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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Alemanha articula reação da Otan após ameaça dos EUA sobre a Groenlândia

A proposta de Berlim prevê uma missão conjunta da Otan no Ártico para reforçar a segurança regional e conter a escalada de tensões provocada pelas declarações de Donald Trump sobre assumir o controle da Groenlândia, território autônomo da Dinamarca.

Isac Nóbrega/PR/Agência Brasill

A Alemanha deve levar à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) a proposta de uma missão conjunta no Ártico, em meio ao aumento das tensões na região após declarações dos Estados Unidos sobre a Gronelândia, território autônomo da Dinamarca.

A informação foi divulgada neste domingo pela Bloomberg, com base em relatos de duas fontes próximas ao governo alemão. Segundo a publicação, a iniciativa teria como objetivo reforçar o monitoramento e a proteção dos interesses de segurança no Ártico, buscando reduzir o clima de tensão provocado por Washington em relação ao território.

De acordo com a reportagem, a operação poderia seguir o modelo da missão “Sentinela do Báltico”, lançada pela OTAN há cerca de um ano para proteger infraestruturas estratégicas no Mar Báltico. A nova iniciativa, que vem sendo chamada informalmente de “Sentinela do Ártico”, incluiria a Gronelândia, região que voltou ao centro do debate após manifestações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a importância estratégica da ilha.

Na sexta-feira, Trump voltou a afirmar publicamente que pretende assumir o controle da Gronelândia e declarou que os Estados Unidos tomarão medidas “quer gostem ou não”. As falas geraram reação imediata de autoridades europeias.

O vice-chanceler da Alemanha, Lars Klingbeil, afirmou que viajará nesta semana a Washington para participar de uma reunião do G7, convocada pelo secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent. Antes da viagem, Klingbeil reforçou que a soberania da Gronelândia deve ser respeitada.

“Cabe exclusivamente à Dinamarca e à Gronelândia decidir sobre o futuro do território. A soberania e a integridade territorial são princípios do direito internacional que se aplicam a todos, inclusive aos Estados Unidos”, afirmou o vice-chanceler, que também ocupa o cargo de ministro das Finanças da Alemanha.

Na mesma linha, o ministro das Relações Exteriores alemão, Johann Wadephul, declarou que a definição sobre o status da Gronelândia é uma decisão exclusiva do governo dinamarquês e das autoridades locais. Ele deve se reunir nos próximos dias com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.

Wadephul destacou ainda que o Ártico ganhou “nova relevância estratégica” no cenário internacional, o que exige coordenação entre aliados da OTAN, e não disputas internas.

O interesse de Trump pela Gronelândia não é novo, mas voltou a ganhar força nas últimas semanas, especialmente após ações recentes dos Estados Unidos em outros pontos do cenário internacional, que elevaram a preocupação de países europeus com possíveis movimentos unilaterais de Washington.

VIA… NOTÍCIAS AO MINUTO 

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