googlefc.controlledMessagingFunction

Publicidade

CLIMA

Mais previsões: Lisboa tempo por hora

quarta-feira, 8 de março de 2017

Justiça do Rio aceita denúncia sobre propina em obra da marginal Tietê

Ação aponta superfaturamento em R$ 71,6 milhões pelo consórcio Nova Tietê, liderado pela Delta

© DR
A Justiça Federal no Rio aceitou denuncia contra o empresário Fernando Cavendish, ex-dono da empreiteira Delta, e o operador Adir Assad e outras quatro pessoas por suposto superfaturamento em obras de ampliação da marginal Tietê, em São Paulo.

A denúncia faz parte das investigações da operação Lava Jato. A denúncia foi apresentada inicialmente pelo Ministério Público Federal de São Paulo, mas foi transferido para o Rio por envolver crimes que supostamente foram cometidos por Cavendish, já investigados na operação Saqueador.
A denúncia aponta superfaturamento em R$ 71,6 milhões pelo consórcio Nova Tietê, liderado pela Delta, no lote 2 da expansão da marginal Tietê.
A obra tinha valor inicial de R$ 287 milhões e foi realizada ao custo de R$ 360 milhões.
O saldo resultante teria sido pago em aditivo de contrato, considerado irregular. A estatal paulista Dersa (Desenvolvimento Rodoviário), responsável por contatar a obra, teria compactuado com o superfaturamento.
Valores sob a forma de propina teriam sido repassados por empresas de fachada.A denúncia foi aceita na terça-feira (7) pelo juiz da 7ª Vara Criminal Federal no Rio, Marcelo Bretas.
O recebimento da denúncia foi confirmada à reportagem pelo Tribunal Regional Federal do Rio.
As obras ocorreram entre 2009 e 2011, na gestão do atual senador José Serra (PSDB).
Adir Assad já foi condenado pelo juiz Sérgio Moro a quase dez anos de prisão também no escopo da Lava Jato.
Segundo o jornal "O Estado de S. Paulo", Souza negocia acordo de delação premiada onde afirma ter sido operador de propinas de empreiteiras em obras viárias no Estado de São Paulo, entre elas a da marginal Tietê.
Além de Cavendish e Assad, outras quatro pessoas foram denunciadas por lavagem de dinheiro, fraude em licitação, falsidade ideológica e associação criminosa.
Nenhum funcionário público de São Paulo foi denunciado até o momento neste processo.
A reportagem ainda não conseguiu contato com a defesa dos réus. Com informações da Folhapress. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Os comentários são pessoais, é não representam a opinião deste blog.

Muito obrigado, Infonavweb!

Topo