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terça-feira, 29 de julho de 2025

Justiça manda Deltan pagar R$ 135 mil a Lula por caso do PowerPoint

Execução do pagamento foi determinada pela Justiça de São Paulo

© Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) determinou que o ex-procurador Deltan Dallagnol pague em 15 dias o valor de R$ 135.416,88 ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a título de indenização por danos morais pelo que ficou conhecido como “caso do PowerPoint”. 

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terça-feira, 23 de maio de 2023

Câmara notifica Deltan sobre cassação e dá prazo de 5 dias para defesa

A publicação da notificação no Diário Oficial ocorreu após a Corregedoria não conseguir localizar o deputado pessoalmente

© Getty

A Corregedoria da Câmara dos Deputados emitiu uma notificação ao deputado federal Deltan Dallagnol (Podemos-PR) informando sobre a cassação de seu registro de candidatura. A notificação foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (23). Dallagnol terá cinco dias para apresentar sua defesa.

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sábado, 20 de maio de 2023

"Vou lutar até o fim", diz Dallagnol, que não aceita perder o mandato

"Eu roubei, me corrompi, abusei, torturei? Não". Afirmou.

© Getty

O deputado cassado Deltan Dallagnol (Podemos-PR) afirmou em entrevista exclusiva ao Estadão que vai recorrer até o fim para manter seu mandato na Câmara. Nesta semana, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou o parlamentar paranaense alegando que ele violou a lei da Ficha Limpa. Deltan disse que a decisão da Corte foi fraudada. "Eu roubei, me corrompi, abusei, torturei? Não".

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segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

'Bolsonaro errou ao dizer que procuradores escreviam as delações', diz Deltan

Desde a filiação do ex-juiz Sérgio Moro e de Deltan ao Podemos, o presidente destina ataques com mais frequência a eles e à Lava Jato

© Reuters

O ex-procurador da República Deltan Dallagnol, recém-filiado ao Podemos, rebateu neste domingo, 13, a fala do presidente Jair Bolsonaro (PL) - que disse que ele se negou a receber Deltan em audiência no Planalto em 2019, antes de escolher Augusto Aras como procurador-geral da República - e a acusação de que a Operação Lava Jato produziu depoimentos.

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segunda-feira, 31 de agosto de 2020

AGU pede revogação de liminar que trancou processo contra Deltan

No agravo, a AGU argumenta que, caso não seja pautado nos próximos dias, o processo contra Deltan corre o risco de ser arquivado sem julgamento.

© Getty
A Advocacia-Geral da União (AGU) entrou com novo recurso nesta segunda, 31, para revogar a decisão liminar do ministro Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu o processo disciplinar do Conselho Nacional do Ministério Público que pode tirar o procurador Deltan Dallagnol da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba.

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terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Corregedor arquiva reclamação disciplinar contra Deltan Dallagnol


A representação contra Deltan foi encaminhada pelo Deputado Federal Luiz Paulo Teixeira Ferreira

@REUTERS
O Corregedor Nacional do Ministério Público, Rinaldo Reis Lima, determinou o arquivamento de uma reclamação disciplinar movida contra o procurador da República Deltan Dallagnol, por causa de palestra que o chefe da Lava Jato em Curitiba fez para a empresa Neoway, investigada pela força-tarefa. Lima considerou que as informações da reclamação se baseavam somente em supostas mensagens atribuídas aos integrantes da Procuradoria e destacou a impossibilidade de uso de tais diálogos "por ilicitude manifesta".

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terça-feira, 26 de novembro de 2019

'É na omissão que a injustiça se fortalece', afirma Deltan após punição

Ele afirmou que três ministros da Corte formam "uma panelinha" e passam para a sociedade uma mensagem de "leniência com a corrupção".


© Reuters
O procurador Deltan Dallagnol, chefe da Lava Jato de Curitiba, comentou em seu perfil no Twitter a punição que recebeu do Conselho Nacional do Ministério Público, na manhã desta terça-feira, 26. Por 8 a 3, o colegiado decidiu aplicar punição de advertência a Deltan por causa de uma entrevista à rádio CBN na qual o procurador criticou o STF. Ele afirmou que três ministros da Corte formam "uma panelinha" e passam para a sociedade uma mensagem de "leniência com a corrupção".

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terça-feira, 12 de novembro de 2019

Fux suspende análise de uma das ações contra Deltan no CNMP

Apesar da decisão, mais duas ações contra o procurador estão pautadas para sessão do conselho, que deve começar às 9h

@ Reuters
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux decidiu hoje (11) que o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) não poderá julgar na sessão desta terça-feira (12) uma ação disciplinar protocolada contra o procurador da República Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba. Apesar da decisão, mais duas ações contra o procurador estão pautadas para sessão do conselho, que deve começar às 9h. 

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quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Deputado pede a CNMP que investigue Dallagnol

Na peça, ele afirma que integrantes da força-tarefa "instrumentalizaram a punição da Petrobras" nos EUA por causa do escândalo do petrolão em benefício próprio

@Agência Brasil
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O deputado Rui Falcão (PT-SP) apresentou uma reclamação disciplinar contra o procurador Deltan Dallagnol e outros integrantes da Operação Lava Jato no CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), que fiscaliza a atuação dos integrantes do órgão.

