição do presidente da Câmara essa interferência aconteceu por iniciativa dos próprios parlamentares. “Até um juiz de primeira instância se alvorou em interferir na nossa eleição”, citou.
“Por isso quando se fala em Câmara forte, precisa se atuar para a Câmara ser forte”, defendeu. “Precisamos atuar para resolver os nossos problemas aqui dentro”, completou. O deputado disse que o Brasil, e todo o mundo, vive um momento de ataque à democracia representativa, especialmente por meio de redes sociais na internet. Para ele, é preciso que a Câmara construa uma nova forma de se relacionar com a sociedade por meio dessas redes. “Fora da democracia representativa, temos a ditadura”, afirmou.
Reforma do Regimento
Rodrigo Maia também prometeu valorizar o trabalho dos parlamentares e construir racionalidade nas votações, em que os deputados possam planejar suas vindas a Brasília o mês inteiro. “Que possamos começar as sessões cedo e acabá-las cedo”, acrescentou. Ele defendeu ainda a reforma do Regimento Interno da Câmara, para que o debate seja valorizado, em detrimento de requerimentos que atrasam a votação. Além disso, pediu que a capacidade de diálogo seja retomada.
Protestos
O discurso de Maia ocorreu em meio a protestos do deputado Silvio Costa (PTdoB-PE), que quis formular nova questão de ordem sobre o indeferimento, pela Mesa Diretora, de sua candidatura à 1ª vice-presidência. Ele voltou a defender que a candidatura avulsa é legítima e não pode ser impugnada, mas o deputado Beto Mansur (PRB-SP), que presidia a sessão, afirmou que a questão de ordem já havia sido rejeitada, gerando protestos de Costa. Com informações da Agência Câmara.

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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Policiais militares são presos por pedirem propina a filho de sargento

Além de pegarem o material que estava com o jovem, como algema e revólver, os PMs também levaram o relógio da vítima

© Tânia Rêgo/ Agência Brasil
Após cobrarem propina de mil reais a um jovem de 19 anos, quatro policiais militares foram presos em flagrante, na última terça-feira (31). O rapaz, que é filho de um sargento da Aeronáutica, portava onze balas de revólver calibre 38, um adaptador para colocar a munição em armas, uma touca-ninja, um revólver de brinquedo, uma algema, um facão e uma arma de choque.

Além de pegarem o material que estava com o jovem, os PMs também levaram o relógio da vítima, que voltou em casa para buscar o valor pedido pelos soldados. O rapaz, orientado pelos familiares, foi orientado a entrar em contato com a Corregedoria. O órgão foi até o local combinado e deu voz de prisão aos soldados Breamkamp, B.lopes, Oliveira e Alex Dias.
De acordo com o Extra, os PMs foram encaminhados para a Unidade Prisional da corporação, no Fonseca, em Niterói, Região Metropolitana do Rio. Já o rapaz vítima da extorsão foi encaminhado para uma delegacia da Polícia Civil. Ainda segundo a reportagem, ele garantiu que o material que transportava era para o pai, que estaria internado num hospital.

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Marisa Letícia piora e volta ao coma induzido, diz revista

Cardiologista afirma que a recuperação da ex-primeira dama tem sofrido flutuações. Marisa sofreu de anisocoria no início desta quarta-feira (1)

© DR
O quadro de saúde de Marisa Letícia, internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Sírio-Libanês, se agravou e a ex-primeira  voltou ao coma induzido nesta quarta-feira (1). Durante a manhã, a esposa do ex-presidente Lula sofreu de anisocoria, uma condição caracterizada pelo diâmetro desigual das pupilas. O fato revela uma possível hemorragia em uma região importante do tronco cerebral. 

