Antônio Buscariollo, 67, e Paulo Ricardo Costa Buscariollo, 23, foram detidos em um sítio em Rio das Pedras (SP). De acordo com a polícia, os dois foram presos em uma área de mata enquanto tentavam fugir. Outro filho de Antônio, Carlos Henrique Buscariollo, também foi preso nesta terça em Santa Bárbara d'Oeste (SP).
| Imagem de Gerd Altmann por Pixabay |
PORTO ALEGRE, RS (FOLHAPRESS) - A Polícia Civil do Paraná prendeu, na manhã desta terça-feira (18), pai e filho que estavam foragidos havia um ano, suspeitos dos assassinatos de quatro pessoas em Icaraíma.
Antônio Buscariollo, 67, e Paulo Ricardo Costa Buscariollo, 23, foram detidos em um sítio em Rio das Pedras (SP). De acordo com a polícia, os dois foram presos em uma área de mata enquanto tentavam fugir. Outro filho de Antônio, Carlos Henrique Buscariollo, também foi preso nesta terça em Santa Bárbara d'Oeste (SP).
A Folha de S.Paulo entrou em contato com o advogado Renan Farah, que representa a família, por mensagem e telefone, mas não recebeu retorno até a publicação do texto. À época, Farah negou envolvimento dos Buscariollo no crime e disse que os dois fugiram após receber ameaças de morte.
Eles são suspeitos das mortes de Robishley Hirnani de Oliveira, 53, Rafael Juliano Marascalchi, 43, Diego Henrique Afonso, 39, que trabalhavam com cobrança de dívidas, e Alencar Gonçalves de Souza, 36. Os corpos dos quatro foram encontrados no dia 19 de setembro de 2025 com marcas de tiros e enterrados em uma área de mata. O carro usado pelo grupo no dia do desaparecimento também foi localizado enterrado.
De acordo com a polícia paranaense, os dois foram encontrados no sítio após pistas identificadas pelos trabalhos de inteligência.
"Com a identificação de seu paradeiro, realizamos o monitoramento e planejamos o melhor momento para a captura. Durante a ação em Rio das Pedras, pai e filho tentaram empreender fuga e foram capturados em meio à mata", disse o delegado Thiago Teixeira em nota.
Segundo o delegado, Carlos Henrique foi o mentor dos assassinatos, enquanto Antônio e Paulo efetuaram os disparos. Outro filho, Carlos Eduardo Buscariollo, já está preso, condenado por tráfico de drogas, e também é formalmente investigado no caso. A polícia ainda investiga a quem pertence o sítio em Rio das Pedras.
O caso teve início em 4 de agosto de 2025, quando Robishley, Rafael e Diego saíram de carro do estado de São Paulo e chegaram a Icaraíma, no noroeste do Paraná.
Segundo a polícia, lá se encontraram com Alencar, morador da cidade. Segundo a polícia, ele havia contratado os três para cobrar uma suposta dívida de R$ 255 mil relativa à compra de uma propriedade rural, que a família Buscariollo teria com ele.
Ainda naquele dia, o grupo foi a uma propriedade rural no distrito de Vila Rica e fez o primeiro contato com um membro da família devedora. Na ocasião, foi combinado que eles retornariam no dia seguinte para dar continuidade à negociação.
No dia 5, os quatro deixaram de responder a ligações e mensagens, e a família de Alencar notificou a Polícia Militar sobre o desaparecimento dele. As famílias dos outros três registraram o desaparecimento na Polícia Civil de São Paulo no dia seguinte.
Durante a investigação, a perícia localizou o veículo Fiat Toro usado pelo grupo enterrado, com perfurações de arma de fogo e vestígios de sangue.
Os corpos foram encontrados na madrugada do dia 19 de agosto, em uma área de mata encoberta por galhos.
Eles estavam enterrados juntos, em estágio inicial de decomposição, com marcas de tiro no corpo. Segundo a investigação, o grupo contratado por Alencar trabalhava com cobrança de dívida e a abordagem seria verbal, sem uso de violência física.
Os Buscariollo argumentam que a compra foi feita por parentes e negam terem contraído a dívida. Pai e filho depuseram à polícia na época, antes de os corpos serem encontrados, e afirmaram não ter envolvimento no crime. Segundo a investigação, eles fugiram da cidade no dia seguinte ao depoimento.
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