Os pesquisadores encontraram padrões específicos em pessoas já diagnosticadas com Parkinson que não aparecem em indivíduos saudáveis. Esses biomarcadores podem ajudar no diagnóstico precoce e ampliar as chances de prevenir danos mais graves ou retardar ao máximo a progressão da doença.
Segundo Annikka Polster, uma das responsáveis pelo estudo, o fato de esses padrões surgirem apenas em estágios iniciais e deixarem de ser ativados quando a doença já está avançada torna relevante o foco nesses mecanismos para o desenvolvimento de tratamentos futuros. A declaração foi reproduzida pela Fox News.
De acordo com a pesquisadora, os resultados refletem fases iniciais da biologia da doença e abrem caminho para exames de triagem mais amplos a partir de amostras de sangue, um método considerado acessível e de baixo custo. Os achados foram publicados na revista científica npj Parkinson's Disease.
O estudo também indica que as pesquisas devem avançar para compreender melhor o funcionamento desses biomarcadores. A expectativa é que a análise dos mecanismos em tempo real ajude a identificar formas de interromper o processo da doença e apontar medicamentos potencialmente eficazes.
Apesar do potencial, os cientistas destacam limitações. A atividade genética representa apenas uma parte do que ocorre no cérebro, e o uso de determinados medicamentos pode interferir nos resultados obtidos, segundo a Fox News.
Sinais de alerta precoces do Parkinson
A doença de Parkinson é causada pela redução de uma substância que atua como mensageiro químico no cérebro, responsável pelo controle dos movimentos, conforme explica o site da rede de saúde CUF.
Em entrevista ao site Health, o neurologista Earl R. Dorsey listou alguns sintomas iniciais da doença. Entre eles está a perda do olfato, comum em grande parte dos pacientes ao longo do desenvolvimento do Parkinson.
A constipação intestinal também é um sinal frequente, assim como tremores, que podem afetar não apenas as mãos, mas também a região abdominal e o tórax. Distúrbios do sono, dificuldade para dormir e interrupções frequentes durante a noite são outros sintomas que merecem atenção.
Mudanças na caligrafia, lentidão de movimentos e alterações na fala também podem ocorrer, tornando a voz mais rouca ou arrastada. Além disso, a ansiedade pode ser um indicativo precoce da doença, resultado de alterações químicas no cérebro associadas ao Parkinson.
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