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sábado, 15 de outubro de 2022

Irmãos admitem ter matado jornalista maltesa anticorrupção em 2017

Até ao momento, quatro pessoas admitiram ter participado no homicídio de Daphne Caruana Galizia

© MATTHEW MIRABELLI/AFP via Getty Images

Dois irmãos admitiram, esta sexta-feira (14), terem assassinado a jornalista maltesa Daphne Caruana Galizia, de acordo com a Reuters. A jornalista anticorrupção morreu há quase cinco anos, a 16 de outubro de 2017, em uma explosão no seu carro, em Bidnija, no norte de Malta.

Os irmãos Alfred e George Degiorgio, acusados de terem colocado um engenho explosivo no carro da jornalista, tinham se declarado inocentes no início do julgamento desta sexta-feira, mas “após uma longa pausa”, os seus advogados “concordaram em reconhecer a culpa em troca de uma sentença mais branda”.

Até ao momento, quatro pessoas admitiram ter participado no assassinato da jornalista. Um quinto homem, o empresário Yorgen Fenech, apontado como o mandante do crime, ainda aguarda julgamento, mas tem negado qualquer envolvimento.

Na rede social Twitter, Paul Caruana Galizia, um dos três filhos das jornalistas, descreveu a confissão dos irmãos Degiorgio como “um despontar do sol entre as nuvens”. 

Na época morta, Daphne Caruana Galizia, de 53 anos, investigava vários políticos malteses, incluindo o primeiro-ministro e a mulher, no âmbito dos ‘Panama Papers’.

Em 2019, o então primeiro-ministro de Malta, Joseph Muscat, demitiu-se do cargo no âmbito da investigação sobre o assassinato da jornalista.

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