Segundo a emissora CBS News, Gustavo Guimarães teria sacado uma arma durante a abordagem, o que levou os policiais a reagirem com disparos. A família contesta essa versão.
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| © Reprodução / Redes Sociais |
"Concordo que a polícia deve agir quando ameaças perigosas colocam em risco suas vidas e a segurança de outras pessoas, mas essa narrativa não mostra o quadro completo e é imprecisa. Gus não tinha uma arma. Ele não é imigrante. Ele é cidadão dos Estados Unidos", disse em entrevista divulgada pelo GLOBO um familiar, que pediu para não ser identificado.
O caso ocorreu no estacionamento de um centro comercial na New MacLand Road, onde funciona um supermercado da rede Publix. A investigação está a cargo do Departamento de Investigação da Geórgia (GBI). Gustavo tinha dupla nacionalidade e vivia nos Estados Unidos havia cerca de duas décadas.
De acordo com a polícia local, os agentes foram acionados por volta das 21h para atender uma ocorrência envolvendo uma pessoa em possível surto psicótico. O homem, morador da cidade de Acworth, estava no estacionamento quando foi abordado. Cerca de uma hora após o início da ocorrência, segundo a polícia, ele teria sacado uma arma de fogo. Diante da situação, aproximadamente sete policiais abriram fogo. Gustavo foi atingido quatro vezes — três tiros no peito e um na nuca. Ele chegou a ser levado a um hospital da região, mas não resistiu.
A família afirma que ele apresentava sintomas que poderiam indicar esquizofrenia, embora nunca tivesse recebido diagnóstico formal e nunca tivesse demonstrado comportamento violento. Segundo parentes, ele também era contrário ao armamento.
Na semana de sua morte, Gustavo teria concordado em buscar ajuda psicológica. A mãe então ligou para o 988, serviço telefônico de apoio a pessoas em crise de saúde mental nos Estados Unidos. Após o contato, duas profissionais de saúde se encontraram com ele no estacionamento do supermercado para avaliá-lo. A polícia chegou cerca de 30 minutos depois.
Uma ambulância também foi chamada e levou a mãe de Gustavo ao hospital após ela apresentar sinais de ansiedade, queda de pressão e histórico de problemas cardíacos.
"Ele nunca foi agressivo, mas acreditava estar sempre sendo perseguido e tinha dificuldades de encontrar um emprego, o que nos fazia acreditar que ele apresentava sinais de esquizofrenia. Quando as profissionais conversavam com ele, ele estava bem, lúcido, conversando normalmente. Ele só entrou em surto quando a polícia chegou, justamente por medo de ser capturado por policiais. A mãe não queria sair de perto do filho, mas quando ela foi levada ao hospital, o Gustavo foi morto", relatou um familiar.
O corpo foi reconhecido por um irmão, mas ainda não havia sido liberado para o funeral.
"Essa foi uma ligação para o 988 que deu muito errado, e a história completa não está sendo retratada. Somos sensíveis aos policiais que precisaram atender a essa ocorrência naquela noite e ao que eles podem estar enfrentando após a situação, e estamos rezando pelo estresse que possam estar vivendo. No entanto, todos nós estamos no meio disso, com poucas informações e muita desinformação", declarou outro parente.
Nenhum policial ou civil ficou ferido. Como é padrão em casos de mortes durante intervenções policiais na Geórgia, o GBI assumiu a investigação. Após a conclusão do inquérito, o material será enviado ao promotor do condado de Cobb, que decidirá se haverá responsabilização criminal.
Segundo autoridades estaduais, este foi o 16º caso de disparos envolvendo policiais registrado na Geórgia em 2026, sendo oito deles com morte.
VIA… NOTÍCIAS AO MINUTO

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