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domingo, 15 de março de 2026

Pessoas difíceis (e irritantes) nos envelhecem mais rápido, diz estudo

Um novo estudo, publicado na revista PNAS, apurou que conviver com pessoas difíceis, irritantes ou impertinentes acelera o processo de envelhecimento, dado o aumento do nível de stress e outros fatores causadores.

Imagem de StockSnap por Pixabay

Pessoas problemáticas ou difíceis com quem você convive — seja no trabalho ou no círculo pessoal — podem estar acelerando o seu envelhecimento, segundo um novo estudo publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Os pesquisadores destacam que esse tipo de relação não é raro. Pelo contrário, essas experiências são “vivenciadas de forma desproporcional por indivíduos que enfrentam maiores vulnerabilidades sociais e de saúde”, o que pode contribuir para o processo de envelhecimento.

Em outras palavras, quanto mais relacionamentos desse tipo uma pessoa tem, pior pode ser para a sua saúde.

Como pessoas difíceis afetam a saúde?

A pesquisa mostrou que, para cada “incômodo” ou relação estressante na vida de uma pessoa, o envelhecimento biológico acelerava cerca de 1,5% — o equivalente a aproximadamente nove meses.

Os pesquisadores acreditam que isso acontece porque interações negativas sobrecarregam de forma crônica o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HPA) do organismo, responsável por regular hormônios do estresse, como o cortisol e a adrenalina.

Assim, o estresse causado por lidar com pessoas consideradas “provocadoras” pode gerar inflamação persistente, um fator associado ao envelhecimento. Esse processo pode ser um exemplo de carga alostática — um tipo de “desgaste” que ocorre quando o organismo precisa se adaptar repetidamente ao estresse contínuo.

Isso também pode explicar por que pessoas que convivem com indivíduos considerados mais problemáticos apresentam, em média, piores resultados em indicadores de saúde, mais sintomas psiquiátricos, alterações no funcionamento do eixo HPA e maior relação cintura-quadril, um indicador ligado a riscos metabólicos.

O estudo também destaca que quase 30% da população lida com estresse causado por “pessoas irritantes”.

Que tipos de pessoas difíceis existem?

A pesquisa analisou diferentes tipos de relações sociais, desde familiares e conhecidos até maridos ou esposas.

Segundo o estudo, relações marcadas por obrigação ou convivência inevitável têm maior probabilidade de se tornar problemáticas.

“Relações caracterizadas por obrigação, espaço compartilhado ou interdependência estrutural — como pais, filhos, colegas de trabalho ou colegas de quarto — têm maior probabilidade de ser problemáticas do que relações voluntárias e escolhidas, como amigos, membros da igreja ou vizinhos”, afirmam os autores.

O estudo também aponta que parentes considerados difíceis são os mais associados ao envelhecimento acelerado, enquanto pessoas problemáticas fora da família parecem afetar mais indicadores de saúde ligados ao risco de mortalidade.

VIA… NOTÍCIAS AO MINUTO  

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