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sexta-feira, 8 de março de 2019

Procurador vê discrepância em laudos sobre sanidade de Adélio

Processo contra o esfaqueador confesso de Bolsonaro está suspenso até que haja conclusão sobre sua sanidade mental

© Reuters / Ricardo Moraes

RIO DE JANEIRO, RJ, BELO HORIZONTE, MG, E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os dois laudos oficiais elaborados por peritos judiciais sobre a sanidade mental de Adélio Bispo, autor da facada contra Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral em Juiz de Fora (MG) em setembro, têm divergências que motivaram pedido de esclarecimento do Ministério Público Federal.


O teor do laudos não foi divulgado porque os procedimentos encontram-se em sigilo de Justiça. O procurador do caso, Marcelo Medina, afirmou que as duas avaliações oficiais apresentam contradições que não foram explicadas pelos peritos nas conclusões dos documentos.
O processo contra Adélio está suspenso até que haja conclusão sobre sua sanidade mental. Três laudos já foram elaborados no caso. O primeiro, um laudo particular apresentado pela defesa, provocou pedido de uma avaliação judicial oficial.
O segundo laudo foi produzido por um psicólogo profissional a pedido dos dois peritos nomeados pela Justiça Federal para a avaliação da sanidade do réu. Esse documento seria um apoio ao terceiro e definitivo laudo judicial, assinado pelos próprios peritos nomeados, que são psiquiatras.
De acordo com Medina, são esses dois últimos documentos -o laudo psicológico e o laudo psiquiátrico– que contêm divergências.
Segundo a reportagem apurou com uma fonte ligada às investigações do caso, um dos laudos oficiais diz que Adélio foi diagnosticado com "transtorno delirante permanente paranoide". A reportagem apurou ainda que tanto o laudo apresentado pela defesa do agressor quanto o laudo final da Justiça apontam doença mental, mas divergem quanto ao grau.
Caso a insanidade fique comprovada, Adélio poderia se tornar inimputável e cumprir pena em um manicômio judiciário. Segundo o procurador, apesar de a tese de insanidade ser perseguida por muitas defesas, nem sempre ela gera pena benéfica para o réu, que pode ser condenado a passar o resto de sua vida em uma unidade para detentos com problemas mentais.
Adélio está preso atualmente na penitenciária federal de Campo Grande (MS). Com informações da Folhapress.
Via...NOTÍCIAS AO MINUTO

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