Índice bate recorde histórico impulsionado pela expectativa de cortes na Selic a partir de março, reforçada pela ata do Copom, além do fluxo estrangeiro, alta das bolsas em Nova York e valorização do petróleo no mercado internacional
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Além do cenário doméstico favorável, o movimento positivo também é sustentado pela alta das bolsas de Nova York e pela valorização do petróleo. Na B3, o clima é amplamente otimista, com nenhuma das 85 ações da carteira teórica operando em queda.
“A ata do Copom confirmando que haverá cortes de juros é positiva. O Banco Central projeta inflação de 3,2% no terceiro trimestre de 2027, muito próxima do centro da meta, de 3,0%. Não é um horizonte distante”, afirma Felipe Cima, analista da Manchester Investimentos. Segundo ele, ainda há efeitos do aperto monetário a serem absorvidos pelo IPCA, mas a queda dos juros tende a beneficiar a economia. “Se não fosse o mercado de trabalho apertado, o ciclo já poderia ter começado”, completa.
Na avaliação de Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital, a valorização do índice tem fundamento. “Há base para a alta, especialmente pela perspectiva de queda dos juros e pelo fluxo de capital estrangeiro”, diz. Ele ressalta, porém, que novos avanços devem ocorrer em um ambiente de maior volatilidade, dependente de dados macroeconômicos e da percepção de risco.
Os investidores também analisam a Pesquisa Mensal Industrial (PIM). Em dezembro, a produção industrial caiu 1,2% frente a novembro, resultado mais fraco do que o esperado. Na comparação com dezembro de 2024, houve alta de 0,4%, enquanto o avanço acumulado em 12 meses ficou em 0,6%.
Nos Estados Unidos, o mercado acompanha a paralisação parcial do governo. O presidente Donald Trump afirmou que assinará um acordo de financiamento “imediatamente” quando o texto chegar à sua mesa. A divulgação do relatório Jolts de criação de vagas foi adiada para 19 de fevereiro, assim como já havia ocorrido com o payroll, previsto para esta semana.
Sobre a ata do Copom, divulgada nesta manhã, a economista-chefe do Inter, Rafaela Vitória, avalia que o documento reforça a leitura de melhora do cenário. “O comitê reconheceu a desaceleração da inflação e a melhora do ambiente externo, abrindo espaço para o início da flexibilização monetária”, afirma. Ainda assim, ela projeta cautela. “Esperamos um corte inicial de 50 pontos-base, ritmo que deve ser mantido no cenário atual”, diz. O Inter estima a Selic em 12,50% ao fim do ano.
Às 11h33, o Ibovespa avançava 2,17%, aos 186.768,43 pontos, em nova máxima histórica. No mesmo horário, o dólar recuava 0,97%, cotado a R$ 5,2095, enquanto os juros futuros também operavam em queda.
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