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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Dilma sofre impeachment, mas ainda pode exercer função pública

Com a concretização do impeachment, o PMDB chega mais uma vez à Presidência de forma indireta

© Roberto Stuckert Filho / PR / Agência PT
A presidente Dilma Vana Rousseff foi afastada definitivamente do cargo de chefe de Estado do Brasil, nesta quarta-feira (31), após votação no senado federal. Ao todo foram 61 votos a favor, 20 contra e 0 senadores votaram nulo. Com a confirmação do impeachment, Temer tomará posse em solenidade no Congresso Nacional, ainda nesta quarta. 

Na sequência, foi votado se Dilma ficará ou não inabilitada para o exercício de funções públicas por oito anos. Por 42 votos favoráveis, 36 contrários e 3 abstenções, ficou decidido que Dilma poderá exercer função pública.
O agora presidente em exercício, pretende se pronunciar às 20h, para após isso, viajar para China, onde vai participar do encontro do G20 (grupo das maiores economias do mundo).
Com a concretização do impeachment, o PMDB chega mais uma vez à Presidência de forma indireta. A última vez que isso aconteceu foi em 1985, quando o então vice José Sarney assumiu após Tancredo Neves morrer antes de tomar posse.
A ex-presidente Dilma Rousseff fará declaração à imprensa após a decisão do Senado sobre o processo que pede seu afastamento definitivo do cargo.

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Jean Wyllys 'rasga' seu título após impeachment de Dilma

O Senado Federal votou por 61 a 20 pelo impedimento da ex-presidente

© Reprodução Facebook
O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) postou há pouco uma foto de um título de eleitor rasgado, em protesto ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

O Senado Federal votou por 61 a 20 pelo impeachment de Dilma. Mesmo com a votação contra, Dilma conseguiu manter seus direitos políticos e não ficará inelegível por oito anos, como aconteceu com o também impedido em 1992 Fernando Collor. Leia abaixo sua mensagem:


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Temer tem uma dívida comigo, diz Janaína Paschoal

Advogada mandou o recado pelo telefone de um assessor parlamentar do Senado para o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, um dos braços direito de Temer

© Geraldo Magela / Agência Senado
Após o fim da sessão que resultou no impeachment de Dilma Rousseff, a jurista Janaína Paschoal, uma das autoras do processo, enviou uma recado para o novo presidente, Michel Temer. "Ele tem uma dívida comigo. Ele me deve ser o maior presidente de todos os tempos", disse a advogada.

Janaína mandou o recado pelo telefone de um assessor parlamentar do Senado para o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, um dos braços direito de Temer. Ela disse não saber ao certo com quem estava falando no início.
A jurista comemorou o resultado do processo. "Eu sempre tive convicção de que o afastamento era justo, mas apenas hoje, durante a votação, é que percebi a magnitude do processo", afirmou.
Janaína concordou com a decisão do ministro Ricardo Lewandowski de separar as votações sobre a presidente. Durante a sessão, ele optou por fazer duas votações, uma que determinava o afastamento de Dilma do cargo de presidente e outra para decidir se suspendia as funções políticas da petista e seu direito de elegibilidade por oito anos. "Acredito que foi uma decisão justa, respaldada pelo que foi feito no processo de impeachment do ex-presidente Fernando Collor", disse.
Por outro lado, a jurista chamou de "compaixão" a decisão dos senadores de rejeitarem a perda das funções públicas de Dilma Rousseff. "Acho que ali no final, houve um ato de compaixão dos senadores. Houve um apelo, alguns falaram sobre seu salário de aposentadoria, sobre o impedimento de ser até mesmo professora", alegou.
Tietagem
A jurista foi uma das últimas a deixar o plenário do Senado. Todos os senadores já haviam saído quando restaram apenas ela e o colega de processo, o jurista Miguel Reale Jr. Janaína foi muito assediada por funcionários do Senado e chegou a tirar fotos com seguranças, equipe de notas taquigráficas, assessores parlamentares e outros membros da secretaria da Mesa Diretora do Senado Federal. Com informações do Estadão Conteúdo.