Segundo a Veja, os médicos já haviam verificado piora na inflamação cerebral na manhã desta quarta-feira (1). Ainda de acordo com a reportagem, a complicação é provocada por uma hiperemia - aumento da quantidade de sangue circulante em um ponto - tal como sofreu a esposa do ex-presidente Lula, na última terça-feira (24).
Ainda de acordo com a reportagem, a circulação sanguínea no cérebro está ruim e o órgão apresenta inchaço. A sedação havia sido retirada nesta terça-feira (1) pela manhã, mas médicos optaram por colocá-la novamente no coma induzido após a piora no quadro de saúde da ex-primeira dama.  
Em conversa com a Folha de S. Paulo, o cardiologista Roberto Kalil Filho afirmou que só será possível avaliar o estado de saúde de Dona Marisa duas semanas após o acidente vascular cerebral (AVC). "Teoricamente a redução do inchaço começa a reduzir duas semanas após a internação", afirmou. 
O especialista também declarou que a situação da ex-primeira dama tem sofrido flutuações. 

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Preço máximo da gasolina ao consumidor chega a quase R$ 5, diz ANP

Na pesquisa sobre etanol, os técnicos da ANP observaram os menores preços médios em Cuiabá (MT), de R$ 2,692, e São Paulo (R$ 2,775) por litro

© DR
Levantamento semanal feito pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), entre 22 a 28 de janeiro, mostrou que o preço médio do litro de gasolina vendido ao consumidor no Brasil alcançou R$ 3,765. Os preços mínimo e máximo da gasolina na bomba foram, respectivamente, de R$ 3,149 e R$ 4,949. As informações são da Agência Brasil.

Para o litro do etanol, foi registrado preço médio de R$ 2,929, com valor mínimo de R$ 2,259 e máximo de R$ 4,399. Já o metro cúbico do GNV (gás natural veicular) teve preço médio de R$ 2,205 na semana avaliada, com preço mínimo de R$ 1,749 e máximo de R$ 2,999. Foram pesquisados 5.679 postos brasileiros no caso da gasolina, 301 no GNV e 5.101 no etanol.
Por estados da Federação, Acre lidera o ranking dos mais altos preços de gasolina cobrados dos consumidores, com R$ 4,302 o litro, em média. Seguem-se Pará, com R$ 4,093; Rio de Janeiro (R$ 4,046); e Rondônia (R$ 4,027). Em contrapartida, Pernambuco apresentou o menor valor médio: R$ 3,501 o litro.
Em relação ao etanol, Mato Grosso e São Paulo mostram os menores preços médios cobrados na bomba, de R$ 2,743 e R$ 2,792 por litro, respectivamente. Os maiores valores médios foram encontrados em Roraima (R$ 3,800), Rio Grande do Sul (R$ 3,787) e Pará (R$ 3,766).
No caso do GNV, dos 16 estados pesquisados, Minas Gerais lidera com menor preço médio por metro cúbico, de R$ 1,999. Os maiores preços médios para o consumidor foram encontrados em Alagoas, com R$ 2,790, e Rio Grande do Sul (R$ 2,739).
Por capitais, os maiores valores médios da gasolina foram registrados em Rio Branco (AC), de R$ 4,236, com 21 postos pesquisados; e no Rio de Janeiro (RJ), R$ 4,041, em 57 postos visitados. No Recife (PE), verificou-se o preço médio mais baixo de gasolina: R$ 3,396 o litro.
Na pesquisa sobre etanol, os técnicos da ANP observaram os menores preços médios em Cuiabá (MT), de R$ 2,692, e São Paulo (R$ 2,775) por litro vendido ao consumidor final. Boa Vista (RR) foi encontrado o maior preço médio na bomba, de R$ 3,800.
Os maiores preços médios do GNV estão em Porto Alegre (RS), de R$ 2,766 o metro cúbico, e em Cuiabá (MT), de R$ 2,649. Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP), ao contrário, têm os menores valores médios praticados: R$ 1,959 e R$ 1,978, respectivamente.
A pesquisa dos preços praticados no país é publicada semanalmente pela ANP, em seu site. 

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Criação de novas empresas no Brasil desacelera no fim de 2016

De acordo com o levantamento, o aumento do número de empresas criadas em 2016 foi determinado pelo chamado empreendedorismo de necessidade

© DR
A criação de empresas no país apresentou desaceleração no fim de 2016. Em novembro do ano passado, foram abertos 152.943 empreendimentos, 4,4% a menos que em outubro. Os dados foram divulgados hoje (31) pela Serasa Experian.

