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quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Setor de serviços teve queda de 0,3% em setembro, diz IBGE

Dados fazem parte da Pesquisa Mensal dos Serviços e mostram crescimento de 0,5% na comparação com o mesmo mês do ano anterior

© DR

O setor de serviços teve uma variação negativa de 0,3% em setembro na comparação com agosto, divulgou nesta quarta-feira (14) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal dos Serviços e mostram crescimento de 0,5% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. As informações são da Agência Brasil.

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Estudos apontam risco e impacto positivo entre tecnologia e suicídio

Estudos internacionais relacionando o uso massivo de tecnologias e o aumento de relatos de problemas de saúde mental nos últimos anos levantaram mais reflexões do que certezas

© DR

O crescimento das estatísticas de atos e tentativas de suicídio e autolesão nos últimos anos coincidiu com o crescimento do uso de tecnologias digitais como smartphones, computadores e acesso à internet. Os indícios de possíveis prejuízos à saúde mental de crianças e jovens pela forte inclusão desses equipamentos ao cotidiano de meninos e meninas motivaram muitos pesquisadores a buscar a existência de uma relação direta entre um fenômeno e outro.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Violência em SP não diminuiu com Temer como secretário de segurança

Presidente esteve à frente da Secretaria de Segurança Pública paulista em duas ocasiões

© Beto Barata/PR

O presidente Michel Temer foi secretário de Segurança Pública de São Paulo em duas ocasiões. A primeira ocorreu entre janeiro de 1984 e fevereiro de 1986.

domingo, 30 de outubro de 2016

Idosos agora disputam vagas de estágio no mercado de trabalho

Depois dos jovens com até 25 anos, são as pessoas acima dos 60 anos que mais sofrem com o cenário de desemprego

© Divulgação
Passados 40 anos de trabalho, o diretor comercial Guilherme Lobarinhas virou estatística e, no fim de 2014, aos 68 anos, enfrentou o desemprego pela primeira vez. Enviou mais de 600 currículos, mas sem respostas. A única entrevista que conseguiu só aconteceu em fevereiro deste ano, depois de se inscrever para uma vaga de estagiário na agência de publicidade DMV Comunicação.

Depois de seis meses como aprendiz, Lobarinhas foi efetivado e se tornou diretor da área digital. "Apesar de estar aposentado, eu não sei ficar sem trabalhar. Aqui coloco em prática meu conhecimento de décadas em venda", afirma.
Depois dos jovens com até 25 anos, são justamente os idosos, pessoas acima de 60 anos, os que mais sofrem com o cenário de desemprego, que já atinge 12 milhões de pessoas. Do quarto trimestre de 2014, último período antes da piora do mercado de trabalho, para o segundo trimestre deste ano, o desemprego entre os idosos cresceu 132%, de acordo com o Ipea.
Com a crise econômica e a dificuldade de voltar ao mercado, são os postos de trabalho informal, as profissões liberais e mesmo as vagas de estágio que se mostram como oportunidade para essa mão de obra.
"O estágio é também um emprego, algo tão difícil para pessoas nessa idade. E ainda é uma ajuda para quem a aposentadoria é insuficiente, especialmente porque muitos passaram a ajudar mais nas contas de casa", diz o professor de Recursos Humanos da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap), Marcelo Treff.
Especialistas em recrutar estagiários também registram aumento de cadastros de candidatos mais velhos. No banco de dados do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) há 7,2 mil profissionais com mais de 40 anos estagiando. Desse total, 2,73% passaram dos 60 anos. No site da recrutadora Nube, as estatísticas mostram que estagiários a partir de 40 anos tiveram alta de 21,6% de 2015 para 2016.
"Existem companhias que têm adotado a estratégia de contratar pessoas mais experientes porque perceberam que têm grandes ganhos com a diversidade da força de trabalho", diz a coordenadora de treinamentos na Nube, Rafaela Gonçalves.
A percepção das recrutadoras é reforçada pelo ensino superior, onde o número de matrículas de pessoas a partir dos 60 anos cresceu 8,5% de 2014 para 2015, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa Educacional (Inep). Estudante do 5.º semestre de Pedagogia, Dirce Gonçalves, de 61 anos, completou o estágio obrigatório e logo foi selecionada para um estágio remunerado na rede de ensino de Jundiaí (SP). "Era um sonho. Agora, quero seguir na área, porque ainda existem muitas coisas para fazer."
Porém, se os candidatos chegaram à terceira idade, o mercado de estágio ainda dá seus primeiros passos. Segundo Luiz Edmundo Rosa, diretor nacional de desenvolvimento de pessoas da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Brasil), a inserção de idosos nesse tipo de vaga é inexpressiva.
"É uma solução isolada e pontual, que pode até ter um lado de oportunismo, em que não se precisa registrar o trabalhador. São poucas as oportunidades em que o estágio é realmente de aprendizado, porque essa é uma fase para quem está começando uma carreira", diz Rosa. Para ele, o mais importante para o idoso é "sentir que tem uma ocupação".
A vontade de se sentir útil é o que faz o médico pesquisador da terceira idade e presidente do Centro Internacional da Longevidade (ILC) no Brasil, Alexandre Kalache, acreditar que o idoso é um elemento que pode beneficiar uma empresa. Para ele, o mais velho consegue atenuar tensões no ambiente de trabalho, fazendo a ponte entre os mais jovens e a chefia. "As preocupações são distintas, ele valoriza mais o emprego, raramente falta e, no geral, não está preocupado em construir carreira mas, sim, em deixar um legado."
Segundo Kalache, os idosos de hoje, a geração babyboomer - nascida após a 2ª Guerra Mundial -, trazem a cultura da sua juventude para se aventurar em novas experiências, inclusive na vontade de continuar trabalhando. "Essa foi a primeira geração que teve adolescência e não começou a trabalhar aos 12 ou 13 anos. Agora, está criando a gerontolescência. Esses idosos vão experimentar, se rebelar." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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