Após anos de negociações e semanas de tensão política, uma maioria qualificada de países da União Europeia deu aval ao acordo de livre-comércio com o Mercosul. O sinal verde abre caminho para a assinatura do tratado, mesmo diante de protestos de agricultores e críticas de governos como o francês.
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O aval europeu ocorre depois de intensas negociações internas para contornar a resistência de países como França e Itália, que vinham bloqueando o acordo sob o argumento de que o texto não oferecia garantias suficientes ao setor agrícola do continente. A pressão de agricultores, que realizaram protestos e bloqueios em vários países, também pesou no debate.
Para destravar o processo, a Comissão Europeia apresentou um pacote de medidas voltadas ao campo. Entre elas está o adiantamento de até 45 bilhões de euros em subsídios previstos no próximo orçamento da Política Agrícola Comum. O montante faz parte de um orçamento total de 293,7 bilhões de euros destinados ao setor, sinalização que foi decisiva para que a Itália recuasse de sua oposição.
Com a mudança de posição italiana e apesar da continuidade das críticas francesas, os embaixadores dos 27 países da UE reunidos em Bruxelas consideraram que não havia mais uma minoria de bloqueio capaz de impedir o avanço do tratado.
Negociado ao longo de 26 anos, o acordo é considerado um dos mais ambiciosos já firmados pela União Europeia. Ele prevê a criação de uma ampla zona de livre-comércio entre a UE e os países do Mercosul Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, reunindo um mercado potencial de mais de 720 milhões de consumidores e economias que, juntas, somam cerca de 22,3 trilhões de dólares em Produto Interno Bruto.
A expectativa agora é de que a assinatura marque uma nova etapa nas relações comerciais entre Europa e América do Sul, embora o acordo ainda deva enfrentar debates políticos e pressões internas antes de sua plena implementação.
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