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Dilma: 'decisão do Senado entra para a história das grandes injustiças'

Ex-presidente fez pronunciamento público após votação favorável ao seu afastamento definitivo

© Marcelo Camargo / Agência Brasil
A ex-presidente Dilma Rousseff fez pronunciamento na tarde desta quarta-feira (31), após votação no Senado que consolidou seu afastamento definitivo da presidência da República.

Na companhia do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de parlamentares aliados e de lideranças de movimentos sociais, Dilma falou no Palácio do Planalto.
"Hoje, o Senado tomou uma decisão que entra para a história das grandes injustiças", iniciou o discurso. "Os senadores que votaram pelo impeachment escolheram rasgar a Constituição Federal. Condenaram uma inocente e consumaram um golpe parlamentar", disse.
A presidente relembrou sua militância durante a ditadura militar. "É o segundo golpe de estado que enfrento na vida. O primeiro, o golpe militar, apoiado na truculência das armas, da repressão e da tortura, me atingiu quando era uma jovem militante", disse. "O segundo, o golpe parlamentar desfechado hoje por meio de uma farsa jurídica, me derruba do cargo para o qual fui eleita pelo povo".
"Causa espanto que a maior ação contra a corrupção da nossa história leve justamente ao poder um grupo de corruptos investigados", disse. Ela atribuiu motivações misóginas, racistas e homofóbicas ao impeachment, que classifica como golpe de Estado. "Não gostaria de estar no lugar dos que se julgam vencedores. A história será implacável com eles", declarou.
Neste momento, não direi adeus a vocês. Tenho certeza de que posso dizer "até daqui a pouco".
Por fim, a ex-presidente citou o poeta russo Maiakovski: "Não estamos alegres, é certo. Mas também por que razão haveríamos de ficar tristes? O mar da história é agitado. As ameaças e as guerras, haveremos de atravessá-las, Rompê-las ao meio, Cortando-as como uma quilha corta".

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Michel Temer é empossado presidente da República até 2018

Votação sobre o afastamento definitivo de Dilma Rousseff foi realizada nesta quarta-feira (31)

© Ueslei Marcelino / Reuters
Agora presidente da República, Michel Temer participa da cerimônia de posse do cargo na tarde desta quarta-feira (31) no plenário do Senado. Ele chegou ao local acompanhado pelos presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Renan Calheiros, para participar da cerimônia. O rito incluiu execução do hino nacional e juramento constitucional. Ele ficará no cargo até 31 de dezembro de 2018.

Após ser empossado, Temer disse: "Prometo manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil."
O presidente não fez discurso porque gravou um pronunciamento que será exibido em televisão e rádio. Segundo informações da GloboNews, o pronunciamento de Temer deve incluir mensagens para acalmar o mercado econômico e passar a imagem de unificação nacional. 
Após a cerimônia, Temer segue para viagem à China ainda na noite desta quarta para participar de uma reunião do bloco do G-20, as maiores economias mundiais.
Por 61 votos a 20, os senadores aprovaram o afastamento definitivo de Dilma Rousseff. Os parlamentares mantiveram, no entanto, o direito da ex-presidente de exercer cargos públicos.
Com a assinatura de posse, o PMDB chega pela segunda vez à presidência de forma indireta. O fato também aconteceu em 1985, quando o então vice José Sarney assumiu após Tancredo Neves morrer antes de tomar posse.

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Temer assina decisão do Senado sobre impeachment de Dilma

O documento que oficializa o resultado da votação foi entregue a Temer às 15h30 pelo primeiro secretário do Senado, Vicentinho Alves (PR-TO)

© Twitter / MichelTemer
O presidente Michel Temer foi notificado há pouco da decisão do Senado Federal de afastar definitivamente Dilma Rousseff da Presidência da República.

