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terça-feira, 22 de outubro de 2019

Ex-ministro de Temer e relator da Lei do Abuso é cassado pelo TRE

"Sobre meu diploma cassado pelo TRE, já estou providenciando o recurso com efeito suspensivo da decisão do TRE/PR ", afirmou Ricardo Barros

© REUTERS/Sergio Moraes
O deputado Ricardo Barros (PP/PR), relator da Lei do Abuso de Autoridade, declarou que "não acredita" ter sido alvo de uma retaliação do Judiciário - nesta segunda-feira, 21, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná cassou seu mandato em uma investigação sobre suposta compra de votos que teria ocorrido durante um jantar de campanha, em 2018.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Chance remota de ser solto faz Cunha ficar ainda mais abatido

A morte do ministro do STF e relator da Lava Jato Teori Zavascki foi uma notícia ruim para o ex-presidente da Câmara

© REUTERS/Rodolfo Buhrer
A morte do ministro do STF e relator da Lava Jato  Teori Zavascki foi uma notícia ruim para Eduardo Cunha (PMDB). De acordo com o blog do Camarotti, o deputado cassado acredita que, agora, diminuiu ainda mais a chance de que seu pedido de habeas corpus seja aceito.  

O colunista apurou que, com isso, o ex-presidente da Câmara está ainda mais abatido. Camarotti analisa que é praticamente nula a chance de Cunha ser solto pelo plenário do STF. 

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

STF envia para Justiça do Rio inquérito de Cunha sobre Furnas

Cunha foi cassado pela Câmara dos Deputados no dia 12 de setembro, por 450 votos a favor, dez contra e nove abstenções

© Reuters
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, decidiu nesta quinta-feira, 29, enviar para a Justiça estadual do Rio de Janeiro um inquérito que tramitava na Corte sobre a atuação do ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) em um suposto esquema de corrupção em Furnas.

"O investigado não mais se encontra no exercício do mandato de deputado federal, razão por que cessou a competência originária do Supremo Tribunal Federal para supervisionar o presente inquérito", argumentou o ministro em seu despacho.
Cunha foi cassado pela Câmara dos Deputados no dia 12 de setembro, por 450 votos a favor, dez contra e nove abstenções. A decisão do plenário encerrou o mais longo processo de cassação na Casa - no total, 336 dias após a representação por quebra de decoro.
A investigação contra Cunha foi aberta em maio deste ano, depois de o ex-senador Delcídio Amaral (sem partido-MS) apontar em delação premiada a suposta prática de corrupção passiva por parte do peemedebista.
Segundo o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, Cunha era um dos líderes de uma célula criminosa que teria atuado em Furnas. O procurador-geral acusa o peemedebista de alterar a legislação do setor energético, em 2007 e 2008, para beneficiar seus interesses. Cunha nega as acusações.
"Nos termos da manifestação do Procurador-Geral da República, determino a baixa dos autos à Justiça Comum Estadual do Rio de Janeiro, sem prejuízo de eventual deliberação ulterior em sentido diverso das instâncias ordinárias sobre a competência para a supervisão das investigações. Remetam-se os autos ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, para posterior encaminhamento ao juízo de primeiro grau competente, observada eventual prevenção", escreveu Dias Toffoli em seu despacho.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Mesmo cassado, Cunha poderá manter benefícios da Câmara

Um dos benefícios é o acesso ao departamento médico, que inclui atendimento ambulatorial e de emergência

© Reuters
Apesar de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) ter sido cassado pelo voto de 450 de seus 512 colegas, a cúpula da Câmara dos Deputados deve discutir nos próximos dias se mantém ou não alguns dos benefícios oferecidos pela Casa, entre eles acesso aos serviços do departamento médico e o plano de saúde dos parlamentares.

Pelas regras atuais, ex-deputados mantêm alguns desses benefícios. Nesta terça-feira (13), nem o deputado Beto Mansur (PRB-SP), primeiro-secretário da Câmara, nem a diretoria-geral da Casa souberam dizer se esses privilégios são aplicáveis também a ex-deputados que foram cassados.
Um dos benefícios é o acesso ao departamento médico, que inclui atendimento ambulatorial e de emergência, com a realização de exames radiológicos, de laboratório, cardiológicos e de endoscopia, além de cirurgias de pequeno porte.
Os ex-deputados também podem manter o plano de saúde da Câmara (Pró-Saúde), que tem cobertura familiar, desde que continuem a pagar uma contribuição mensal não subsidiada.
Outros benefícios concedidos aos ex-parlamentares são o livre acesso ao plenário da Câmara e à Biblioteca, entre outros locais da Casa.
A possibilidade de manter esses benefícios a Cunha será analisada pela área técnica da Casa e, possivelmente, será decidida pela Mesa da Câmara, órgão comandado pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ).
Sobre aposentadoria, as regras do Plano de Seguridade Social dos Congressistas (PSSC) estabelecem idade mínima de 60 anos (Cunha completa 58 anos neste mês) e contribuição, não exclusivamente ao PSSC, de 35 anos. A área técnica da Casa não soube também dizer nesta terça a situação específica do peemedebista e se ele pode continuar vinculado ao plano.
Com a cassação do mandato, Cunha terá 30 dias para sair do apartamento funcional que ocupa na Asa Sul, região central de Brasília. O seu gabinete na Câmara deverá ser desocupado nos próximos dias.
De acordo com a área técnica, Cunha perde automaticamente os assessores, seguranças, carro oficial, verbas relativas ao mandato e o salário, de R$ 33,7 mil ao mês. Com informações da Folhapress.
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