Apesar da queda no fim do ano, no acumulado de 2016, de janeiro a novembro, a quantidade de empresas criadas (1.855.901) é 0,2% superior que a registrada no mesmo período de 2015, e a maior desde 2010 considerando o mesmo período.
“Apesar de o período entre janeiro e novembro de 2016 apresentar um número recorde de novas empresas criadas no país, já é possível observar tendência de desaceleração na criação de novos negócios”, disse a Serasa em nota. A tendência de desaceleração, segundo a entidade, começou em setembro.
De acordo com o levantamento, o aumento do número de empresas criadas em 2016 foi determinado pelo chamado empreendedorismo de necessidade. “Com a destruição de vagas no mercado formal de trabalho, pessoas que perderam seus empregos estão abrindo novas empresas visando a geração de alguma renda, por conta das dificuldades econômicas atuais.”
Setores
A maioria das novas empresas criadas entre janeiro e novembro de 2016 é do setor de serviços (62,6% do total). Em seguida, aparecem as empresas comerciais (28,8% do total) e o setor industrial (8,3% do total).
A Região Sudeste lidera o ranking de criação de empresas, com 963.782 empreendimentos, 51,9% do total de negócios abertos entre janeiro e novembro de 2016. A Região Sul vem em seguida, com 16,8% de participação e 312.109 novas empresas. O Nordeste ocupa a terceira posição, com 16,7% (309.631 empresas) e o Centro-Oeste registrou a abertura de 160.796 empresas (8,7%) e a Região Norte, 88.526 ou 4,8% do total. Com informações da Agência Brasil.

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Nova política comercial dos EUA vai beneficiar Brasil e Mercosul

A estratégia vem sendo delineada desde que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou mudanças radicais na política comercial americana

© DR
A visita do presidente da Argentina, Maurício Macri, ao Brasil no dia 7 de fevereiro, já está mobilizando os ministérios de ambos os países. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Marcos Pereira, se reuniu com o colega argentino, Francisco Cabrera, para estudar novas estratégias para o Mercosul.

