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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Anvisa suspende venda de três lotes de canela em pó com pelo de roedor

Ação obriga que estoques dos produtos existentes no mercado sejam recolhidos

© PixaBay
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a distribuição e venda de três lotes de canela em pó por apresentar fragmentos de pelo de roedor em sua composição. As marcas afetadas são: Junco Industria e Comercio Ltda, Arcos Comércio Importação Ltda e Indústria e Comercio de Temperos Sacy Ltda.


De acordo com a Veja, o laudo da Diretoria de Vigilância em Alimentos do Estado de Minas Gerais (DVA-MG) serviu de base para a medida. O processo detectou nos produtos a existência de pelo de roedor - matéria que indicaria riscos à saúde humana.
A ação obriga que os estoques dos produtos existentes no mercado sejam recolhidos.

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Ex-primeira-dama Marisa Letícia morre aos 66 anos

Segunda etapa do protocolo confirmou a morte cefálica da ex-primeira dama

© Ricardo Stuckert
A ex-primeira dama Marisa Letícia morreu, aos 66 anos, nesta sexta-feira (3), às 18h57. A informação foi divulgada na página do ex-presidente Lula no Facebook. 

Marisa Letícia estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, desde o dia 24 de janeiro, após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico.
Durante o tempo que ficou no hospital, a ex-primeira-dama foi acompanhada pelas equipes coordenadas pelos médicos Roberto Kalil Filho, Milberto Scaff, Marcos Stávale e José Guilherme Caldas. 
Relembre os acontecimentos
Marisa Letícia estava em casa no dia 24 de janeiro, em São Bernardo do Campo, quando sentiu-se mal. A ex-primeira dama foi rapidamente levada a um pronto-socorro local, onde foi constatado o AVC. Em seguida, a esposa de Lula foi levada de ambulância ao hospital Sírio-Libanês, na região da Bela Vista, acompanhada do médico cardiologista da família, Roberto Kalil. 
Dona Marisa foi submetida a um cateterismo cerebral e ficou internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital. Durante todo o tempo, o ex-presidente Lula acompanhou a mulher. Depois, ela seguiu em coma induzido e, após exames, foi descoberto que ela sofria com "trombose venosa profunda dos membros inferiores".
Nesta quinta-feira (2), foi realizado um 'doopler transcraniano' que identificou a ausência de fluxo cerebral na paciente. No mesmo dia, a família do ex-presidente Lula autorizou a doação de órgãos.
Trajetória da ex-primeira dama
Dona Marisa Letícia tinha 66 anos e foi a primeira-dama do Brasil de 1 de janeiro de 2003 a 1 de janeiro de 2011, quando seu marido, Luiz Inácio Lula da Silva, esteve no cargo de presidente da República.
Antes, trabalhou em uma fábrica de chocolates e como inspetora de alunos em um colégio estadual.
Em 1973, de acordo com informações da Wikipédia, conheceu Lula, no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, sua cidade natal. Os dois se casaram sete meses depois e tiveram três filhos: Fábio, Sandro e Luís Cláudio. Marisa já era mãe de Marcos, fruto de seu primeiro casamento com o taxista Marcos Cláudio, que foi assassinado a tiros.
Em 1980, quando Lula e diversos sindicalistas estavam presos devido às greves, liderou a Passeata das Mulheres, em protesto pela liberdade dos sindicalistas.
No ano passado, teve seu nome envolvido nas investigações da Operação Lava Jato. Em março, foi alvo da Polícia Federal, que cumpriu mandados de busca e apreensão em sua residência, na 24ª fase da Operação Lava Jato.

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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Com novos ministérios, Temer esvazia pasta de Moares

Foco do Ministério da Justiça deve ser segurança pública após anúncio de área específica de Direitos Humanos

© Beto Barata/PR
O presidente Michel Temer anunciou, nesta quinta-feira (2), a criação de dois novos ministérios no governo. Na Secretaria-Geral de Governo, será acomodado Moreira Franco.

