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quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Secretário-executivo do Ministério da Previdência tem prisão decretada

Adroaldo Portal é alvo de nova fase da Operação Sem Desconto do INSS

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, Adroaldo Portal, teve a prisão preventiva decretada e é alvo da nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal, na manhã desta quinta-feira (18). Ele é acusado de envolvimento no esquema nacional de descontos não autorizados em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Governo estuda busca ativa de aposentados com descontos indevidos

Até o momento, cerca de 3,7 milhões de beneficiários foram ressarcidos

© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, disse nesta quarta-feira (12) que o governo estuda a possibilidade de realizar uma busca ativa de aposentados e pensionistas que tiveram descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e que ainda não solicitaram ressarcimento.

domingo, 12 de outubro de 2025

Rio lança benefício para famílias em extrema vulnerabilidade social

Cartão é voltado para famílias com crianças de até 4 anos de idade

© Instituto do Câncer Infantil/Divulgação

A prefeitura do Rio de Janeiro lançou neste domingo (12), Dia das Crianças, o cartão Primeira Infância Carioca, na Vila Olímpica da Maré, zona norte da capital. O programa de transferência de renda alimentar é voltado para famílias em situação de extrema vulnerabilidade social. 

quinta-feira, 13 de junho de 2024

WhatsApp bloqueia opção de fazer printscreen em fotos de contatos

Objetivo é reforçar a segurança dos utilizadores deste aplicativo

@ Pixabay

O WhatsApp decidiu bloquear as capturas de tela das fotografias de perfil de outros contatos em dispositivos iOS, com uma interface que indica que não é possível realizar esta ação.

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Zuckerberg: Facebook ainda não está preparado para enfrentar fake news

"Acho que levará cerca de três anos para adaptar tudo", afirmou o CEO da rede social

© Reuters / Francois Lenoir
O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, disse que a rede social não tinha mecanismos para lidar com as notícias falsas durante a eleição americana em 2016 e revelou que só no fim de 2019 a plataforma estará completamente pronta para enfrentar a disseminação de boatos e as novas ameaças de segurança.

sábado, 7 de julho de 2018

Twitter suspende mais de 70 milhões de contas em dois meses, diz jornal

Remoção de contas indesejadas pode resultar em um raro declínio no número de usuários mensais no segundo trimestre

© Kacper Pempel/Reuters

O Twitter suspendeu mais de 1 milhão de contas por dia nos últimos meses para diminuir o fluxo de desinformação sobre a plataforma, publicou o Washington Post nesta sexta-feira (6), citando dados a que teve acesso.

terça-feira, 3 de julho de 2018

Facebook decidiu acabar com app que adquiriu há oito meses

A empresa justifica a escolha com o fato dos apps serem pouco utilizados

© DR
O Facebook anunciou que decidiu acabar com três aplicativos que estavam sob sua responsabilidade, sendo eles a Moves, a Hello e a tbh, o qual só havia sido adquirida há oito meses.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Cidade testará distribuição de renda mínima de R$ 9,5 mil

Experimento ocorrerá por um ano na cidade suíça de Rheinau e será tema de filme

© Arnd Wiegmann/Reuters

A cidade suíça de Rheinau, localizada na fronteira com a Alemanha, testará a "renda básica de cidadania" por um ano. O projeto visa conceder um salário mínimo mesmo a pessoas que não trabalham.

quarta-feira, 28 de março de 2018

Descubra o que o Facebook sabe sobre você (e por que isso importa)

Pacote de dados está disponível para download

© Reuters

O Facebook esteve envolvido recentemente em um escândalo sobre o uso indevido de dados de 50 milhões de usuários da rede social, usados sem consentimento pela consultoria Cambridge Analytica para fazer propaganda do então candidato à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump. Agora, o caso está sendo apurado pela Comissão Federal de Comércio dos EUA.

domingo, 11 de março de 2018

Facebook diz que mudança de algoritmo está em defesa da comunidade

Representantes defendem conexões mais fortes ao melhorar a qualidade do tempo gasto na rede social

© Pixabay
Durante o festival de economia criativa e tecnologia South by Southwest, representantes do Facebook estão reforçando o discurso de que a mudança de algoritmo da rede social, que prioriza conteúdo de amigos, trabalha em defesa da sociedade.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Instagram permite bloquear comentários e denunciar lives suspeitas

Ideia da rede social é diminuir mensagens de ódio e oferecer ajuda a usuários

© Instagram
Três meses após testar o recurso em inglês, o Instagram liberou, em outras línguas, a função de filtrar determinadas palavras, o que diminuiria comentários de ódio ou bullying. O filtro foi ampliado para quem usa o aplicativo em árabe, francês, alemão e português.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Cansou da foto de perfil no Facebook? Faça um vídeo

A possibilidade existe para quem tem tanto Android como iOS

© DR
Escolher a foto do perfil do Facebook pode ser um martírio para muita gente. Por anos, ela foi a única maneira de se identificar na rede social. Porém, agora é possível deixar a estática de lado e fazer um vídeo de perfil. 