O documento que oficializa o resultado da votação foi entregue a Temer às 15h30 pelo primeiro secretário do Senado, Vicentinho Alves (PR-TO). Temer será empossado daqui a pouco, às 16h, em sessão solene do Congresso Nacional. Do Palácio do Planalto, onde ele está reunido com ministros e assessores próximos, partirão cinco vans e carros oficiais em um comboio rumo ao Senado. 

Além de ministros de Estado, foram convidados para acompanhá-lo os comandantes das três Forças Armadas. Ao chegar no Congresso, Temer será recebido por parlamentares que são líderes do governo como a senadora Rose de Freitas (PMDB-ES). Ele se encaminhará ao gabinete do presidente do Senado, Renan Calheiros, de onde vai aguardar ser chamado para fazer um juramento de defender e cumprir a Constituição.
Depois, participará de uma reunião com alguns de seus ministros, a fim de definir as prioridades de governo enquanto estiver na China, onde participará da reunião da Cúpula de Líderes do G-20, dias 4 e 5 de setembro.
Antes de iniciar a viagem, Michel Temer repassará, em caráter interino, o comando do país ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). De acordo com o Planalto, a cerimônia será rápida, protocolar e fechada à imprensa, na Base Aérea de Brasília. Com informações da Agência Brasil.

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Dilma ainda pode reverter o impeachment; veja como

Repetidamente, a defesa de Dilma tratou o processo como ilegítimo e se referiu a ele como "golpe"

© Ueslei Marcelino/Reuters
Após a decisão do Senado em impedir o mandato de Dilma Rousseff, a ex-presidente pode tentar reverter a situação. De acordo com o UOL, são três os principais caminhos que podem ser escolhidos por ela: solicitar que o STF (Supremo Tribunal Federal) julgue o mérito do caso (se houve ou não crime de responsabilidade); entrar com embargos de declaração, que funcionam como um pedido de revisão de uma decisão; e um pedido liminar de suspensão do processo de impeachment, na Comissão Interamericana de Direitos Humanos, ligada à OEA (Organização dos Estados Americanos), este último, já iniciado.

Repetidamente, a defesa de Dilma tratou o processo como ilegítimo e se referiu a ele como "golpe". Ainda de acordo com o UOL, a ex-presidente deve agora "esgotar" as possibilidades para conseguir reverter o resultado da votação.
Dilma recebeu 61 votos contra e 20 a favor na votação no Senado Federal. Apesar do impedimento do mandato, ela conseguiu se manter elegível pelos próximos oito anos.

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Ato falho: TV Senado 'antecipa' posse de Michel Temer

"Michel Temer toma posse em definitivo em sessão do Congresso ainda hoje", dizia a legenda

© Reprodução / TV Senado
Antes até do início da votação final do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, nesta quarta-feira (31), a TV Senado exibiu por engano uma mensagem antecipando a oficialização de Michel Temer como presidente do Brasil em caráter definitivo.

"Michel Temer toma posse em definitivo em sessão do Congresso ainda hoje", dizia a legenda. 

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Dilma sofre impeachment; entenda o que ocorre agora

Com a concretização do impeachment, o PMDB chega mais uma vez à Presidência de forma indireta

© Roberto Stuckert Filho / PR / Agência PT
A presidente Dilma Vana Rousseff foi afastada definitivamente do cargo de chefe de Estado do Brasil, nesta quarta-feira (31), após votação no senado federal. Ao todo foram 61 votos a favor, 20 contra e 0 senadores votaram nulo. Com a confirmação do impeachment, Temer tomará posse em solenidade no Congresso Nacional, ainda nesta quarta. 

O agora presidente em exercício, pretende se pronunciar às 20h, para após isso, viajar para China, onde vai participar do encontro do G20 (grupo das maiores economias do mundo).
Com a concretização do impeachment, o PMDB chega mais uma vez à Presidência de forma indireta. A última vez que isso aconteceu foi em 1985, quando o então vice José Sarney assumiu após Tancredo Neves morrer antes de tomar posse.
A presidente da República afastada, Dilma Rousseff, fará declaração à imprensa após a decisão do Senado sobre o processo que pede seu afastamento definitivo do cargo. O pronunciamento de Dilma será realizado no Palácio da Alvorada, por volta das 13 horas.