Já a pasta de Direitos Humanos, que ficará sob comando de Luislinda Valois, desmembra parte do ministério da Justiça de Alexandre de Moares. De acordo com a revista Veja, a área vai comandar políticas ligadas a cidadania, que antes estavam sob responsabilidade de Moraes.
Agora, a pasta de Moraes passa a se chamar Ministério da Justiça e da Segurança Pública, explicitando o novo foco de trabalho do ministro.
As mudanças contrariam discurso de Temer, que assumiu o governo prometendo cortes de ministérios. À época, ele chegou a anunciar redução de 32 para 23 ministérios por causa da crise econômica.
Em seguida, desistiu de retirar o status de ministérios do Banco Central e da Advocacia-Geral da União (AGU) e manteve o Ministério da Cultura, após protestos de artistas. Agora, com mais duas pastas, o governo terá 28 ministérios.

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Fachin diz que vai julgar Lava Jato com celeridade e transparência

Ministro foi sorteado nesta quinta-feira (2) para assumir vaga deixada por Teori Zavascki

© Lula Marques / AGPT
O ministro Edson Fachin declarou hoje (2), por meio de nota à imprensa, que vai cumprir seu dever com "prudência, celeridade, responsabilidade e transparência". Mais cedo, Fachin foi sorteado para relatar os processos da Operação Lava Jato, que estavam sob o comando do ministro Teori Zavascki, morto em um acidente de avião no dia 19 de janeiro, em Paraty (RJ).

"O ministro Edson Fachin, a quem, na forma regimental, foram redistribuídos nesta data os processos vinculados à denominada Operação Lava Jato, reconhece a importância dos novos encargos e reitera seu compromisso de cumprir seu dever com prudência, celeridade, responsabilidade e transparência", diz a nota.
No comunicado, Fachin também informou que já iniciou os trabalhos de transição com a equipe que trabalhava com o ministro Teori. "O ministro relator, especialmente para fins de recursos humanos, técnicos e de infraestrutura necessários, conta com o esteio da digníssima Presidente, ministra Cármen Lúcia, que vem conduzindo a Corte de maneira exemplar e altiva, e com o sustentáculo dos colegas da Segunda Turma e dos demais integrantes desta Suprema Corte", diz.
A escolha foi feita de forma eletrônica entre os integrantes da Segunda Turma, colegiado que era integrado por Teori e que já julgou casos da Lava Jato. Também fazem parte da turma os ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski.
A partir de agora, cerca de 100 processos relacionados à operação, além das delações de executivos da empreiteira Odebrecht, ficarão sob o comando de Fachin. Os mais importantes tratam das delações de 77 executivos e ex-funcionários da empresa Odebrecht, nas quais eles detalham o esquema de corrupção na Petrobras.
Após a homologação feita pela presidente do STF, Cármen Lúcia, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, já começou a trabalhar nos pedidos de investigação contra os políticos e empresários citados nos depoimentos de colaboração com a Justiça. Não há prazo para que eventuais pedidos de investigação ou arquivamento cheguem à Corte. Com informações da Agência Brasil.

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Moro manda soltar Paulo Ferreira, ex-tesoureiro do PT

Preso desde junho de 2016, Ferreira está detido em penitenciária de Tremembé

© Câmara dos Deputados / Lúcio Bernardo Jr
O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelo julgamento em primeira instância da Operação Lava Jato, autorizou soltura do ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira nesta quinta-feira (2). As informações são do G1.

Ferreira, que está preso desde junho de 2016 em Tremembé (SP), deve pagar fiança de R$ 200 mil. O valor inicial foi estipulado em R$ 1 milhão, mas a defesa do ex-tesoureiro conseguiu redução após decisão da juíza Gabriela Hardt, substituta de Moro.
O ex-tesoureiro foi detido durante a Operação Custo Brasil, desdobramento da Lava Jato, e permaneceu na cadeia após Moro determinar uma nova prisão, na 31ª fase da Lava Jato. Ele é réu no processo que investiga irregularidades nas obras do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), da Petrobras, no Rio de Janeiro.
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o Consórcio Novo Cenpes pagou R$ 20 milhões em propina, entre 2007 e 2012, para fechar o contrato para execução das obras do Centro de Pesquisa de Petrobras. O montante teria sido repassado ao alto escalão do PT, de acordo com a força-tarefa da Lava Jato.