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Perfil desconhecido no Facebook? Veja se é falso com esta extensão

Os developers indicam que por enquanto a precisão da extensão é de 90%

© DR
Quem tem uma conta no Facebook ou no Messenger já deve ter recebido um pedido de amizade de uma pessoa que não conhecia. Aceitar, muitas vezes, representa um perigo - ou, ainda, aborrecimento. Além disso, essa conta pode ser um perfil falso.

terça-feira, 12 de julho de 2016

Justiça rejeita denúncia contra Val Marchiori e MPF recorre

A empresa da socialite é suspeita de obtenção de empréstimo mediante fraude

© Showbiz
A socialite Val Marchiori foi acusada, há cerca de dois meses, de ter obtido uma empréstimo de R$ 2,7 milhões do BNDES, por meio do Banco do Brasil, mediante fraude. No entanto, Ministério Público Federal em São Paulo recorreu da decisão da Justiça Federal em São Paulo, que rejeitou processo contra ela. O irmão dela, Adelino Marchiori, e o gerente do Banco do Brasil responsável pelo empréstimo, Alexandre Canizella também foram denunciados. 

Em 2013, de acordo com o MPF, a empresa Veloz Empreendimenos, de Adelino, forjou um termo de prestação de serviços falso com a empresa da irmã, a Torke Empreendimentos, com a intenção de obter financiamento para a compra de cinco caminhões e cinco reboques, informa O Globo. 
O gerente do BB que sugeriu aos dois tal procedimento, afim de fraudar regra do BNDES que não permitia operações de crédito para empresas com objeto social incompatível com a linha de crédito pretendida, aponta apuração do MPF. 
Como a Veloz não tinha capacidade financeira para pleitear o empréstimo, usou a Torke, sem experiência na área de transportes, para este fim. 
O juiz Silvio Luís Ferreira da Rocha, da 10ª Vara Federal Criminal, negou o início da ação penal, alegando “ausência de justa causa” para o processo e “atipicidade de conduta”, além de notar haver na ação a falta “dos pressupostos mínimos necessários” para ela seguir em frente. 
Já o MPF defende que “a alteração do objeto social da Torke serviu somente para viabilizar, por via transversa, o empréstimo almejado pela Veloz, tendo o Banco do Brasil pleno conhecimento de tal conduta”. 
Em nota, Val Marchiori nega ter havido irregularidades no processo. “Todas as minhas atividades, bem como as da empresa Torke, foram e são absolutamente lícitas e regulares. Repudio veementemente a acusação, e tenho a certeza de que o Poder Judiciário não se deixará pressionar e impressionar pela publicidade indevidamente dada a esse caso", escreveu a socialite sobre o caso, na época em que foi tornado público.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

A visão sobre o amor muda aos 30 anos

Se aos 20 começam as primeiras relações sérias, é aos 30 que o amor passa a ser visto com ‘olhos de ver’

iStock
A forma como uma pessoa avalia e define o amor nunca é igual, mas é a partir dos 30 anos que cresce a clareza e a certeza quanto ao sentido da palavra e tudo o que esta acarreta para a vida pessoal, amorosa, social e até mesmo profissional.

Segundo o site Bustle, é aos 30 anos que as pessoas começam a mudar a forma como olham para o amor, reconhecendo o sentimento no seu estado mais ‘cru’… ou talvez menos apaixonado.
A título de exemplo, é aos 30 anos que aumenta a vontade de encontrar a cara-metade, uma vez que nesta idade a vida profissional e financeira está mais estável mais recetiva à entrada de uma nova pessoa.
Para quem já está numa relação (duradoura ou não), é nesta idade que se perde toda e qualquer vergonha para ter as ‘grandes’ conversas e que tanto podem ser um mar de rosas, como levar qualquer pessoa até ao ‘inferno’. E quando estas conversas não acontecem da melhor maneira – ou simplesmente confirmam o que já era esperado – é aos 30 anos que se ganha coragem para virar as costas e começar do zero, uma vez que é nesta fase da vida que se tem uma maior noção e consciência dos objetivos e dos propósitos.
Contudo, nem tudo tem que acontecer mal aos 30 anos, até porque é com esta idade que os homens e as mulheres começam a querer mais intimidade, apostando em relações mais sólidas, sexualmente satisfatórias e, acima de tudo, em relações mais comunicativas. 