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Rio-2016 cancela eventos paralímpicos e demite 1,9 mil por falta de verba

O chamado Live Site de Deodoro, da Rio-2016, que teria telão e atrações musicais, será fechado e só funcionará o Live Site do Parque Olímpico

© Reuters
O Comitê Organizador da Rio-2016 não vai mais manter o planejamento inicial nas Paralimpíadas, que começam dia 7 de setembro, e demitiu 1,9 mil funcionários temporários, cancelou festas programadas no centro de competição e alterou a programação esportiva - tudo por falta de dinheiro.

De acordo com o UOL, para reduzir custos, a Arena da Juventude não vai mais receber provas de esgrima, que foram transferidas para a Arena Carioca 3. O chamado Live Site de Deodoro, da Rio-2016, que teria telão e atrações musicais, será fechado e só funcionará o Live Site do Parque Olímpico, mantido pelo Comitê Organizador da Rio-2016.
Para economizar até R$ 5 milhões, o órgão dispensou 1,9 mil trabalhadores temporários das Paralimpíadas, um mês antes do previsto, que trabalharam nas Olimpíadas. Segundo o Comitê, nenhuma das alterações irá comprometer o evento.
Estima-se que o órgão vai lucrar R$ 7,4 bilhões com venda de ingressos e patrocínios para a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Contudo, apesar da promessa do Comitê Organizador de realizar os Jogos sem uso de recursos públicos, a entidade solicitou aporte de R$ 250 milhões para que as Paralimpíadas não sejam prejudicadas, pois o comitê não arrecadou o esperado com a venda de ingressos.

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Netflix confirma segunda temporada de 'Stranger Things' para 2017

A série explora os fenômenos sobrenaturais que envolvem o desaparecimento do garoto Will Bayers em uma cidadezinha de Indiana

© Reprodução© Reprodução
A Netflix confirmou nesta quarta (31) a estreia da segunda temporada de "Stranger Things" para 2017.

De acordo com comunicado do serviço de vídeos sob demanda, os roteiristas e criadores Matt e Ross Duffer retornarão para a continuação.
A princípio, estão confirmados nove episódios, que se passam no outono de 1984 e devem reverberar os eventos da primeira temporada. Em um vídeo (veja abaixo), a plataforma adiantou os nomes de alguns capítulos, como "A Plantação de Abóboras" e "O Irmão Desaparecido".
Os irmãos Duff já haviam antecipado à imprensa americana alguns detalhes do que planejam para o novo ano da série.
"A primeira temporada, na verdade, acontece ao longo de seis ou sete dias, é um período curto. Parte do que queremos fazer em uma hipotética segunda temporada é explorar a repercussão de tudo o que aconteceu", afirmou Matt ao site IGN.
Na ocasião, o produtor também falou sobre o futuro da personagem Barb, que desaparece no mundo invertido e é dada como morta. "Barb não será esquecida. Vamos garantir que haverá justiça para ela", afirmou.
A série explora os fenômenos sobrenaturais que envolvem o desaparecimento do garoto Will Bayers em uma cidadezinha de Indiana, nos EUA, em 1983, e ganhou popularidade por mesclar referências de produções icônicas dos anos 1980, apostando na nostalgia da audiência. Com informações da Folhapress.

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Submetralhadora é encontrada na mochila de aluna de 13 anos

Na delegacia, para onde foi junto com a mãe, a adolescente disse que a arma foi colocada na sua mochila pela irmã, que é usuária de drogas

© Divulgação
Uma submetralhadora foi apreendida, ontem (30), na Escola Municipal de Ensino Fundamental Hugo Engelmann, no bairro Liberdade, em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos. A arma tinha fabricação caseira e estava dentro da mochila de uma aluna de 13 anos.