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Reeleito, Maia é alvo de inquérito sigiloso da Lava Jato

Presidente da Câmara foi citado no suposto anexo da delação do ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho

© Lula Marques / AGPT
O presidente reeleito da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é alvo de um inquérito sigiloso no Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido de investigação partiu da Procuradoria-Geral da República (PGR), baseado em mensagens trocadas entre Maia e o empresário Léo Pinheiro, dono da OAS, sobre uma doação de campanha em 2014. Como não houve doação oficial registrada, a procuradoria suspeitou de caixa dois. O procedimento chegou oculto no STF no meio do ano passado e não é possível saber em que fase está a investigação.

Rodrigo Maia foi citado no suposto anexo da delação do ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho à força-tarefa da Lava Jato, vazado em dezembro. Melo contou que, em 2013, pediu a Rodrigo Maia que acompanhasse a tramitação de uma medida provisória que dava incentivos a produtores de etanol e interessava a empreiteira.
"Durante a fase final da aprovação da MP 613, o deputado, a quem eu pedi apoio para acompanhar a tramitação, aproveitou a oportunidade e alegou que ainda havia pendências da campanha de prefeito do Rio de Janeiro em 2012. Solicitou-me uma contribuição e decidi contribuir com o valor aproximado de R$ 100 mil, que foi pago no início do mês de outubro de 2013", afirmou.
Melo também falou que Rodrigo Maia lhe pediu uma doação de R$ 500 mil em 2010. "O deputado me pediu e transmiti a solicitação a Benedicto Júnior. Sei que o pagamento, no valor de R$ 500.000,00, foi atendido sob a condução de João Borba", disse o delator.
Rodrigo Maia, quando o conteúdo da delação foi vazado, afirmou que todas as doações recebidas foram legais e declaradas ao TSE e disse que nunca recebeu vantagem indevida para voltar qualquer matéria na Casa.
Ele também foi alvo de uma condenação eleitoral, pois era presidente do Diretório Nacional do DEM em 2010, quando as contas do partido foram rejeitadas. O partido foi condenado a restituir R$ 4,9 milhões aos cofres públicos e teve suspensos repasses de cotas do fundo partidário por três meses, mas o parlamentar não sofreu punição.

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Caso contra Renan vai para 2ª Turma, onde maioria rejeitou denúncia

Ministros do STF abriram ação por peculato, mas rejeitaram as acusações de falsidade ideológica e uso de documento falso

© Reuters
Réu em ação penal pelo crime de peculato, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) terá o seu destino selado pelos cinco ministros da Segunda Turma, onde a maioria dos ministros votou por rejeitar totalmente a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o peemedebista.

Em dezembro, por 8 votos a 3, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu tornar Renan réu em ação penal por peculato - ele é acusado de desviar recursos públicos de verbas indenizatórias do Senado por meio da contratação de uma empresa locadora de veículos em 2005.
Os ministros do STF abriram ação por peculato, mas rejeitaram as acusações de falsidade ideológica e uso de documento falso. O processo, que tramita desde 2007 no STF, é de relatoria do ministro Edson Fachin, que migrou da Primeira para a Segunda Turma.
Como Renan deixou a Presidência do Senado, seu caso será concluído não no plenário do STF - que julga o recebimento de denúncia contra presidentes da República, do Senado e da Câmara - mas sim pela Segunda Turma, à qual pertence Fachin.
Além de Fachin, a Segunda Turma é composta pelos ministros Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Celso de Mello.
No julgamento de dezembro, apenas três ministros do STF votaram por rejeitar totalmente a denúncia oferecida pela PGR contra Renan: Lewandowski, Toffoli e Gilmar Mendes - todos da Segunda Turma.
Segundo o Broadcast Político apurou com duas fontes do STF, Renan já havia confidenciado a interlocutores que preferia que o seu processo não fosse julgado pela Primeira Turma, por considerar que teria mais chances de absolvição se o caso fosse analisado pelos demais integrantes da Corte.
Julgamento
Em dezembro, Fachin votou pelo recebimento da denúncia contra Renan apenas pelo crime de peculato. Fachin destacou que Renan apresentou notas fiscais de uma empresa de aluguel de veículos, mas não havia lançamentos que correspondessem ao efetivo pagamento desses valores, ao se analisar os extratos bancários tanto da empresa quanto do próprio acusado.
"O que produz indícios de que as notas fiscais não representam real transação comercial, mas sim destinavam-se a mascarar o desvio de dinheiro público. Nessa fase processual, a dúvida tende a favor do recebimento da denúncia", ressaltou Fachin na ocasião.