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Filha de Sérgio Machado gastava 40 mil euros em grife francesa

Gastos ocorriam em uma única loja. Outros três filhos do ex-presidente da Transpetro fecharam acordos de delação premiada

DR
A filha do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado chegava a gastar 40 mil euros em uma única compra em lojas na grife francesa Hermès. A informações é da Coluna do Estadão neste domingo (5). A herdeira também fazia viagens regulares Courchevel, uma estação de esqui nos Alpes franceses.

Em gravações divulgadas na semana passada, Machado entregou três integrates da cúpula do PMDB: Romero Jucá, Renan Calheiros e José Sarney. Ele fechou acordo de delação premiada e deve revelar um esquema que movimentou cerca de R$ 1 bilhão.
De acordo com a coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, três filhos de Machado também farão delações: Expedito Neto, Sérgio Machado Filho, ex-funcionário do Credit Suisse, e Daniel Machado.

domingo, 22 de maio de 2016

Escritor Fernando Morais rasga ficha de filiação ao PMDB

O jornalista Audálio Dantas também teve a mesma atitude e se desfiliou do partido.

CUT / Roberto Parizotti

O escritor Fernando Morais anunciou sua desfiliação do PMDB e rasgou a ficha de filiação durante participação no evento 'Grito pela Democracia', que aconteceu neste sábado (21), em São Paulo. O ato reuniu intelectuais, artistas, lideranças sociais e políticas para definir a estratégia de resistência ao governo do presidente interino Michel Temer. O jornalista Audálio Dantas também teve a mesma atitude e se desfiliou do partido.
Dentre os participantes do evento estavam o diretor de teatro José Celso Martinez, o cientista Miguel Nicolelis, a filosofa Marilena Chauí, o escritor Marcelo Rubens Paiva, a cartunista Laerte, o poeta Sérgio Vaz, o professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC (UFABC) Gilberto Maringoni, etc.  
"Nem nos meus piores pesadelos imaginei que ele (Temer) conseguiria, em menos de dez dias, fazer todas as lambanças que tem feito, acabando com o ministério da Cultura, com representatividade zero de mulheres e negros no alto escalão", comenta Camilo Vannuchi, um dos organizadores do Grito pela Democracia, em entrevista ao jornal Nacional Brasil, da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), em parceria com a Rádio Brasil Atual, segundo o site 'Brasil 247'.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

