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quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Sem salário, trabalhadores protestam por calote do Comitê Rio-2016

Sem salário, trabalhadores protestam por calote do Comitê Rio-2016

© Reuters
Dezenas de funcionários da empresa de Sunplus realizaram nesta quarta-feira (5) um protesto em frente ao Comitê Organizador da Rio-2016. Os trabalhadores alegam que estão sem receber salários e outros pagamentos por conta de um calote dado pelo Rio-2016 na companhia pela qual são contratados.

Danielle de Vasconcelos, gerente da Sunplus, confirmou que a empresa não pagou os salários de setembro nem a rescisão de 2.500 trabalhadores contratados temporariamente para trabalhar na limpeza de instalações olímpicas. A falta de pagamento, disse ela, é causada pela dívida do Rio-2016 com a Sunplus. O valor do débito não foi divulgado.
"A Sunplus deveria ter recebido uma parcela pelo serviço prestado na Olimpíada no dia 24 de setembro. Sem receber, não temos como pagar os funcionários", explicou Danielle. "Chamamos todos para uma conversa e explicamos nossa situação. Eles decidiram protestar. Estão no direito deles."
O protesto foi pacífico e durou cerca de duas horas. Dois trabalhadores que se manifestavam foram convidados pelo Comitê Rio-2016 para uma conversa enquanto outros cercavam a entrada do prédio da entidade, na região central do Rio.
Na conversa, segundo os manifestantes, representantes do Comitê Rio-2016 reconheceram a falta de pagamento e prometeram buscar uma solução rápida. Não há prazo para que os pagamentos sejam quitados.
Procurado pelo UOL, empresa do Grupo Folha, que edita a Folha de S.Paulo, o Rio-2016 ratificou que deve à Sunplus. Informou, aliás, que 20 mil fornecedores ainda têm a receber por serviços prestados na Olimpíada. O pagamento de uma parte deles está em dia. Há atrasos em outros casos. Existem também pagamentos que ainda estão sendo negociados pelo comitê.
Ainda de acordo com o Rio-2016, todas as dívidas serão quitadas. O órgão ressaltou que o fluxo de pagamentos depende de alguns valores que ele tem a receber do COI (Comitê Olímpico Internacional), dos patrocinadores da Olimpíada e de governos. Com informações da Folhapress.

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sábado, 17 de setembro de 2016

Daniel Dias pode se tornar um dos 10 melhores das Paralimpíadas

Nadador brasileiro já conquistou 22 medalhas em Jogos Paralímpicos

© Nacho Doce / Reuters
Daniel Dias, maior medalhista paralímpico do Brasil, nadará na noite deste sábado (17) no Estádio Aquático, no Rio, para tentar se tornar um dos dez melhores esportistas de Paralimpíadas, incluindo Jogos de Verão e de Inverno.

A medalha de ouro nos 50 m costas, categoria S5, conquistada nesta sexta (16), ampliou a coleção de Daniel para 22 em Jogos Paraolímpicos. São 13 de ouro, sete de prata e duas de bronze. Ele compete desde Pequim-2008. Na Paraolimpíada carioca, subiu no pódio em todas as provas que disputou: três primeiros lugares, três segundos e um terceiro.
Neste momento, 11 esportistas (quase todos ex-esportistas, pois já pararam de competir) se colocam à frente do nadador de 28 anos nascido em Campinas (SP).O topo da lista parece inatingível: a nadadora Trischa Zorn, dos EUA, hoje com 52 anos, conquistou 55 medalhas (41 ouros, 9 pratas e 5 bronzes) entre Arnhem (Holanda), em 1980, e Atenas (Grécia), em 2004.
Entre ela e Dias estão 12 nomes, e o brasileiro, se ganhar a prova dos 100 m livre, prevista para às 19h22 -o que é muito provável, pois é o atual bicampeão paraolímpico e recordista mundial-, chegará a 23 medalhas, sendo 14 de ouro, e ultrapassará o alemão Gerd Schoenfelder (esqui alpino), o suíço Franz Nietlispach (atletismo) -ambos com 22 pódios mas com mais ouros que Dias-, e o australiano Matthew Cowdrey (natação) e a britânica Sarah Storey (ciclismo e natação), que detêm 23 medalhas cada um.
O 14º ouro de Dias, que é deficiente físico (não tem parte dos dois braços e de uma das pernas), desempatará a favor dele a disputa com Cowdrey e Storey. O primeiro, entre Atrenas-2004 e Londres-2012, faturou 13 ouros, 7 pratas e 3 bronzes; a segunda já recebeu no pescoço, desde Barcelona-1992, 12 medalhas de ouro, oito de prata e três de bronze.
Ainda na ativa, a britânica de 38 anos foi campeã na Rio-2016 em três provas, uma vez no ciclismo de pista e duas no ciclismo de estrada.
Nas entrevistas, Dias tem minimizado a possibilidade de se igualar ou passar mitos do desporto paralímpico, preferindo destacar a felicidade de poder nadar uma Paralímpíada no Brasil ("Receber o carinho do público foi algo fantástico, um momento que eu curti muito", disse, depois da prata nos 100 m peito) e com a presença da família na arquibancada -depois de cada competição, ele se direciona à plateia para abraçar os parentes e comemorar com eles os resultados.
Também com 23 medalhas em Paralimpíadas está Reinhild Moeller (atletismo e esqui alpino), porém a vitória nos 100 m não será suficiente para Dias ultrapassá-lo, já que o alemão tem 19 ouros.
Caso chegue mesmo aos 23 pódios, o brasileiro poderá tentar o 24º também neste sábado. Dependerá de ser escalado ou não para o revezamento 4 x 100 m medley, previsto para as 20h21. Nessa prova, contudo, o Brasil tem menos chance — nas duas últimas Paralimpíadas, terminou em sétimo (Londres-2012) e em oitavo (Pequim-2008).
O Jogos Paralímpicos de Verão são realizados desde Roma-1960; os de Inverno, desde Örnsköldsvik, na Suécia, em 1976. Com informações da Folhapress.

