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quarta-feira, 1 de abril de 2026

Acusada de decapitar companheiro mandou imagens do crime para a família

Paula Ellen Neves da Silva, de 24 anos, foi presa após assumir que matou e decapitou o companheiro dentro do apartamento onde vivia com os filhos. Depois do crime, ela enviou fotos e vídeos aos familiares e alegou ter reagido a um suposto assédio contra uma das crianças.

© Reprodução- Redes Sociais

A Polícia Civil prendeu Paula Ellen Neves da Silva, de 24 anos, após ela assumir ter matado e decapitado o companheiro, Daniel dos Santos, de 32 anos, no apartamento onde morava com os dois filhos pequenos, em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo. O crime ocorreu na madrugada de domingo (29/3), e a própria autora acionou familiares logo depois, enviando imagens do que havia feito.

[Legenda]© Reprodução- Instagram

Segundo a investigação, Paula afirmou que atacou Daniel enquanto ele dormia na sala. Ela disse aos policiais que reagiu após supostamente ver o homem abrir a fralda de um de seus filhos, de 3 anos. A mulher contou que fingiu estar adormecida e, ao perceber o gesto, decidiu agir.

Paula relatou ainda que os dois haviam passado a noite consumindo álcool e drogas na companhia de um amigo, que deixou o local pouco antes do crime. Ela e Daniel estavam juntos havia cerca de dois meses.


Quando a Polícia Militar chegou ao apartamento, parte do local já havia sido lavada. A cabeça da vítima foi encontrada dentro de uma mochila. A polícia também identificou sinais de tentativa de limpeza no chão, no sofá e em objetos usados no ataque.

Familiares receberam imagens

O ex‑marido de Paula, pai das crianças, contou que só acreditou no que ela dizia após receber fotos e vídeos enviados pela própria acusada. Ele confirmou que os filhos estavam no imóvel, mas não soube informar se presenciaram o crime.

A mãe de Paula relatou aos investigadores que a filha tinha histórico de uso de drogas e entregou conversas recentes entre as duas.

Prisão preventiva solicitada

O caso é investigado como homicídio, fraude processual e destruição ou ocultação de cadáver. O delegado responsável pediu à Justiça que a prisão em flagrante seja convertida em preventiva, afirmando que não há elementos que sustentem a alegação de legítima defesa apresentada pela acusada.

VIA… NOTÍCIAS AO MINUTO 

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