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terça-feira, 7 de janeiro de 2025

Na CES de Las Vegas, Nvidia aposta em inteligência artificial 'física' e carros autônomos

Huang mostrou aplicativos de inteligência artificial "física" que ajudariam robôs a aprender em ambientes simulados que imitam o mundo real

freepik-imagem ilustrativa


O CEO da Nvidia, Jensen Huang, anunciou incursões da empresa no campo da robótica e em carros autônomos durante apresentação na CES de Las Vegas, a maior feira de eletrônicos de consumo do mundo, na segunda-feira, 6. 

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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Maior feira de tecnologia do mundo tem 'apagão' e vira piada

Falha afeta principalmente pequenas empresas de tecnologia, que pagam milhares de dólares por um espaço no evento

© Steve Marcus/Reuters
A maior feira de eletrônicos do mundo, a CES, em Las Vegas, ficou sem luz por mais de uma hora na manhã desta quarta-feira (10), das 11h às 12h30, afetando as atividades programadas para hoje.

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domingo, 8 de janeiro de 2017

O computador, finalmente, está de cara nova

Entre os lançamentos, há PCs com telas sensíveis, sensores para digitalizar objetos em 3D, além de melhor design

© Dell/Reprodução
Após pelo menos cinco anos com queda nas vendas, o mercado de computadores pessoais voltou a inovar neste início de 2017. Durante a CES 2017, feira de tecnologia que se encerra neste domingo (8), em Las Vegas, não foram poucas as fabricantes que apresentaram novidades em suas linhas de computadores de mesa e notebooks.

Entre os destaques, há PCs com telas sensíveis ao toque, com sensores para digitalizar objetos em 3D, além de uma preocupação maior com o design. Juntas, essas ideias mostram que os fabricantes mudaram a tática dos últimos anos, quando lançavam computadores praticamente idênticos, com poucas melhorias incrementais. "O mercado percebeu que tem de reagir de alguma forma", diz Reinaldo Sakis, gerente de pesquisas da consultoria IDC Brasil. "Até 2020, a perspectiva de vendas de PCs é estável. Os fabricantes precisam trazer inovações que justifiquem a compra de um computador novo."
É uma preocupação corrente na indústria de PCs: depois de começar a década com um pico histórico de vendas, o setor perdeu 27% de seu mercado de 2011 para cá - ou quase 100 milhões de aparelhos em termos absolutos, se as estimativas da IDC para o cenário global de 2016 se confirmarem.
Não há um apenas um culpado para tamanha queda. A popularização dos smartphones "canibalizou" a tecnologia, depois que muitos usuários deixaram os PCs para navegar no celular. Sem demanda, os fabricantes passaram a dar mais atenção para o mundo móvel e a inovação em PCs estagnou. Esses fatores aumentaram o intervalo de troca das máquinas. "Antes, as pessoas ficavam com o mesmo PC por até quatro anos. Agora, ficam por cinco, até sete anos", diz Luciano Beraldo, especialista em notebooks da Samsung.
O primeiro sinal de que uma reação estava a caminho foi dado pela Microsoft, em outubro de 2016, com três novos modelos de computadores pessoais da linha Surface.
Durante a CES 2017, a Dell foi uma das fabricantes que trouxeram mais surpresas. O Canvas, por exemplo, traz uma tela sensível ao toque de 27 polegadas no lugar do teclado físico tradicional. Ela pode ser usada como prancheta por profissionais de design. Caso o teclado seja necessário, basta ativar o virtual - como nos smartphones. A HP lançou outro computador inovador: o "tudo em um" Sprout Pro inclui um sensor de movimentos 3D e um mini projetor.
Os aparelhos conversíveis - nos quais o teclado pode ser dobrado, transformando o aparelho em um tablet - também foram destaque na CES. Nessa seara, a Dell faz o notebook XPS 13 quase virar do avesso. Os computadores mais básicos também ganharam designs mais refinados e materiais mais resistentes - como metal no lugar de plástico. Além disso, empresas como Samsung e Lenovo lançaram suas fichas no mercado de notebooks para games. Vale dizer que, apesar das inovações, muitos desses aparelhos chegarão ao mercado com preço alto. No entanto, o que se viu nos últimos dias em Las Vegas mostra que o mercado ainda está longe de morrer. "O PC tinha perdido o glamour", avalia Sakis. "Mas ainda não há um dispositivo tão bom para produzir conteúdo." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Robótica no Brasil ainda é conversa de futuro

Centros de pesquisa brasileiros ainda têm muito o que desenvolver, principalmente na área de entretenimento

© DR
Escovas inteligentes que "escutam" os fios de cabelos se partirem com uma escovação inadequada, lixeiras que emitem lista de compras à medida em que são cheias e robôs que se emocionam ao receberem carinho são algumas das atrações da Consumer Eletronics Show (CES), que acontece pelo 50º ano em Las Vegas (EUA).

A concepção dessas bugingangas que encantam o público já existe no Brasil, mas os centros de pesquisa brasileiros ainda têm muito o que desenvolver, principalmente na área de entretenimento.
Paulo Miyagi, professor de Engenharia Mecatrônica e de Sistemas Mecânicos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli), diz que no Brasil a realidade ainda é um tanto diferente da existente no exterior. Aqui, há robôs para aplicação industrial e outras funções específicas, como serviços e muito pouco de entretenimento.
Segundo o professor, na área industrial, os destaques entre os fabricantes são os do Japão, Alemanha e Estados Unidos, quer na soldagem industrial, quer na na montagem de máquinas e carros. O Brasil é um usuário, as montadoras brasileiras compram esses robôs e eventualmente desenvolvem algumas aplicações específicas. 
"No Brasil há robôs específicos para a exploração de petróleo, manutenção de refinarias, como no caso da Petrobras. A Embraer também investe na área para aprimorar o processo de fabricação de aeronaves. A Vale é outra empresa que também usa muito sistemas mecatrônicos nos setores de transporte e treinamento de pessoal. Há grandes centros de pesquisa, não só na USP como também na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UFRJ) e em outros grandes grupos."
Miyagi afirma que na área de serviços, as pesquisas são relativamente novas, mesmo no exterior. "Há cases famosos como os do aspirador de pó que trabalha sozinho, bichinhos-robôs que interagem com crianças pacientes em hospitais. Esse é um nicho que tende a crescer nos próximos anos. O primeiro cachorrinho que a Sony fez custava US$ 4 mil na primeira versão, quando caiu para US$ 2 mil ainda era interessante, mas ainda um pouquinho caro. Os robôs que estão se usando no Japão para brincar como se fossem pet já caíram para perto de US$ 200", diz o professor da Poli. 
O primeiro impedimento, segundo o especialista, é o custo: se o fabricante conseguir atingir um valor mais baixo, isso aumenta o mercado. No caso do Brasil isso é primordial, diz Miyagi, porque a renda do brasileiro é baixa e a população como um todo quer soluções mais baratas.
"Em automação bancária, no entanto, o Brasil foi um dos líderes no lançamento desses sistemas. Estados Unidos e Japão até dispunham de soluções parecidas, mas eles não tinham tanto problemas de segurança quanto no Brasil. No reconhecimento digital, por exemplo, o Brasil acabou evoluindo muito mais rápido do que os EUA."
Para Miyagi, os lançamentos, às vezes, não têm uma resposta tão positiva por parte do público como esperado pelos fabricantes, apesar das publicidades milionárias. Apple e Samsung, por exemplo, lançaram relógios digitais com diversas funções, mas que não foram sucesso de vendas. O mesmo ocorreu com o óculos 3D da Google Glass. (Sputnik)

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