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Crivella nomeia filho para a Casa Civil da prefeitura do Rio

Nomeação de Marcelo Hodge Crivella saiu no Diário Oficial do município desta quinta-feira

© Reprodução
O prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), nomeou o filho, Marcelo Hodge Crivella, para o cargo de secretário da Casa Civil, uma das pastas consideradas mais importantes da prefeitura. A nomeação saiu no Diário Oficial do município desta quinta-feira, 2.

O filho de Crivella, que tem 34 anos, é formado em psicologia na Biola University, uma universidade cristã na Califórnia, EUA, e também estudou filosofia na Oxford University, no Reino Unido, e inovação e negócios, na Oxford Brookes Univeristy. Já trabalhou como executivo de vendas na Storyville, foi diretor-executivo da Redzero, integrou a Record Entretenimento, na Rede Record, e foi executivo de vendas na Frost & Sullivan.
Por nota, a assessoria do prefeito disse que "não há qualquer ilegalidade ou inconstitucionalidade na nomeação do secretário". "De acordo com decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), a Súmula Vinculante número 13 do STF não entende como nepotismo parentes indicados a cargos do primeiro escalão".

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Júri do 'crime do Papai Noel' condena pai por ordenar morte da filha

O julgamento ocorreu no Fórum Criminal da Barra Funda, zona oeste de São Paulo

© Divulgação
A publicitária Renata Guimarães Archilla esperou até os 37 anos de idade para ficar dois dias próxima ao pai, o empresário criador de cavalos Renato Grembecki Archila, 58, que só confirmou a paternidade da filha após um processo judicial que se arrastou por 12 anos.