A Guarda Municipal apreendeu a arma após receber uma denúncia. Foi realizada uma revista na sala de aula da estudante, que está na 5ª série, no momento em que os alunos estavam no pátio, segundo informa O Sul.
Na delegacia, para onde foi junto com a mãe, a adolescente disse que a arma foi colocada na sua mochila pela irmã, que é usuária de drogas. A aluna e a mãe foram liberadas. O caso segue sendo investigado.

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Senador diz que votaria contra Dilma em troca de cargos

Ele disse que só votaria contra Dilma se ganhasse cargos hoje ocupados por afilhados de Romero Jucá (PMDB-RR)

© Reprodução / Agência Senado / Geraldo Magela
O senador Telmário Mota (PDT-RR) compareceu no Planalto nesta terça-feira (30), durante a penúltima sessão do impeachmet de Dilma Rousseff. Ele disse que só votaria contra Dilma se ganhasse cargos hoje ocupados por afilhados de Romero Jucá (PMDB-RR), seu desafeto político.

De acordo com a coluna painel da Folha de S. Paulo, Aécio Neves (PSDB-MG) cruzou com Telmário no plenário. “Apostei R$ 50 que você votaria pelo impeachment. Vou perder”, provocou o tucano. “Nem tudo está perdido”, devolveu o colega, indicando que pode votar a favor de Michel Temer.

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Começa a sessão final do impeachment

Para o impedimento definitivo, são necessários ao menos 54 votos entre os 81 senadores

© Reprodução / Agência Senado
Começou a sessão que vai definir se o afastamento de Dilma Rousseff da presidência da República é definitiva ou se ela deve retornar ao poder. Para o impedimento definitivo, são necessários ao menos 54 votos entre os 81 senadores.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, começou sua fala, onde lê o relatório com o resumo das acusações, da defesa e das provas. Depois, 4 senadores poderão se manifestar, sendo 2 a favor do impeachment e 2 contra, por no máximo 5 minutos cada um. O tempo poderá ser dividido por mais senadores, se houver acordo entre eles.
O último ato antes da votação é a leitura, por Lewandowski, da seguinte pergunta:
"Cometeu a acusada, a Senhora Presidente da República, Dilma Vana Rousseff, os crimes de responsabilidade correspondentes à tomada de empréstimos junto à instituição financeira controlada pela União e à abertura de créditos sem autorização do Congresso Nacional, que lhe são imputados e deve ser condenada à perda do seu cargo, ficando, em consequência, inabilitada para o exercício de qualquer função pública pelo prazo oito anos?"
Após o fim da votação, Lewandowski escreve e lê a sentença e pedirá que todos os senadores a assinem. O documento será publicado na forma de uma resolução. A acusação e a defesa serão informadas oficialmente do resultado e o presidente interino Michel Temer comunicado.
Se Dilma for absolvida, ela será imediatamente reabilitada ao mandato, do qual está afastada desde maio, voltando ao exercício do cargo. Se for condenada, fica destituída e impedida de concorrer a qualquer cargo político pelos próximos 8 anos.

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Crise no casamento de Fátima e Bonner já existia quando ela deixou o 'JN'

Na época, boatos que os jornalistas começavam ali um processo de desligamento da imagem do casal perfeito ganharam força

© Divulgação / Globo
Quando Fátima Bernardes deixou a bancada do “JN” em 2011, da qual dividiu por longos anos com William Bonner, poucos sabiam, mas outras cosias estavam em jogo. Além de atender a uma vontade da apresentadora que queria mudar radicalmente de ares, a Globo sabia que uma crise no casamento dos âncoras do “Jornal Nacional” havia se instaurado e decidiram mudar a situação.

