Empresário afirma que acionou fiscalização e nega irregularidades nos alimentos; estabelecimento segue interditado; Ministério Público apura caso paralelo à Polícia Civil; vítima foi enterrada nesta quarta (18)
| Imagem de Igor Ovsyannykov por Pixabay |
Em vídeo divulgado na noite de terça-feira (17), o empresário Marcos Antônio, 24, disse estar "sem acreditar" no ocorrido e afirmou que sempre prezou pela qualidade dos produtos vendidos no estabelecimento.
"Estava tudo normal no domingo e, de repente, tudo começou a desmoronar (...) Estou sem acreditar também, não sei o que aconteceu. Eu mesmo entrei em contato com a vigilância sanitária e convidei eles para fazer a fiscalização e me derem respostas do que ocorreu", afirmou.
Segundo Marcos Antônio, o estabelecimento tem seis anos de funcionamento e nunca havia registrado episódio semelhante. "Jamais tive a intenção de machucar ou prejudicar qualquer pessoa. Meu comércio é minha vida. Seria a última coisa que eu faria prejudicar justamente os clientes que garantem meu sustento."
A advogada do empresário, Raquel Dantas, disse que, durante a inspeção inicial, não foram identificados alimentos vencidos ou estragados que indicassem a origem da contaminação. Segundo ela, os produtos foram recolhidos para análise pericial, que deve apontar as causas do episódio.
A defesa afirmou ainda que a interdição da pizzaria ocorreu por questões estruturais, como ausência de revestimento em paredes e irregularidades em instalações elétricas, e não por evidências diretas de contaminação nos alimentos.
O caso também passou a ser investigado pelo Ministério Público da Paraíba, além da Polícia Civil. Segundo a promotoria, foi instaurado um procedimento administrativo para apurar as circunstâncias do episódio.
A promotora Patrícia Napoleão de Oliveira requisitou informações a órgãos como Vigilância Sanitária, Polícia Civil e o Hospital Regional de Pombal. A partir das respostas, o Ministério Público deve definir os próximos passos da investigação.
A Polícia Civil da Paraíba informou que já ouviu o proprietário da pizzaria e também colheu depoimentos de pessoas que passaram mal após consumirem alimentos no local e que já receberam alta. O conteúdo dos depoimentos não foi divulgado.
A corporação apura a possível relação entre os casos de intoxicação alimentar e o consumo de produtos vendidos no estabelecimento. Amostras de alimentos e outros materiais foram recolhidas para perícia, e exames também devem apontar a causa da morte. Segundo a Polícia Civil, o prazo para a conclusão do inquérito é de 10 dias.
A vítima, Raíssa Maritein Bezerra e Silva, morreu na manhã de terça-feira (17) após dar entrada no hospital com sintomas como diarreia, vômitos e dor abdominal. Ela havia comido na pizzaria na noite de domingo (15), segundo familiares.
Uma criança de 8 anos que também passou mal após comer no restaurante está internada -o resto das pessoas já foi liberado.
O enterro ocorreu na manhã desta quarta-feira (18), no cemitério São Francisco, na cidade. O velório foi realizado na noite anterior, com missa de corpo presente.
Raíssa era servidora da prefeitura de Pombal e trabalhava na Secretaria Municipal de Meio Ambiente. A administração municipal divulgou nota de pesar.
VIA… NOTÍCIAS AO MINUTO
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