Ambos nunca estiveram tanto tempo juntos. Nesta quinta-feira (2), o encontro terminou com ele sendo condenado a dez anos e dez meses em regime fechado por ter encomendado a morte dela, há 16 anos.
O julgamento ocorreu no Fórum Criminal da Barra Funda, zona oeste de São Paulo.
Os defensores apelaram da decisão porque, para a defesa, o veredicto contraria as provas do processo criminal. Archila recorre da sentença em liberdade porque, segundo a juíza Débora Faitarone, ele é réu primário, tem bons antecedentes e nunca deixou de se apresentar à Justiça.
No dia 17 de dezembro de 2001, a vítima foi baleada no rosto e no braço, no que ficou conhecido como o "Crime do Papai Noel". O autor dos disparos, o ex-policial militar José Benedito da Silva que cumpriu 13 anos e quatro meses de sentença, vestiu a fantasia natalina para tentar executar a publicitária. Renato, junto com o pai, o também empresário Nicolau Archilla Galan -morto antes udo julgamento- foi apontado como o mentor do crime.
As principais provas apresentadas pelo Ministério Público contra o criador de cavalos dono de um haras no interior paulista foram uma agenda telefônica, encontrada na casa de Silva, contendo o telefone da fazenda e a declaração em cartório de um outro PM que trabalhava como segurança da propriedade comprovando que a família contratava agentes para fazer a segurança privada do local no município de Votorantim (a 99 km de SP).
Em 2008, pai e filho foram presos preventivamente pelo crime, mas 60 dias depois do encarceramento um habeas corpus os colocou em liberdade.
"Há um vínculo muito próximo estabelecido entre o executor, que já foi condenado definitivamente anteriormente, um PM expulso da corporação, e os mandantes", afirmou o promotor Felipe Zilberman, após a leitura da sentença.
Durante a fase de debates entre acusação e defesa, o membro do MP usou uma afirmação do réu perante aos júris para sensibilizar os sete jurados. "Um pai com exame de DNA se referir a isso [o atentado] como 'fato lamentável, como um incidente, eu nunca vi em 20 anos de profissão. É sangue do mesmo sangue".
Ainda segundo o promotor, Renato tentou convencer a mãe de Renata, Iara Lúcia Chinaglia Guimarães, a não ter a criança. "Eles [réu e avô] pressionaram para que ela fizesse um aborto. Foi a primeira tentativa de por fim à vida de Renata", afirmou Zilmerman.
Renata, que teve pouco contato com o pai, saiu satisfeita do fórum.
"Eu esperava justiça e isso aconteceu, a impunidade acabou, o que é a minha maior satisfação, maior alegria. Vou seguir minha vida em frente e muito feliz", comemorou. Os tiros que ela recebeu destruíram sua arcada dentária. Foram dez anos de recuperação e oito cirurgias para reconstruir parte do rosto. "Senti tudo explodindo na minha boca", disse, ao relembrar do dia do atentado. "Minha língua ficou parecendo uma couve-flor".
Renata não perdeu a consciência e conseguir ver pelo retrovisor do carro o atirador fugir fantasiado. Ela ainda tentou pegar os dentes que se soltaram de sua boca após os disparos.
JULGAMENTO
No primeiro dia de julgamento o réu manteve-se calmo e chegou a pedir para o promotor se "informar melhor sobre o caso". No interrogatório de quarta-feira (1º), realizado pela juíza, promotor e advogados, o empresário só se recusou a responder a apenas uma pergunta. Ele foi o último a ser ouvido. A filha dele não permaneceu no plenário para ouvir o que o pai dizia.
Para não perder o que o pai falava, ela se manteve por duas horas atrás de uma porta, onde chorou, se revoltou e protestou em silêncio às alegações de Renato, que chegou a dizer que tinha baixa fertilidade.
O RÉU
Ao início de seu depoimento, o réu se disse "totalmente inocente". "Sou uma pessoa culta e tenho respeito e educação pelas pessoas", disse. "Eu nunca vi uma filha querer tanto o mal do pai como ela quer o meu. Eu não me ligo a bandidos".
A postura dele durante o júri foi criticada pelo promotor. Renato disse que era "um criador de vida" por comercializar cavalos e também afirmou que "não se liga a bandidos". Zilmerman o chamou de "príncipe dos cavalos" em tom irônico e foi além na fase final do plenário.
"É muita hipocrisia se sentar aqui de pernas cruzadas, como um deputado federal, e dizer que foi rejeitado pela filha. É revoltante", protestou o promotor.
LITÍGIO
A mãe de Renata, Lara Lúcia Chinaglia Guimarães, também vítima fatal de câncer, conheceu o pai da vítima na década de 70, em Guarujá, no litoral sul de São Paulo.
Ambos são de famílias tradicionais. Iara estudou no colégio católico Sacre Cour de Marrie. O empresário era estudante do Rio Branco e morava em um mansão na rua Colômbia, no bairro Jardim América, na zona sul.
Lara ficou grávida de Renato aos 17 anos. A família do condenado não quis que ele reconhecesse a paternidade da criança e os dois se separaram. Eles nunca chegaram a ser casados. Foi então que se deu o início de um extenso processo familiar com os principais advogados do país.
Um dos representantes da família materna foi o ex-secretário de Justiça do Estado de São Paulo e ex-presidente dos conselhos Federal e Estadual da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) -o advogado Mário Sérgio Duarte Garcia. No júri, o assistente de acusação foi o ex-desembargador do TJ de São Paulo, Marcial Herculino de Hollanda. Renato também teve os maiores escritórios de advocacia ao seu lado e um ex-desembargador.
OUTRO LADO
O advogado de defesa do condenado Rodrigo Senzi afirmou que "a decisão dos jurados contrariam as provas apresentadas nos autos".
Ele alega que o ex-PM Silva não indicou o pai e o avô de Renata como mandantes da tentativa de homicídio. Ainda de acordo com ele, o telefone da fazenda encontrado na agenda do policial não indica a ligação entre o seu cliente e o autor dos disparos.
A justificativa é de que o haras é conhecido é que muitas pessoas podem ter o número anotado em suas agendas. Com informações da Folhapress.

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Polícia prende homem suspeito de furtar moto da Guarda Municipal

Identificado como Alex Alves Pessanha, conhecido como Carne Seca, o suspeito foi localizado, com outra motocicleta furtada, durante uma abordagem policial no bairro Jardim Imperial.

© DR
Homem que teria furtado uma moto da Guarda Municipal no entorno do Estádio municipal Alziro de Almeida, o Alzirão, no Centro (RJ), foi preso na noite de quarta-feira.