Segundo o site 'TVFoco', na época, boatos que os jornalistas começavam ali um processo de desligamento da imagem do casal perfeito ganharam força, mas a assessoria de ambos fez questão de desmentir. O fato é que eles conseguiram manter as aparências até aqui. Fátima consegui se desvencilhar de William, seguir seus próprios passos e hoje tem um programa com seu nome na Globo.
Fonte seguras, afirmam que o casal já não se relacionava há algum tempo, mas resolveu anunciar o fim do casamento de 26 anos só agora para não tirar as atenções dos telespectadores dos Jogos Olímpicos.

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Veja o roteiro da sessão final do julgamento de Dilma

Para o impedimento definitivo, são necessários ao menos 54 votos entre os 81 senadores

© Reprodução / Agência Senado
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, confirmou o início da sessão final do impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff, para quarta-feira (31), para as 11h. Para o impedimento definitivo, são necessários ao menos 54 votos entre os 81 senadores.

A sessão começa com a leitura, por Lewandowski, de um relatório com o resumo das acusações, da defesa e das provas. Depois, 4 senadores poderão se manifestar, sendo 2 a favor do impeachment e 2 contra, por no máximo 5 minutos cada um. O tempo poderá ser dividido por mais senadores, se houver acordo entre eles.
O último ato antes da votação é a leitura, por Lewandowski, da seguinte pergunta:
"Cometeu a acusada, a Senhora Presidente da República, Dilma Vana Rousseff, os crimes de responsabilidade correspondentes à tomada de empréstimos junto à instituição financeira controlada pela União e à abertura de créditos sem autorização do Congresso Nacional, que lhe são imputados e deve ser condenada à perda do seu cargo, ficando, em consequência, inabilitada para o exercício de qualquer função pública pelo prazo oito anos?"
Após o fim da votação, Lewandowski escreve e lê a sentença e pedirá que todos os senadores a assinem. O documento será publicado na forma de uma resolução. A acusação e a defesa serão informadas oficialmente do resultado e o presidente interino Michel Temer comunicado.
Se Dilma for absolvida, ela será imediatamente reabilitada ao mandato, do qual está afastada desde maio, voltando ao exercício do cargo. Se for condenada, fica destituída e impedida de concorrer a qualquer cargo político pelos próximos 8 anos.

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Sucessores de Dilma respondem a acusações por corrupção

O primeiro na linha, o presidente interino Michel Temer, foi delatado pelo ex-senador e ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado

© Reprodução
A AP (Associated Press) publicou uma reportagem nesta terça-feira (30), reproduzida em jornais como o norte-americano Washington Post, em que lembra que os três próximos da linha de sucessão da presidente afastada Dilma Rousseff respondem a acusações de corrupção.

O primeiro na linha, o presidente interino Michel Temer, foi delatado pelo ex-senador e ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, por ter supostamente pedido dinheiro do esquema de corrupção na Petrobras para pagar contas da então candidatura de Gabriel Chalita (então no PMDB, hoje no PDT) à Prefeitura de São Paulo, em 2012. As quantias teriam sido transferidas por forma de doação legal pela empreiteira Queiroz Galvão.
Além disso, Temer foi acusado de ter apontado um lobista para distribuir entre 1997 e 2001 propinas oriundas de negócios com etanol. O interino nega todas as acusações, mas a AP lembra que ele está inelegível por oito anos por cometer crime eleitoral em 2014.
O segundo da linha sucessória é Rodrigo Maia, eleito recentemente para a Presidência da Câmara dos Deputados, no lugar deixado por Eduardo Cunha. De acordo com a agência, um auxiliar de um governador disse que Maia recebeu doações ilegais para campanhas políticas. Ele nega.
O terceiro, prossegue a Associated Press, é Renan Calheiros, presidente do Senado. Lembrando que Calheiros assume o governo em uma eventual viagem de Temer e Maia, a agência conta que o STF (Supremo Tribunal Federal) abriu várias investigações contra ele no escândalo da Petrobras. Calheiros também foi delatado por Machado, que afirmou que o senador recebeu quase US$ 10 milhões em propinas por cerca de dez anos. O presidente do Senado também nega as acusações.

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