A expressão reúne buscas relacionadas ao assassinato da deputada Ceci Cunha, em 16 de dezembro de 1998; alvane Albuquerque foi condenado pela Justiça a 103 anos de prisão como mandante do crime
| Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil/Arquivo |
De acordo com a revista 'Veja', em 7 de abril de 1999, o plenário da Câmara dos Deputados decidia acerca da cassação do mandato do suplente Talvane Albuquerque, acusado à época de assassinar a titular Ceci Cunha, em 16 de dezembro de 1998. Na ocasião, Albuquerque foi cassado com 427 votos, sendo que Jair Bolsonaro foi um dos 29 parlamentares a votar pela manutenção do cargo do colega.
Segundo a 'Gazeta do Povo', o assassinato não foi o motivo da cassação, já que Albuquerque só foi condenado anos depois. A quebra de decoro foi motivada por vários fatos, como a proximidade com o matador Maurício Guedes, conhecido como “Chapéu de Couro”, que incluía ter informação de intenção de assassinato de outros colegas e auxílio à família dele, coisas que o próprio deputado confirmou na Câmara.
Ceci foi brutalmente assassinada em Maceió, juntamente com o marido e outros dois familiares. Talvane, primeiro suplente da parlamentar, foi apontado pelo Ministério Público como mandante da chacina, motivada pelo interesse em assumir sua vaga na Câmara Federal. Anos depois, Talvane Albuquerque foi condenado pela Justiça a 103 anos de prisão como mandante do crime.
Agora, a história voltou à tona por conta de ligações da família Bolsonaro com outra figura do entorno de Ceci Cunha. A vice-governadora eleita Célia Rocha, que era amiga próxima da vítima, declarou apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente.
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