Identificado como Alex Alves Pessanha, conhecido como Carne Seca, o suspeito foi localizado, com outra motocicleta furtada, durante uma abordagem policial no bairro Jardim Imperial.
De acordo com os policiais, pela semelhança dele com o ladrão que aparece na moto da Guarda, flagrado em vídeo, há a suspeita de que ele seja o autor do furto.
Segundo informações do Extra, o suspeito já tinha passagens pela polícia: duas por roubo; uma por porte ilegal de arma de fogo; uma por receptação e outra por corrupção de menor.
Já a moto da Guarda, uma XRE 2015, foi localizada escondida num matagal perto da localidade Ponte de Ferro, na Rua Valda.

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Filha descobre morte da mãe por foto em rede social; pai confessa

O corpo de Valdiceia Paixão, de 38 anos, foi encontrado carbonizado em um campo de futebol do bairro

© DR
Acusado de matar e queimar o corpo da mulher, Washington Valentim dos Reis, de 42 anos, foi preso nesta quinta-feira (2), no Rio de Janeiro.

De acordo com a polícia, Washington foi encontrado em Belford Roxo e levado à Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). O crime aconteceu no último sábado, em Coelho da Rocha, em São João de Meriti.
Segundo informações do Extra, o corpo de Valdiceia Paixão, de 38 anos, foi encontrado carbonizado em um campo de futebol do bairro.
"O crime foi motivado por ciúmes e tem dois autores. Estamos em busca de quem o ajudou", disse o delegado responsável pelo caso, Giniton Lages.
De acordo com a publicação, a filha da vítima soube da morte da mãe quando viu, por acaso, uma foto da mãe morta circulando pelas redes sociais.
"Tava olhando o Facebook de um grupo aqui da região e vi as fotos. Não vi todas. Reconheci minha mãe pela tatuagem no braço dela e por causa da sandália com pérolas que ela usava. Eu não tive reação. Chorei, gritei, avisei todo mundo. Eu sabia que era minha mãe, mas não conseguia acreditar", disse.
Ela conta que desde o início desconficou do pai, que passou o dia muito agitado.
"Minha mãe estava desaparecida desde às 12h de sábado. Ficou o dia todo sumida. Meu pai passou o dia entrando e saindo de casa e se dizia preocupado com o sumiço dela. À noite ele disse que ia sair para beber com um amigo da família e me mandou um áudio meio alcoolizado. Acordei de madrugada com ele em casa andando de um lado para o outro, dizendo que não conseguia dormir. No dia seguinte de manhã, quando soubemos da morte dela, ele desapareceu", contou Larissa Paixão, de 18 anos, filha mais velha do casal.
"Ele deu um mata-leão na minha mãe no Natal. Ela se revoltou, disse que ia embora de casa. Mas ele não aceitava. Ele tinha verdadeira loucura por ela. Mandava mensagem, fazia postagens românticas. Ela não gostava mais dele e eles estavam sofrendo com tudo isso. Eu também sofria porque eram meus pais e queria que os dois fossem felizes. Não consigo acreditar que meu pai possa ter matado minha mãe. Não achei que ele fosse capaz. Aconselhava ele a deixar ela seguir a vida dela, porque ela estava infeliz com ele, mas não adiantava. Eu amava muito meu pai e agora não sei mais o que sinto por ele", lamentou.
A Polícia Civil segue fazendo diligências em busca do comparsa de Washington.

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Justiça solta presos acusados por estupro e homicídio após rebelião

A decisão foi de dois juízes, após rebelião no Presídio Regional de Lages, na região serrana, no dia 19 de janeiro

© Estadao Conteudo
O Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) tenta reverter uma decisão da Justiça que liberou 70 presos, entre eles, condenados por estupro de vulnerável e homicídio. A decisão foi de dois juízes, após rebelião no Presídio Regional de Lages, na região serrana, no dia 19 de janeiro.