As reuniões realizadas desde segunda-feira, em Brasília, traçam atuações conjuntas não só de ambos os países, como também dos demais integrantes do Mercosul, para fechar novas parcerias com países asiáticos, Canadá, Associação Europeia de Livre Comércio — bloco formado por Noruega, Islândia, Suíça e Liechtenstein — e com a própria União Europeia (UE), diálogo que se encontra paralisado há duas décadas. A estratégia vem sendo delineada desde que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou mudanças radicais na política comercial americana, como a retirada do país do Acordo Transpacífico (TPP, na sigla em inglês), elaborada pelo ex-presidente Barack Obama com vários países asiáticos, com o intuito de enfraquecer e isolar comercialmente a China.
Uma das iniciativas concretas dos encontros Brasil-Argentina foi a criação de uma Comissão Bilateral de Produção e Comércio que tem, entre outros objetivos, incrementar as trocas comerciais entre os dois países. Cabrera observou que essa ampliação de trocas começou a ser verificada nos últimos três meses, algo que não ocorria desde julho de 2013.
Na visão de José Meireles, consultor da Associação Brasileira de Consultores de Comércio Exterior (Abracomex), espera-se que, com a estratégia montada entre os dois principais parceiros do Mercosul, o Brasil saiba aproveitar esse processo, o que não tem acontecido.
"O Mercosul não tem sido um bloco muito ativo e, por outro lado, o Brasil tem mantido uma postura um tanto distante do comércio internacional. Ainda assim, é uma grande oportunidade que pode acontecer, sem dúvida", diz o consultor.
Meireles diz que, com o TPP, os EUA iriam estabelecer protecionismo contra alguns produtos que o Brasil exporta, particularmente açúcar e soja. Segundo ele, a decisão de Trump de retirar os EUA desse acordo é benéfica não só para o Brasil como para o Mercosul como um todo.
"Temos que defender esse gesto dos EUA e tirar o máximo de proveito possível para que consigamos desenvolver o nosso comércio exterior".
Na visão do consultor da Abracomex, os acordos com a UE há bem pouco tempo têm sido travados pela Argentina.
"Poder ser que agora, com essa nova política, possamos avançar, em especial no agronegócio. Eventualmente em um novo acordo com a UE, o Brasil pode ser beneficiado pela proximidade que tem em matérias-primas e desenvolver sua a integração em todo esse processo. Em relação a mercados mais distantes, como os asiáticos, o Brasil vai se beneficiar dessa nova política dos EUA desde que possamos diversificar mercados", finaliza Meireles. Com informações do Sputnik Brasil.As reuniões realizadas desde segunda-feira, em Brasília, traçam atuações conjuntas não só de ambos os países, como também dos demais integrantes do Mercosul, para fechar novas parcerias com países asiáticos, Canadá, Associação Europeia de Livre Comércio — bloco formado por Noruega, Islândia, Suíça e Liechtenstein — e com a própria União Europeia (UE), diálogo que se encontra paralisado há duas décadas. A estratégia vem sendo delineada desde que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou mudanças radicais na política comercial americana, como a retirada do país do Acordo Transpacífico (TPP, na sigla em inglês), elaborada pelo ex-presidente Barack Obama com vários países asiáticos, com o intuito de enfraquecer e isolar comercialmente a China.
Uma das iniciativas concretas dos encontros Brasil-Argentina foi a criação de uma Comissão Bilateral de Produção e Comércio que tem, entre outros objetivos, incrementar as trocas comerciais entre os dois países. Cabrera observou que essa ampliação de trocas começou a ser verificada nos últimos três meses, algo que não ocorria desde julho de 2013.
Na visão de José Meireles, consultor da Associação Brasileira de Consultores de Comércio Exterior (Abracomex), espera-se que, com a estratégia montada entre os dois principais parceiros do Mercosul, o Brasil saiba aproveitar esse processo, o que não tem acontecido.
"O Mercosul não tem sido um bloco muito ativo e, por outro lado, o Brasil tem mantido uma postura um tanto distante do comércio internacional. Ainda assim, é uma grande oportunidade que pode acontecer, sem dúvida", diz o consultor.
Meireles diz que, com o TPP, os EUA iriam estabelecer protecionismo contra alguns produtos que o Brasil exporta, particularmente açúcar e soja. Segundo ele, a decisão de Trump de retirar os EUA desse acordo é benéfica não só para o Brasil como para o Mercosul como um todo.
"Temos que defender esse gesto dos EUA e tirar o máximo de proveito possível para que consigamos desenvolver o nosso comércio exterior".
Na visão do consultor da Abracomex, os acordos com a UE há bem pouco tempo têm sido travados pela Argentina.
"Poder ser que agora, com essa nova política, possamos avançar, em especial no agronegócio. Eventualmente em um novo acordo com a UE, o Brasil pode ser beneficiado pela proximidade que tem em matérias-primas e desenvolver sua a integração em todo esse processo. Em relação a mercados mais distantes, como os asiáticos, o Brasil vai se beneficiar dessa nova política dos EUA desde que possamos diversificar mercados", finaliza Meireles. Com informações do Sputnik Brasil.

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Infraestrutura recebeu R$ 25,9 bi em 2016, diz BNDES

A indústria foi alvo de R$ 30,1 bilhões em desembolsos de janeiro a dezembro, diminuição de 18% em relação ao mesmo período do ano anterior

© DR
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberou R$ 25,9 bilhões para projetos de infraestrutura em 2016, um tombo de 53% ante 2015, sem descontar a inflação. A queda foi maior do que a observada no total de desembolsos, que somaram R$ 88,3 bilhões no ano, recuo nominal de 35%.

