quarta-feira, 28 de abril de 2021

Policiais realizam busca em apartamento de advogado de Trump em Nova York

 

O ex-prefeito de Nova York é investigado por sua ligação com o governo e com oligarcas da Ucrânia

© Amr Alfiky/Reuters

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma equipe de policiais federais realizou nesta quarta-feira (28) uma operação de busca e apreensão no apartamento do ex-prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani -que é advogado pessoal do ex-presidente Donald Trump.

De acordo com o jornal The New York Times, o primeiro a noticiar a operação desta quarta, os agentes apreenderam inclusive aparelhos eletrônicos que pertencem a Giuliani e que estavam em seu apartamento em Manhattan.

O ex-prefeito de Nova York é investigado por sua ligação com o governo e com oligarcas da Ucrânia, em um caso que está conectado indiretamente ao primeiro processo de impeachment aberto contra Trump -e do qual ele foi absolvido pelo Senado americano no início de 2020.

Segundo a investigação, Giuliani teria feito lobby dentro do governo dos Estados Unidos a mando de Kiev e de empresários do país do leste europeu.

A lei americana estabelece que é crime tentar influenciar o governo por ordem de uma nação estrangeira sem informar com antecedência o Departamento de Justiça -o que Giuliani não fez.

Em troca, os oligarcas e as autoridades ucranianas teriam prometido buscar informações comprometedoras sobre o então principal candidato democrata à presidência dos EUA, Joe Biden -que acabou vencendo a eleição contra Trump em novembro do ano passado, impedindo assim a reeleição do republicano.

Foi exatamente a pressão de Trump sobre o então presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, para investigar Biden que deu início ao primeiro processo de impeachment contra ele.

Além disso, os agentes também querem saber se Giuliani teria recebido propina dos empresários ucranianos para atuar como uma espécie de lobista informal dentro da Casa Branca.

Ainda segundo o New York Times, os promotores que cuidam do caso contra o ex-prefeito de Nova York chegaram a avaliar a possibilidade de realizar a ação de busca no segundo semestre de 2020 -quando Trump ainda era presidente, portanto-, mas a ideia foi vetada pela cúpula do Departamento de Justiça.

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