O presídio estava superlotado. Eram 267 homens em um espaço com metade da capacidade. Durante a rebelião, os detentos queimaram colchões, dez prisioneiros foram hospitalizados - um deles continua internado -, e 14 celas foram destruídas.
A Secretaria de Justiça e Cidadania transferiu 82 homens para outras unidades prisionais. Mesmo assim, por entenderem que não havia vagas para os prisioneiros diante dos prejuízos causados no prédio, o juiz beneficiou os detentos com a prisão domiciliar.
O MP-SC entrou com mandado de segurança, no sábado, 28, por entender que a liberação foi "ilegal e abusiva". O promotor Leonardo Cazonatti Marcinko, que solicitou o mandado de segurança ao Tribunal de Justiça, disse que não foram analisados os crimes, nem o grau de periculosidade dos prisioneiros e que "a soltura indiscriminada premia os presos por atos de baderna e destruição no sistema prisional".
O juiz Geraldo Bastos, que atua na 1° Vara Criminal de Lages, explicou que os homens liberados cumprem penas no regime semiaberto. Portanto, pernoitarão em casa em vez de dormirem na unidade prisional enquanto o prédio é reformado. Com informações do Estadão Conteúdo.

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Frentista é baleado durante assalto a posto de gasolina no Recife

A Polícia Civil está investigando o caso

© Reprodução/TV Globo
Um frentista foi baleado enquanto trabalhava em um posto de combustíveis, no bairro de Jardim São Paulo, na Zona Oeste do Recife, na última quarta-feira (1). A ação durou cerca de cinco minutos. Câmeras de segurança registraram o momento em que um bandido sai do carro e dispara contra a vítima.A Polícia Civil está investigando o caso.

As imagens, cedidas para o WhatsApp da Rede Globo, também flagraram o momento em que criminosos chegam em um carro. Eles pedem para o frentista pegar cervejas na loja de conveniência. Em seguida, um suspeito sai do banco de trás e atira no homem.
“Um deles, que estava no banco da frente, pega o dinheiro do frentista e, quando vai retornar ao carro, a arma dispara”, disse o responsável pelo posto, que preferiu não se identificar. Os criminosos levaram a quantia de R$ 60.
A vítima foi encaminhada para o Hospital Otávio de Freitas, também na Zona Oeste. Ainda não há informações sobre o estado de saúde. As investigações estão a cargo da delegada Morgana Alves, da delegacia da Várzea.

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Estudo revela que embalagens de fast-food prejudicam a saúde

Ainda de acordo com o estudo, as crianças podem ser mais prejudicadas, uma vez que seus corpos não se desenvolveram completamente

© PixaBay
Quem ama fast food está cansado de ouvir que esse tipo de comida não é bom para a saúde. Agora, um novo estudo revelou que não é apenas o alimento que é prejudicial, mas também a embalagem. Publicada na revista científica Environmental Science & Technology Letters e divulgada pela Veja, essa pesquisa explica que os responsáveis são os produtos químicos usados na fabricação.  
As embalagens podem causar diabetes e até câncer. “Essas substâncias químicas têm sido associadas a inúmeros problemas de saúde, por isso é preocupante que as pessoas estejam potencialmente expostas a elas em alimentos”, refere a principal autora do estudo, Laurel Schnaider.  
Para chegar a essa conclusão, Instituto Silent Spring, nos Estados Unidos, analisou cerca de 400 embalagens de 27 redes de fast food do país - todas elas feitas com cartolina e papel. Elas são feitas dessa forma para que sejam à prova de gordura. Só que esses materiais têm substâncias químicas fluoradas, que acabam ficando em contato com o alimento que armazenas. Assim, podem fazer com que, quando uma pessoa coma o alimento, seu DNA seja modificado e, também, os processos de replicação celular.  
Ainda de acordo com o estudo, as crianças podem ser mais prejudicadas, uma vez que seus corpos não se desenvolveram completamente. Entre os problemas que podem ocorrer estão puberdade precoce, distúrbios de fertilidade, distúrbios de desenvolvimento em crianças, doenças da tireoide, obesidade, câncer e diabetes. 

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Após quebra de sigilo, médicos ironizam quadro de sáude de Dona Marisa

"Tem que romper no procedimento. Daí já abre pupila. E o capeta abraça ela", escreveu um neurocirurgião no grupo de WhatsApp

© pixabay
A médica reumatologista, Gabriela Munhoz, de 31 anos, compartilhou em grupo de WhatsApp informações sigilosas sobre o diagnóstico de Marisa Letícia, internada desde o dia 24, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Após a quebra de sigilo, médicos escreveram mensagens de ódio em resposta.

