segunda-feira, 5 de abril de 2021

Variante do coronavírus circulou em 15 países antes de ser detectada

 

"Quando descobrimos a variante do Reino Unido em dezembro, esta já estava se espalhando silenciosamente pelo mundo", afirmou à CNN Lauren Ancel Meyers

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Uma pesquisa realizada por investigadores da Universidade do Texas, em Austin, nos Estados Unidos, indica que possivelmente uma variante não identificada do novo coronavírus SARS-CoV-2, causador da doença da Covid-19, já estava circulando por vários países em 2020, antes mesmo de ser detectada pelos cientistas.

De acordo com o estudo, divulgado pela CNN, a variante "altamente contagiosa" teria se propagado durante meses nos Estados Unidos no ano passado. Estirpe essa do vírus que viria posteriormente a ser detectada no Reino Unido, país onde existe mais evidências do aparecimento da' variante B117. 

O estudo, publicado no jornal científico Emerging Infectious Diseases, indica que de fato essa cepa terá se disseminado pelo mundo muito antes de ser identificada na Grã-Bretanha. 

Para efeitos desse estudo, os pesquisadores analisaram dados de 15 países, estimando simultaneamente a possibilidade de viajantes provenientes do Reino Unido terem introduzido a estirpe nesses 15 locais entre 22 de setembro e 7 de dezembro de 2020. Consequentemente, os especialistas concluíram que variante B117 deve ter atingido todos os locais por volta do mês de novembro.

"Quando descobrimos a variante do Reino Unido em dezembro, esta já estava se espalhando silenciosamente pelo mundo", afirmou à CNN Lauren Ancel Meyers, diretora da Covid-19 Modeling Consortium da Universidade do Texas em Austin e professora de biologia integrativa.

"Estimamos que a variante B117 provavelmente chegou aos EUA em outubro de 2020, dois meses antes de sabermos que existia", contou. 

Meyers aponta que o estudo "enfatiza a importância de manter uma vigilância laboratorial" sobre a Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2. 

"O sequenciamento rápido das amostras do vírus é crítico para detectar e rastrear novas variantes que podem ser problemáticas num futuro próximo", concluiu a professora. 

VIA...NOTÍCIAS AO MINUTO

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