A indústria foi alvo de R$ 30,1 bilhões em desembolsos de janeiro a dezembro, diminuição de 18% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já o Progeren, linha do BNDES para financiar capital de giro, desembolsou R$ 2,7 bilhões no ano passado, alta de 68% frente a 2015.
Ainda segundo o BNDES, o setor de comércio e serviço recebeu R$ 18,3 bilhões em aportes, recuo de 40% na comparação anual. Os desembolsos para agropecuária totalizaram R$ 13,9 bilhões, praticamente estáveis, com alta de 1% no período.

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Abrasce prevê expansão de 5% no faturamento dos shopping centers

No ano passado, o crescimento foi de 4,3%, uma queda real, já que a inflação medida pelo IPCA foi de 6,3%

© Estadao Conteudo
O setor de shopping centers deve ter alta de 5,0% no faturamento em 2017, o que representa um possível crescimento real positivo, isto é, acima da inflação prevista para o ano, segundo a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). No ano passado, o crescimento foi de 4,3%, uma queda real, já que a inflação medida pelo IPCA foi de 6,3%

"O resultado de 2016 está longe de ser maravilhoso, mas foi sólido, com crescimento de vendas, número de lojas e empregos", avaliou o presidente da Abrasce, Glauco Humai.
Ele comentou que o impeachment da presidente Dilma Rousseff contribuiu para um "maior conforto do mercado", proporcionando maior previsibilidade sobre os rumos políticos e econômicos do País, o que favoreceu a realização de investimentos. "O setor de shoppings queria que o imbróglio político que estrangulava o País terminasse", observou
Humai avaliou que o pior momento da economia já ficou para trás, embora algumas variáveis ainda possam gerar novas turbulências, como os desdobramentos da operação Lava Jato, as medidas de ajuste fiscal que aguardam aprovação no Congresso, e decisões tomadas pelo governo de Donald Trump nos Estados Unidos.
Ainda assim, a expectativa é que haja crescimento no nível de confiança de empresários e consumidores neste ano. "Não estamos otimistas para 2017, mas sim realistas, considerando uma evolução do cenário desde 2016 para cá. O ano de 2017 deve ser mais tranquilo."
Investimentos
A indústria de shopping centers deve movimentar R$ 16 bilhões em investimentos neste ano, direcionados para novos empreendimentos, ampliação de unidades já em operação, além de reformas e manutenção das unidades, de acordo com estimativa da Abrasce.
Caso se confirme, o investimento em 2017 será o dobro de 2016, quando os aportes das empresas foram de R$ 8,0 bilhões. Em 2015, foram R$ 6,8 bilhões. No ano passado, a associação esperava que os investimentos totalizassem R$ 15 bilhões, mas o patamar não foi alcançado devido à postergação na abertura de novos shoppings. A associação previa a inauguração de 30 unidades, mas apenas 20 foram abertas.
O presidente da Abrasce afirmou que muitos projetos foram adiados, principalmente, devido à crise. "Com a recessão da economia e as incertezas sobre os rumos do País, quem pôde adiou a inauguração", ressaltou o executivo, em conversa com o Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado. Outro fator para as postergações foram as dificuldades burocráticas associadas à liberação de licenças para obras e operação, um fator de atrasos considerado recorrente no setor.
Humai disse também que outro gargalo da indústria de shopping centers é o varejo. "Há muitas poucas marcas e lojas no País", disse, referindo-se à dificuldade de encontrar lojistas para ocupar os empreendimentos. "A maioria dos grupos é pequeno e não consegue investir."
Para este ano, a Abrasce espera a abertura de 30 shoppings. Segundo a superintendente da Abrasce, Adriana Colloca, há grande confiança de que o número previsto se concretize. "Dos 30 shoppings previstos, todos já têm obras em andamento e 20 têm data já marcada para a abertura", observou.
Renegociações
O presidente da Abrasce disse esperar que as renegociações de contratos e valores de locação entre os donos de shoppings e os lojistas inadimplentes se arrastem ao longo do primeiro semestre. A perspectiva é de que só haja redução nesse movimento a partir do terceiro trimestre. "Isso depende de uma melhora do quadro nacional. Se as medidas de ajuste fiscal atrasarem ou a Lava Jato implicar em consequências mais sérias para o quadro político, a melhora da economia e do varejo vai demorar ainda mais."