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Fux destrava processo disciplinar contra Deltan no Conselho do MP

O processo contra Deltan estava suspenso desde outubro por decisão liminar da 1ª Vara Federal de Curitiba

@ ABr
O vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, suspendeu nesta quarta-feira, 6, a liminar que impedia o julgamento do procurador da República Deltan Dallagnol no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), órgão responsável por fiscalizar a conduta de membros do MP. A ação contra o coordenador da força-tarefa da Lava Jato é relativa a entrevista à rádio CBN na qual criticou o STF, acusando a Corte de passar uma mensagem de "leniência" à corrupção.

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sábado, 19 de outubro de 2019

Juiz suspende processo contra Deltan Dallagnol

O magistrado considerou que a decisão do CNMP de abrir o procedimento contra Deltan se baseou em "premissa equivocada"

© DR
O juiz Friedmann Anderson Wendpap, da 1.ª Vara Federal de Curitiba, determinou a suspensão de um processo administrativo do Conselho Nacional de Ministério Público contra o procurador Deltan Dallagnol - envolvendo o episódio em que, em entrevista à rádio CBN, afirmou que três ministros do Supremo formavam "uma panelinha" e passavam para a sociedade uma mensagem de "leniência com a corrupção".

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sexta-feira, 21 de julho de 2017

Coordenador da Lava Jato no Paraná ironiza fala de Temer

Deltan Dallagnol escreveu sobre o aumento de impostos e provocou Temer

© Reuters
O procurador Deltan Dallagnol, coordenador da Operação Lava Jato no Paraná, ironizou o comentário do presidente Michel Temer (PMDB) sobre a tolerância do brasileiro em relação ao aumento de tributos sobre combustíveis.

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segunda-feira, 18 de julho de 2016

Procurador prega mudanças na lei em igrejas e congressos

"Vivemos uma janela de oportunidade, o caso Lava Jato deixou a sociedade altamente sensível e esperançosa de mudanças", diz Dallagnol

© DR
No auditório da Primeira Igreja Batista de Curitiba, o procurador Deltan Dallagnol propõe a cada espectador da palestra "Liderança Corajosa" que, durante um minuto, discuta com o companheiro ao lado sobre a questão: a Operação Lava Jato transforma o País? "Outro dia, fiz a mesma proposta para um grupo de mulheres e quase não consegui retomar a palestra", brinca Dallagnol. A plateia ri, conversa e pouco depois o procurador retoma o raciocínio. Diz que a investigação do maior esquema de desvio de recursos e pagamento de propina em estatais brasileiras "infelizmente não muda o País", mas pode despertar uma inédita mobilização de combate à corrupção.

