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quinta-feira, 18 de maio de 2017

Temer diz que não vai renunciar e quer acesso à gravação

A palavra de ordem transmitida por ministros de Temer é "ir à luta"

© Reuters
O presidente Michel Temer está no meio de uma revelação feita pelos delatores da JBS. O empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, entregou ao Ministério Público Federal áudio no qual Temer dá aval para comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. 

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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Policiais disparam contra detentos amotinados em penitenciária do RN

Os tiros foram disparados das guaritas que cercam o presídio. Ainda não há confirmação oficial sobre a munição utilizada

© Reprodução/TV Globo
Policiais Militares dispararam seguidas vezes em direção do interior do presídio de Alcaçuz, na região metropolitana de Natal, por volta das 13h, desta terça-feira (17), após novo momento de tensão entre facções rivais.

Os tiros foram disparados das guaritas que cercam o presídio. Ainda não há confirmação oficial sobre a munição utilizada.A reportagem presenciou o uso de pistolas pelos PMs. A polícia afirma que utiliza apenas armas não letais, como as que disparam balas de borracha. Questionada pela reportagem, a corporação disse que a o orientação para os PMs é apenas esta.
No sábado (14), 26 detentos foram mortos em mais um massacre em penitenciárias brasileiras neste ano. Ainda não há confirmação oficial do Estado, mas a causa dos disparos pode ter sido uma tentativa de invasão dos presos a uma ala em que estão detentos de facções rivais.
Detentos do presídio de Alcaçuz seguem livres dentro dos pavilhões e ainda ocupam os telhados da detenção nesta terça (17). O governo do Estado afirma que vai reformar o presídio para construir um muro separando as duas facções que controlam o local.
Nesta segunda (16), policiais militares entraram no presídio e retiraram cinco homens que, segundo o governo do Estado, lideraram o massacre que matou 26 presos no último sábado (14). Eles foram transferidos. O governo do Estado, no entanto, não revelou qual foi o destino.
A maioria dos mortos pertence ao Sindicato do Crime do Rio Grande do Norte, facção criminosa que domina a maioria dos presídios do Estado. O Sindicato é uma dissidência do PCC (Primeiro Comando da Capital) surgida por volta de 2012 da qual todas vítimas faziam parte. A detenção está dividida em dois setores. Em um lado estão detentos do PCC e do outro, do Sindicato do Crime.
O secretário de Justiça e Cidadania do Estado, Wallber Virgulino, afirmou nesta segunda que a polícia controla o presídio com agentes nas guaritas, mas reconheceu que a situação da estrutura é precária. "Os pavilhões estão destruídos e eles sobem nos telhados para tentar se defender", disse. Com informações da Folhapress.

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domingo, 6 de novembro de 2016

Tempo esquenta e acionistas da Oi quase se agridem fisicamente

O clima começou a ferver quando Tanure sugeriu a contratação da consultoria Falconi

© Reuters
Reuniões de conselhos de administração podem ter discussões fervorosas, mas raras vezes se viu um encontro entre acionistas como a da Oi, ocorrida em 26 de outubro, na sede da empresa, na Praia de Botafogo.

Segundo o colunista Lauro Jardim, após uma discussão aos berros, por muito pouco, divergências não foram resolvidas no tapa pelos representantes dos dois maiores acionistas da operadora.
Os protagonistas do "arranca-rabo" foram Rafael Mora (que representa os portugueses da Pharol) e Nelson Tanure. Aliás, os dois haviam selado um acordo de paz um mês antes. Mas ao que se notou, a tranquilidade durou pouco.
O clima começou a ferver quando Tanure sugeriu a contratação da consultoria Falconi. Mora discordou, dizendo que já havia outra consultoria trabalhando lá. Depois de aumentarem o tom de voz, Tanure deu um tapa na mesa e soltou: “quem manda aqui sou eu”.
O espanhol reagiu: "Não, quem manda aqui sou eu", repetindo o gesto de Tanure.
Os conselheiros da empresa ,que deve R$ 65 bilhões, ficaram chocados, mas achavam que já haviam presenciado o suficiente. Até que viram Tanure levantar-se de sua cadeira, dar a volta na mesa e praticamente encostar no corpo em Mora, chamando-o para a briga. Mora não se levantou.
Após alguns segundos e pensando melhor, voltou ao seu lugar e fez um discurso de desculpas a Mora e aos conselheiros. Mora não reagiu.
Apesar do pedido de desculpas, no dia seguinte Tanure voltou a ser ofensivo: enviou um e-mail a alguns conselheiros criticando o espanhol: "é muito difícil conviver com tanta grosseria e manipulação".
Mora, também por e-mail, afirmou estar indignado com o "teatro de um pedido de desculpas" e que sofreu "uma forte agressão a nível (sic) físico, psicológico e moral".
É sob esta tensão que se realizará na quarta-feira (9), uma nova reunião do conselho da Oi.

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