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Doria vai 'vender' SP nos Emirados Árabes e Catar

Para evitar custos extras, a Prefeitura afirma que Doria será acompanhado apenas de seu secretário municipal de Relações Internacionais, Júlio Serson

© Lula Marques / AGPT
O prefeito João Doria (PSDB) já marcou sua primeira viagem internacional. A partir de 12 de fevereiro, o tucano inicia um roteiro de quatro dias pelos Emirados Árabes e Catar. Serão visitados potenciais investidores em Dubai, Abu Dhabi e Doha. Doria vai atrás de interessados em seu pacote de desestatização, que inclui a privatização dos complexos de Interlagos e do Anhembi e a concessão do Estádio do Pacaembu.

Para evitar custos extras, a Prefeitura afirma que Doria será acompanhado apenas de seu secretário municipal de Relações Internacionais, Júlio Serson. Os dois viajarão sozinhos, sem assessores - segundo o jornal O Estado de S. Paulo apurou, passagens e hospedagens serão custeadas pelos governos dos dois países.
"Vamos fazer contato com os fundos soberanos desses países com a intenção de atrair investimentos, recursos, e ajudar a gerar empregos aqui. A ideia é mostrar o potencial do Anhembi, do Autódromo de Interlagos e de outras propriedades da Prefeitura que podem ser alvo de privatização ou concessão. Acreditamos que São Paulo pode ser a alavanca para o Brasil sair da crise", diz Serson.
Entre as propostas que serão apresentadas durante a viagem está a possibilidade de o Município vender o direito de nome (naming rights) do Pacaembu, por exemplo, ou mesmo de Interlagos, que poderia passar a chamar, por exemplo, Interlagos/Emirates, numa referência à principal companhia aérea dos Emirados Árabes Unidos.
O destino da primeira viagem de Doria revela uma mudança na política externa de São Paulo. Na gestão passada, de Fernando Haddad (PT), parcerias dentro da América do Sul foram priorizadas. "Vamos olhar para todos os lados possíveis. Temos de identificar as oportunidades. Se elas estão na América do Sul, ótimo, mas se estão na China é nossa obrigação ir ao outro lado do mundo buscá-las", afirma o secretário, que já tem outras duas viagens marcadas com o prefeito ainda neste semestre.
A capital da Coreia do Sul, Seul, deve ser visitada em março. No mês seguinte, Doria e Serson desembarcarão nos Estados Unidos, para visitas de negócios em Nova York e Washington. Até maio, a Prefeitura deve formalizar propostas de captação de recursos a serem levadas ao Banco Mundial e também ao Banco Interamericano de Desenvolvimento.
"A ordem do prefeito é apresentar São Paulo ao mundo. Hoje, a cidade está fechada. Temos de reverter isso", diz o secretário municipal de Justiça, Anderson Pomini.
Com a renegociação da dívida do Município com a União, assinada ano passado por Haddad, o saldo a pagar passou de R$ 74 bilhões para R$ 29 bilhões, em valores atuais, abrindo a possibilidade de a cidade obter empréstimos. A situação econômica atual permite a Doria contrair até R$ 23,8 bilhões para custear obras em São Paulo, como projetos de mobilidade e drenagem. Mas o teto não deve ser aplicado. Estima-se que, para não comprometer novamente a saúde financeira da cidade, o valor não ultrapasse R$ 8 bilhões em quatro anos.
Central Park. Em Nova York, Doria não buscará apenas financiamento, mas exemplos de políticas públicas. O prefeito vai conhecer de perto o modelo de gestão do Central Park, comandado por uma organização social. A ideia é conhecer para replicar por aqui, a começar pelo Parque do Ibirapuera. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Desemprego sobe para 12% e afeta mais de 12,3 milhões de brasileiros

Taxa é a mais elevada já registrada da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012

© Folhapress
A taxa de desemprego no Brasil subiu para 12% no trimestre encerrado em dezembro, divulgou o IBGE na manhã desta terça-feira (31).