O grupo do WhatsApp, intitulado "MED IX", é composto por médicos que se formaram na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, no ano de 2009. Ao saber do quadro clínico grave de Dona Marisa, o neurocirurgião Richam Faissal Ellakkis escreveu “esses fdp vão embolizar ainda por cima”, se referindo ao procedimento que fecha um vaso sanguíneo com o objetivo de diminuir o fluxo de sangue em um determinado ponto.
“Tem que romper no procedimento. Daí já abre pupila. E o capeta abraça ela”, completou.
De acordo com o Globo, quando Gabriela afirmou que a ex-primeira dama não tinha ido, até o momento, para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o médico residente em urologia Michael Hennich, escreveu "Ainda bem!". A médica reumatologista respondeu com risadas.
Ao jornal, Michael declarou que não desejava ironizar a gravidade da situação de Dona Marisa. O médico residente disse que estava se referindo a um erro do corretor ortográfico, que corrigiu UTI por URO - referente à urologia.
"Eu disse ainda bem que ela não foi para a URO. Motivo: teria ido por engano para a especialidade errada. Não falei UTI", afirmou.

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Três jovens feridos em desmoronamento em SP continuam internados

O desmoronamento ocorreu ontem (1°), às 16h, durante uma forte chuva, acompanhada de rajadas de vento

© Pixabay
Dos 41 jovens que ficaram feridos sem gravidade durante o desmoronamento de um muro em uma festa na zona leste da capital paulista, três continuam internados em observação. Segundo o Hospital Santa Marcelina, onde estão as vítimas, esses três pacientes tiveram ferimentos leves.

O desmoronamento ocorreu ontem (1°), às 16h, durante uma forte chuva, acompanhada de rajadas de vento, que atingiu São Paulo. A festa foi organizada por estudantes de medicina da Faculdade Santa Marcelina na Chácara Meu Pai, na Rua Menininha Lobo, número 1000, no bairro Itaquera.
Duas das vítimas chegaram a ser levadas pela enxurrada, mas passam bem. O Corpo de Bombeiros informou que atendeu a ocorrência com cinco viaturas e o helicóptero Águia para ajudar no resgate.
Em nota, a Faculdade Santa Marcelina lamentou o acidente e informou que a festa que não foi organizada pela instituição. “A Fasm sinaliza que todos os alunos passam bem e já foram liberados”, diz o comunicado.
Outras ocorrências
De acordo com a Defesa Civil, foram registrados 17 desmoronamentos e deslizamentos de terra. A cidade teve 22 pontos de alagamentos, 13 quedas de árvores em vias públicas, fios energizados e danos em veículos.
O Rio Verde transbordou e inundou casas e comércios na Rua Cunha Porá, no bairro de Itaquera. Em Guaianazes, um deslizamento de terra interditou, após vistoria, uma residência próximo a um barranco. Quatro pessoas estão desalojadas e foram acolhidas na casa de parentes. Na rua Serra das Estrelas, um imóvel desabou e quatro pessoas caíram em um córrego. As vítimas foram resgatadas e socorridas para Pronto Socorro do Hospital M'Boi Mirim. Com informações da Agência Brasil.

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Tarifas de trens do Rio de Janeiro aumentaram nesta quinta-feira

O valor saltou de R$ 3,70 para R$ 4,20

© Reuters
A partir desta quinta-feira (2), os passageiros dos trens da SuperVia vão sentir no bolso o aumento no preço dos bilhetes. O valor saltou de R$ 3,70 para R$ 4,20. Os reajustes não param por ai. As passagens das Barcas também vão sofrer mudanças no dia 12 deste mês. Vão subir de R$ 4,10 para R$ 5.

As tarifas do metrô não terão alterações em fevereiro. De acordo com a Secretaria estadual de Transportes, os valores só serão reajustados em março. Ainda não há, segundo o jornal O Globo, preços definidos para o aumento.
No dia 10 de janeiro, os ônibus intermunicipais ficaram 10,48% mais caros. A tarifa do Bilhete Único Intermunicipal passou de R$ 5,90 para R$ 6,50, a partir de 1° de fevereiro.

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