José Maria da Costa Júnior foi condenado a 13 anos de prisão pelo crime cometido em 2020 em São Paulo. OUTRO LADO: defesa entrou com pedido de habeas corpus no STF e aguarda julgamento
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Ele estava escondido da Justiça desde o início de novembro passado, quando foi condenado pelo Tribunal do Júri a 12 anos em regime fechado por homicídio doloso e mais um ano em regime aberto por omissão de socorro.
A decisão foi corroborada em segunda instância pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) no dia 5 daquele mês. Dos três desembargadores que participaram do julgamento, dois se manifestaram pela manutenção da pena, e outro, pelo aumento, mas foi voto vencido.
Assim, José Maria, que até então respondia em liberdade, teria de ser levado para o presídio no dia seguinte, mas desapareceu. Na ocasião, seu advogado afirmou à reportagem tê-lo orientado a se apresentar, mas que essa seria "uma decisão muito pessoal dele e não compete ao advogado".
Na tarde desta quarta, José Maria da Costa Júnior passou por audiência de custódia com a presença do defensor e agora aguarda a resposta de um pedido de habeas corpus feito ao STF (Supremo Tribunal Federal).
José Miguel da Silva Júnior afirma à Folha que entrará com outros "recursos pertinentes ao caso", mas diz que não há prazo para o habeas corpus ser julgado.
Ainda não há informações se o condenado será transferido para São Paulo. A reportagem questionou a SSP (Secretaria de Segurança Pública) de São Paulo, mas não obteve resposta até a publicação deste texto.
José Maria atropelou a ciclista em novembro de 2020. Ela pedalava na avenida Paulo 6º, no Sumaré, zona oeste de São Paulo, quando foi atingida pelas costas pelo Hyundai Tucson do empresário. Tinha 28 anos e morreu na hora.
Laudos periciais indicaram que o réu estava embriagado e em alta velocidade -a mais de 90 km/h, quase o dobro da máxima permitida, de 50 km/h– quando atropelou a jovem.
Ele fugiu do local sem prestar socorro e momentos mais tarde foi flagrado por câmeras de segurança do condomínio onde morava. Estava no elevador, acompanhado de uma mulher e sorrindo.
Em seu depoimento à juíza Isadora Botti Beraldo Moro no julgamento de primeira instância, Costa Júnior negou que tivesse bebido no dia do atropelamento, mas a acusação disse repetidas vezes aos sete jurados que havia várias contradições entre a fala do réu e as testemunhas sobre o fato de ele ter consumido bebida alcoólica.
O réu não respondeu às perguntas feitas pela Promotoria, mas para a juíza disse não ter percebido o atropelamento, que pensou que poderia estar sendo assaltado e que só soube do que havia acontecido no dia seguinte, um, domingo, pela televisão.
"Peço perdão a todos. Perdão a todos os envolvidos", afirmou Costa Junior, quando a magistrada questionou se ele queria fazer uma última manifestação antes de ela fazer uma pausa no julgamento.
VIA… NOTÍCIAS AO MINUTO

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