O dado veio acima do centro de expectativas de economistas consultados pela agência internacional Bloomberg, que esperavam desemprego de 11,9%.
A taxa é a mais elevada já registrada da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. O número de desocupados foi de 12,342 milhões no trimestre encerrado em dezembro, recorde também. Nos três meses até novembro, eram 12,132 milhões de trabalhadores sem emprego.
No quatro trimestre móvel de 2015, a taxa era de 9%. Em um ano, o número de desocupados cresceu em 3,3 milhões, aumento de 36% em relação ao mesmo período de 2015.
"De 2014 para 2016, a desocupação cresceu 74,4%. Esse é o efeito direto da crise que começou a afetar o mercado de trabalho", explicou o coordenador da pesquisa no IBGE, Cimar Azeredo.
O IBGE considera que houve estabilidade no desemprego em relação aos três meses encerrados em setembro, quando a taxa foi de 11,8%. Houve aumento de 300 mil pessoas no número de desocupados no período.
O rendimento médio dos trabalhadores ficou estável nos três meses encerrados em dezembro, em R$ 2.043. De julho a setembro, o número foi de R$ 2.026. No quarto trimestre móvel de 2015, o valor tinha sido de R$ 2.033.
A média de desemprego de 2016 foi de 11,5%, enquanto o rendimento médio dos trabalhadores foi de R$ 2.029 no ano passado.
O trimestre encerrado em dezembro também registrou aumento das pessoas fora da força de trabalho, ou seja, aquelas que têm idade para trabalhar, mas não estão procurando emprego.
No intervalo de um ano, 907 mil pessoas deixaram a força. Parte disso ocorre devido ao chamado desalento, que é quando a pessoa desiste de procurar emprego após muitas tentativas frustradas de se inserir no mercado.
Na passagem dos trimestres, o número caiu. Ou seja, 98 mil pessoas ingressaram na força de trabalho. Dezembro fechou com 64,544 milhões de pessoas nessa condição, alta de 1,4% em relação a igual período de 2015 e queda de 0,2% ante o trimestre imediatamente anterior.
Houve um movimento de busca por trabalho que acontece normalmente no fim do ano. Mas diante do ambiente econômico, não foram absorvidas todas as pessoas que estavam na fila do desemprego há algum tempo, nem aquelas que pensavam em um oportunidade sazonal."
Os dados são da Pnad Contínua, pesquisa divulgada mensalmente, mas cuja coleta de informações é feita em bases trimestrais. Para poder comparar a passagem de um trimestre para o outro, o IBGE considera o trimestre fechado, sem sobreposições de meses. O trimestre imediatamente anterior ao encerrado em dezembro, portanto, é o que termina em setembro.
A pesquisa tem abrangência nacional e foi criada em substituição a PME (Pesquisa Mensal de Emprego), de alcance menor.
FORMALIZAÇÃO
No ano, houve queda de 3,9% no número de postos de trabalho com carteira assinada. Isso significa que menos 1,4 milhão de pessoas deixaram o mercado formal. O país encerrou dezembro com 34 milhões de empregados com carteira.
A população ocupada, que é a que de fato está trabalhando, cresceu 0,5% em relação ao trimestre encerrado em setembro, para 90,3 milhões de pessoas. Em um ano, houve queda de 2,1%, ou 2 milhões de pessoas a menos.
Os trabalhadores do setor privado sem carteira assinada cresceram 2,4% em relação aos três meses anteriores, o que significa aumento de 248 mil pessoas fora do mercado formal. Em um ano, a alta foi de 4,8%, crescimento de 481 mil pessoas.A indústria foi o setor que mais perdeu emprego: 955 mil pessoas a menos na comparação com um ano antes. Em seguida vêm construção (-857 mil pessoas) e agricultura (-417 mil pessoas). Com informações da Folhapress.

