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domingo, 4 de dezembro de 2016

Bombeiro confunde AVC com bebedeira e demora a prestar socorro a vítima

Vítima teve danos irreversíveis no sistema nervoso central; Estado pagará R$ 60 mil de indenização mais pensão mensal

© Pixabay
Um homem será indenizado pelo governo de Santa Catarina após os Bombeiros confundirem os sintomas de um AVC com sinais de "bebedeira". Por conta da demora no atendimento, a vítima teve danos irreversíveis no sistema nervoso central.

O morador de Santa Catarina processou o Estado, que deverá indenizá-lo em R$ 60 mil por danos morais mais pensão mensal no valor de um salário mínimo até que ele complete 70 anos, de acordo com o Migalhas.
"Evidente a responsabilidade do ente público pela ocorrência do infortúnio, uma vez que demonstrado o ato negligente praticado por seus prepostos, que não prestaram o devido socorro ao autor, vítima de um AVC, fato que resultou na 'perda funcional do sistema nervoso central/enfermidade incurável' decorrente da demora no atendimento médico", diz a decisão judicial.

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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Ex-diretor da OAS absolvido pela Justiça teve depressão na prisão

Coutinho foi condenado por Moro por corrupção, lavagem de dinheiro e por pertencer a uma organização criminosa, mas solto após doius anos por não haver provas

© José Cruz/Agência Brasil
Mateus Coutinho de Sá, um dos executivos da empreiteira OAS preso na 7ª fase da Operação Lava Jato, em 14 de novembro de 2014, foi absolvido pela Justiça. Ele contou que passou por momentos de depressão nestes mais de dois anos preso na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba.

De acordo com matéria da Folha de S. Paulo, a acusação contra Coutinho era ajudar na distribuição de propina em contratos da OAS com a Petrobras em obras da Refinaria Getúlio Vargas e Refinaria do Nordeste Abreu e Lima.
Condenado pelo juiz Sérgio Moro por corrupção, lavagem de dinheiro e por pertencer a uma organização criminosa, Coutinho foi absolvido na última quarta-feira (23), com a alegação que não havia provas de que ele havia cometido esses crimes.
Ele foi colocado em uma cela com os empreiteiros Erton Medeiros Galvão, presidente da Galvão Engenharia, João Auler, ex-presidente do conselho administrativo da Camargo Corrêa, e Sérgio Cunha Mendes, vice-presidente e herdeiro da Mendes Júnior. Por ser o mais novo, Coutinho dormia em um colchão no chão. 
O executivo conta que sentia muita saudade de sua filha, caindo em depressão.
Coutinho colocou tornozeleira e foi pra casa no dia 28 de abril de 2015. Em agosto daquele ano, o juiz trocou a prisão domiciliar por medidas cautelares.
Desde que foi preso, muita coisa na vida do executivo mudou. Ele perdeu o emprego na OAS, foi proibido de manter contato com outros réus e teve de entregar o seu passaporte. Além disso, o seu casamento também terminou.

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