"Vivemos uma janela de oportunidade, o caso Lava Jato deixou a sociedade altamente sensível e esperançosa de mudanças", diz Dallagnol.
A declaração é quase um mantra do procurador de 36 anos que chefia a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, onde a investigação começou em março de 2014. Além do trabalho na Lava Jato, Dallagnol se dedica a viajar o País para divulgar a campanha Dez Medidas contra a Corrupção, que alcançou 2,2 milhões de assinaturas e já tramita como projeto de lei de iniciativa popular na Câmara dos Deputados. Em palestra no Rio para investidores, na semana passada, o procurador disse que já fez, "sem ganhar nada por isso", mais de 150 palestras só sobre as medidas anticorrupção e perdeu as contas das apresentações sobre outros temas ligados ao combate ao crime.
Quando Dallagnol, com um grupo de colegas, decidiu levar adiante a campanha pelo projeto de iniciativa popular, o ponto de partida foi a Igreja Batista, que frequenta desde criança. Os convites se expandiram. Hoje vão do Congresso Brasileiro de Cirurgiões à Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital, plateia do procurador na noite de 7 de julho em um hotel no Rio. "Vou decepcionar os que esperam mais um momento sobre como lucrar nos negócios. Se vocês seguirem minhas dicas, infelizmente vão falir. Tenho ações de Petrobras, do BTG Pactual e da Queiroz Galvão", disse o procurador, citando estatal, banco e empreiteira investigados na Lava Jato, para diversão dos investidores.
Weber, Luther King
O palestrante adapta sua apresentação à plateia, mas segue um roteiro padrão que mistura pequenos filmes, tabelas, charges, mapas, citações de intelectuais como Max Weber, um dos pensadores da sociologia, e o pastor e ativista americano Martin Luther King. Vez ou outra, faz referência a alguma passagem bíblica. Rebate acusações de abusos da Lava Jato, como excesso de prisões preventivas e delações premiadas. Insistentemente defende a tese de que o combate à corrupção "é uma questão de amor ao próximo, de serviço à sociedade".
Criador do curso "Humanismo em Nove Lições", voltado para juízes, e um dos autores do estudo Corpo e Alma na Magistratura Brasileira, o cientista social Luiz Werneck Vianna tem observado a nova geração de profissionais de Direito no Brasil. "São filhos dessas novas correntes que aproximam o Direito da sociedade. Estávamos necrosados em uma tradição positivista que interditava uma percepção nova dos problemas sociais. É um movimento geracional que coincide com a mudança de bibliografia do Direito, em que cientistas sociais têm sido cada vez mais incorporados. É um Direito mais responsivo, mais aberto a problemas sociais, voltado para temas como o reconhecimento das minorias", disse.
Em muitos profissionais, Werneck Vianna identificou traços comuns, como o fato de completarem os estudos em universidades americanas, vínculos com a religião e idades em torno de 40 anos. "A velha tradição está sendo deslocada. A 'common law' (Direito baseado mais na jurisprudência e nas decisões dos tribunais do que apenas no texto da lei) passou a ser incorporada por essas novas gerações, muitos foram estudar nos Estados Unidos. Há um grupo de pessoas formadas no campo do Direito que escolheu a carreira pública e tenta assumir um protagonismo em mudanças no País. Há um movimento em que está presente a mística da salvação, da missão de salvação. Há alguma coisa de revolução dos santos, como a que ocorreu com o advento do protestantismo, nesses juízes e promotores", disse o pesquisador.
Dallagnol em muito se encaixa nesse novo perfil. Em 2003, quando ingressou por concurso no Ministério Público Federal, tinha 23 anos e era o segundo mais novo procurador do País. Logo passou a trabalhar na investigação de remessas ilegais de dinheiro para o exterior no caso Banestado. "Hoje está perdido nos escaninhos do Judiciário rumo à prescrição", lamenta ele em mais um trecho recorrente de suas palestras. "Minha história é de alguém que teve fracassos sucessivos no combate à corrupção", resume. Entre 2013 e 2014, Dallagnol fez mestrado na Universidade Harvard (EUA). "Quanto voltei, estava 'grávido' do meu primeiro filho, pensava em ir para a academia. Mas entrei em um caso (inicialmente, uma investigação sobre lavagem de dinheiro) que hoje é a Lava Jato. Deu no que deu", conta o procurador aos ouvintes.
O coordenador da Lava Jato desperta na plateia muita curiosidade sobre os rumos das investigações e a impunidade, mas também sobre sua vida pessoal. Conta que é casado, tem dois filhos e reconhece que sacrifica a vida familiar pela causa do combate à corrupção. Não são raras as perguntas sobre o que planeja no futuro. A uma espectadora que foi mais direta e questionou se pretende entrar para a política, o procurador não afastou a possibilidade. "Eu descartaria poucas coisas em relação a meu futuro, cogito talvez até virar pastor. Mas nós focamos no presente", respondeu. Com informações do Estadão Conteúdo.

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quarta-feira, 29 de junho de 2016

É um milagre a operação Lava Jato ainda estar viva, diz procurador

"A gente, no começo, olha a Lava Jato como você olha um filho de seis meses, a cada dia feliz por ele estar vivo", disse Dallagnol.

© Estadao Conteudo
O procurador da República, Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato, afirmou ser um "milagre" que a operação ainda esteja funcionando, se forem levados em conta todos os aparatos de recursos que existem no Judiciário brasileiro. "A Lava Jato é um milagre, uma conspiração dos planetas. A gente, no começo, olha a Lava Jato como você olha um filho de seis meses, a cada dia feliz por ele estar vivo."

Em palestra, o procurador foi questionado sobre a soltura hoje do ex-ministro Paulo Bernardo por decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Bernardo estava detido desde a semana passada em virtude da operação Custo Brasil, desdobramento da Lava Jato que apura desvios no Ministério do Planejamento quando o petista comandava a pasta.
Dallagnol preferiu não emitir opinião sobre o caso específico de Bernardo, pois a Custo Brasil é comandada pela Polícia Federal de São Paulo e não de Curitiba, mas criticou o número de instâncias a que um habeas corpus tem acesso - desembargador na segunda instância, turma na segunda instância, relator no Superior Tribunal de Justiça, turma no STJ, relator no STF, turma no STF. "E não é só isso: você pode mudar o mínimo no pedido de habeas corpus e seguir todo esse caminho de novo", afirmou. "O habeas corpus tem que existir, sim, mas como existe no mundo inteiro, não 'à brasileira'", defendeu.
O procurador também criticou o sistema de prescrição no Brasil, que permite até prescrição retroativa, algo que, segundo ele, só existe no País, e o sistema de nulidades. Segundo ele, é um atraso que, no Brasil, uma nulidade processual possa derrubar uma operação inteira de combate à corrupção. "Você não desmonta um prédio inteiro apenas porque um cano está furado."
Guerra de comunicação
O procurador defendeu a postura da força-tarefa da Lava Jato e do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Ao ser questionado sobre a lista tríplice para indicação do procurador-geral, Dallagnol defendeu o mecanismo, e entrou na questão das delações premiadas. "Sempre eles (os delatores) nos procuraram e acompanhados dos advogados. Nós vivemos uma guerra de comunicação. Adotamos a política de ter entrevista coletivas para que a sociedade reaja."

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