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Rombo nas contas públicas bate recorde e a chega R$ 155,7 bi

Resultado corresponde a 2,47% do PIB e representa um aumento de R$ 44,5 bilhões em relação ao resultado negativo de 2015, que foi de 1,85% do PIB

© DR
O setor público (União, Estados e municípios) registrou um deficit primário (receitas menos despesas antes do pagamento de juros) de R$ 155,7 bilhões em 2016, o pior resultado da história, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira (31).

O resultado corresponde a 2,47% do PIB (Produto Interno Bruto), e representa um aumento de R$ 44,5 bilhões em relação ao resultado negativo de 2015, que representou 1,85% do PIB. É o terceiro ano seguido de resultado negativo nas contas públicas.
O resultado reflete a queda na arrecadação, consequência da crise econômica, e o aumento em despesas importantes, como as com Previdência.
Apesar do rombo recorde, o resultado ficou dentro da meta para o setor público para o ano passado, de R$ 163,9 bilhões.
Somente em dezembro, o deficit primário foi de R$ 70,7 bilhões, o segundo pior da história -no mesmo mês de 2015, o resultado havia sido negativo em R$ 71,7 bilhões.
GOVERNOS REGIONAIS
Em 2016, os governos regionais registraram um superavit de R$ 4,6 bilhões -em 2015, o resultado positivo havia sido maior, de R$ 9,6 bilhões.
Os governos municipais fecharam o ano com um deficit de R$ 2,12 bilhões, mas isso foi compensado pelos governos estaduais, que em 2016 registraram um superavit de R$ 6,7 bilhões.
Tanto as empresas estaduais federais quanto as estatais dos Estados tiveram deficit no ano passado -esses resultados negativos foram de, respectivamente, R$ 836 milhões e R$ 466 milhões.
Nesta segunda-feira (30) o Tesouro Nacional divulgou as contas do governo central, que diferentemente dos dados do BC não levam em conta o resultado dos governos regionais.
O órgão informou um deficit primário de R$ 154,2 bilhões, R$ 16,2 bilhões abaixo da meta de R$ 170,5 bilhões, e havia ressaltado que essa folga embutia uma margem de segurança para acomodar possíveis resultados negativos dos governos regionais, o que não ocorreu.
DÍVIDA
A dívida líquida do setor público alcançou R$ 2,8 trilhões em dezembro, o equivalente a 45,9% do PIB -no ano retrasado, esse percentual foi de 43,8%.
Já a dívida bruta alcançou R$ 4,3 trilhões no mês passado, ou seja, 69,5% do PIB -em novembro, o percentual era de 70,5% do PIB.
Essa queda de um ponto percentual na dívida bruta se deu devido ao impacto da devolução de R$ 100 bilhões do BNDES ao Tesouro.
ENTENDA
Superavit ou deficit primário é o quanto de despesa ou receita o governo gera, após o pagamento de suas despesas, sem considerar os gastos com os juros da dívida.
O resultado é divulgado de duas maneiras. A primeira divulgação leva em conta a economia ou despesa apenas do Governo Central, enquanto a segunda leva em consideração o saldo de todo o setor público (Governo Central, mais estados, municípios e estatais). Com informações da Folhapress.

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Saiba como consultar o saldo do seu FGTS

Por um aplicativo para celular os trabalhadores podem conferir o saldo das contas, atualizar o endereço e localizar pontos de atendimento

© Divulgação / Caixa Econômica Federal
O governo do presidente Michel deve anunciar no próximo mês um calendário para saque de Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) de contas inativas até 31 de dezembro de 2015. O saldo disponível pode ser consultado pelo site, nas agência bancárias e também por um aplicativo da Caixa Econômica Federal.

O dispositivo pode ser baixado em smartphones e tablets com sistemas operacionais Android, iOS e Windows. Fique atento: diversos apps chamados FGTS estão disponíveis. O oficial leva o nome da Caixa Econômica Federal.
Pelo dispositivo, além de conferir o saldo das contas, os usuários podem atualizar o endereço e localizar pontos de atendimento.
Mais de um milhão de trabalhadores que utilizam o Android já baixaram o aplicativo do FGTS, que é também um dos apps mais populares para iOS. Veja aqui o app.

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