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terça-feira, 23 de agosto de 2016

Eduardo Paes diz que Rio-2016 não teve zika e que risco é maior em Miami

Dados divulgados pelo prefeito nesta terça-feira (23) mostram que a rede municipal de saúde não atendeu nenhum paciente com a doença no período olímpico

© Folhapress
Uma das principais preocupações de turistas e atletas estrangeiros antes da Olimpíada, o risco de contaminação pelo vírus da zika não foi um problema durante os Jogos, segundo a Prefeitura do Rio.

Dados divulgados pelo prefeito Eduardo Paes nesta terça-feira (23) mostram que a rede municipal de saúde não atendeu nenhum paciente com a doença no período olímpico.
Foram 8.681 pessoas atendidas no período olímpico, sendo 2.133 turistas estrangeiros. A maioria dos atendimentos foi por dor de cabeça, hipertensão arterial, resfriado e mal-estar.
"Levaram a população a imaginar que fosse chegar ao Rio e as pessoas seriam carregadas por mosquitos da zika e todos ficariam muito doentes", disse Paes. "Quero lembrar que foi muito mais seguro para não se pegar zika ficar no Rio do que ir para Miami."
Paes criticou o que chamou de "alarmismo quase irresponsável" sobre a doença nos meses que antecederam os Jogos. Um grupo de 150 cientistas internacionais enviou carta à OMS (Organização Mundial da Saúde) pedindo que a Olimpíada fosse transferida ou adiada em decorrência do surto de vírus da zika.
Inúmeros atletas, jornalistas e turistas também cancelaram a vinda ao Rio para o evento por medo de se contaminar. Imprensa e competidores que vieram receberam repelentes após a chegada ao centro de mídia e à vila olímpica.
A diminuição de casos de zika já era esperada para agosto. A procriação do mosquito Aedes aegypti, principal vetor da doença, fica prejudicada nesta época do ano, mais seca e fria.
A ausência de registros de contaminação também pode estar ligada ao fato de que a doença é assintomática em cerca de 80% dos casos, segundo especialistas.
O Brasil viveu uma epidemia de zika no início deste ano. De janeiro a julho, 174 mil casos da doença foram registrados no país. Com informações da Folhapress.

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Réplica da tocha olímpica é vendida por R$ 120 mil na internet

Produtos ligados aos Jogos do Rio atraem colecionadores. Moedas comemorativas e uniformes de voluntários também estão à venda

© dr
Diversos objetos ligados aos Jogos Olímpicos do Rio passaram a ser vendidos na internet para colecionadores. Entre os itens procurados, estão moedas comemorativas, uniformes de voluntários e até mesmo réplicas da tocha.

Condutor da pira olímpica em Nova Iguaçu (RJ), Wellington Júlio, de 39 anos, decidiu vender a réplica que recebeu por R$ 120 mil. Ele foi escolhido para participar do revezamento pelo sua história de superação: após chegar aos 186kg, ele fez cirurgia bariátrica e reeducação alimentar. Com a nova rotina, baixou o peso para 88kg.
Apesar do valor que está cobrando pelo kit de réplica da tocha e do uniforme usado durante a corrida, Wellington garante que já recebeu ligação de interessados. "Até que está tendo boa procura. Mas ainda não vendi. Teve uma menina que entrou em contato comigo que disse ser representante de um grupo de turistas da China e Irlanda. Ela fez uma contraproposta e eu reenviei uma outra. Ela queria R$ 80 mil. Eu pedi pelo menos R$ 100 mil", contou ele ao G1.
Com o dinheiro, ele pretende pagar educação dos filhos. "Eu tenho alguns projetos que preciso colocar para andar, tipo a faculdade. Está tudo tão caro e tão difícil que eu não tive escolha. Tenho dois filhos e preciso do dinheiro para dar um futuro melhor para eles. Quero investir em mim. Tenho o sonho de fazer faculdade de engenharia civil", disse.
Voluntários também têm recorrido à internet para vender uniformes e outros produtos que receberam durante a Rio-2016. As roupas têm sido vendidos por valores entre R$ 300 e R$ 1 mil. Já as moedas comemorativas de R$ 1 são vendidas por até R$ 100.

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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Medo de vaias: Temer evita encontro com líder japonês no maracanã

O Itamaraty está tentando que Shizuo Abe faça uma rápida mudança de rota para encontrar o presidente interino

© Reuters
Para livrar o presidente interino Michel Temer de mais vaias em eventos de grande porte como foi a abertura das Olimpíadas, o Planalto estuda uma mudança de planos para o domingo (21).

Na tentativa de encontrar o primeiro-ministro do Japão, Shizuo Abe, que irá participar do encerramento dos jogos do Rio-2016 já que Tóquio sediará a próxima Olimpíada, Temer deve articular uma reunião na Base Aérea de Brasília.
De acordo com a coluna de Lauro Jardim do O Globo, com medo da repercussão da presença de Temer no Maracanã, o Itamaraty está tentando que Shizuo Abe faça uma rápida mudança de rota.

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