13 motivos que podem levar à justa causa no trabalho

Reprodução
Muita gente tem dúvidas sobre os motivos que podem levar um funcionário a ser demitido por justa causa. Além das faltas graves, pequenos e médios erros dentro da empresa podem fazer com que alguém perca o emprego. 
Caso o motivo seja leve, é importante que o funcionário seja advertido três vezes e, logo em seguida à terceira advertência, ocorra a dispensa. Caso contrário, a justiça entende que ocorreu o perdão. Em termos de motivos médios, basta uma advertência.
Confira abaixo 13 motivos que podem levar à justa causa, segundo Gilberto de Jesus da Rocha Bento Júnior, advogado e contabilista especializado em direito tributário, direito empresarial, direito processual, empreendedorismo e direito constitucional:
1. Ato de improbidade 
Toda ação ou omissão desonesta do empregado que revele desonestidade, abuso de confiança, fraude ou má-fé, visando a uma vantagem para si ou para outrem;
2. Incontinência de conduta ou mau procedimento
São dois motivos semelhantes, mas não iguais. A primeira acontece quando o empregado comete ofensa ao pudor, pornografia ou obscenidade, desrespeito aos colegas de trabalho e à empresa. O mau procedimento caracteriza-se pelo comportamento incorreto ou irregular do empregado, como a prática de discrição pessoal, desrespeito, que ofendam a dignidade, tornando impossível ou onerosa a manutenção do vínculo empregatício.
3. Negociação habitual 
Ocorre justa causa se o empregado, sem autorização expressa do empregador, por escrito ou verbalmente, exerce, de forma habitual, atividade concorrente, explorando o mesmo ramo de negócio, ou exerce outra atividade que, embora não concorrente, prejudique o exercício de sua função na empresa.
4. Condenação criminal 
Uma vez que, cumprindo pena criminal, o empregado não poderá exercer atividade na empresa, ele é demitido por justa causa. A condenação criminal deve ter passado em julgado, ou seja, não pode ser recorrível.
5. Desídia
Na maioria das vezes, consiste na repetição de pequenas faltas leves, que se vão acumulando até culminar na dispensa. Isto não quer dizer que uma só falta não possa configurar desídia. São elementos materiais que podem gerar essas faltas: a pouca produção, os atrasos frequentes, as faltas injustificadas ao serviço, a produção imperfeita e outros fatos que prejudicam a empresa e demonstram o desinteresse do empregado pelas suas funções.
6. Embriaguez habitual ou em serviço 
Só haverá embriaguez habitual quando o trabalhador substituir a normalidade pela anormalidade, tornando-se um alcoólatra, patológico ou não. Para a configuração da justa causa, é irrelevante o grau de embriaguez e tampouco a sua causa, sendo bastante que o indivíduo se apresente embriagado no serviço ou se embebede no decorrer dele.
O álcool é a causa mais frequente da embriaguez. Nada obsta, porém, que esta seja provocada por substâncias de efeitos análogos (psicotrópicos). De qualquer forma, a embriaguez deve ser comprovada por exame médico pericial.
7. Violação de segredo da empresa 
Arevelação só caracterizará violação se for feita a terceiro interessado, capaz de causar prejuízo à empresa, ou a possibilidade de causá-lo de maneira apreciável.
8. Ato de indisciplina ou de insubordinação 
tanto na indisciplina como na insubordinação existe atentado a deveres jurídicos assumidos pelo empregado pelo simples fato de sua condição de empregado subordinado. A desobediência a uma ordem específica, verbal ou escrita, constitui ato típico de insubordinação; a desobediência a uma norma genérica constitui ato típico de indisciplina.
9. Abandono de emprego
A falta injustificada ao serviço por mais de trinta dias faz presumir o abandono do emprego, conforme entendimento jurisprudencial.
10. Ofensas físicas 
As ofensas físicas constituem falta grave quando têm relação com o vínculo empregatício, praticadas em serviço ou contra superiores hierárquicos, mesmo fora da empresa. As agressões contra terceiros, estranhos à relação empregatícia, por razões alheias à vida empresarial, constituirá justa causa quando se relacionarem ao fato de ocorrerem em serviço.
11. Lesões à honra e à boa fama
São considerados lesivos à honra e à boa fama gestos ou palavras que importem em expor outrem ao desprezo de terceiros ou por qualquer meio magoá-lo em sua dignidade pessoal.
Na aplicação da justa causa devem ser observados os hábitos de linguagem no local de trabalho, origem territorial do empregado, ambiente onde a expressão é usada, a forma e o modo em que as palavras foram pronunciadas, grau de educação do empregado e outros elementos que se fizerem necessários.
12. Jogos de azar
Quando se comprova a prática, por parte do colaborador de jogos no qual o ganho e a perda dependem exclusiva ou principalmente de sorte.
13. Atos atentatórios à segurança nacional
A prática de atos atentatórios contra a segurança nacional, desde que apurados pelas autoridades administrativas, é motivo justificado para a rescisão contratual.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Pontos de WiFi gratuito estão ameaçados no Brasil.


projeto de lei PL 3237/15, atrelado à polêmica CPI dos Crimes Cibernéticos, é uma ameaça aos pontos de acesso WiFi gratuitos no Brasil. O autor da lei é o deputado Vinicius Carvalho (PRB-SP), que exige no texto que o “administrador de sistema autônomo que preste serviço de conexão à internet disponível gratuitamente ao público em geral deverá manter cadastro atualizado dos seus usuários, de modo a permitir a disponibilização dos registros de que trata o § 1o, do art. 10 na forma prescrita por aquele dispositivo”.
Isso significa que qualquer um — empresa, instituição ou mesmo prefeitura — que ofereça acesso gratuito via WiFi será obrigado a cadastrar os usuários. Até o momento, essa proposta foi adiada por um pedido de vista, mas o deputado Carvalho reiterou que o "relatório da CPI dos cibercrimes recomendou que esse projeto fosse aprovado na sua integralidade".

Fim da privacidade?


O relator Fábio Sousa (PSDB-GO) concorda com o deputado Carvalho no que toca a exigência de um cadastro. Segundo Souza, "o Marco Civil trouxe um vazio legal que permite a atuação de criminosos na rede sem deixar rastro digital (...) Como consequência, indivíduos podem acometer toda sorte de crimes cibernéticos quando conectados a esses provedores menores com a certeza da impunidade, uma vez que seus registros de conexão poderão não ser guardados".
"Você será obrigado a registrar os seus dados em redes públicas"
Ou seja: cafés, restaurantes, bares, praças públicas, estações de metrô e até veículos de transporte coletivo que ofereçam WiFi gratuito, caso o projeto de lei seja aprovado, vão exigir que você cadastre os seus dados na rede para conseguir se conectar. Sobre dados, falamos em registros como CPF, RG e informações de notebooks e smartphones.
Você pode até pensar que isso é algo interessante, já que entrega ao Estado e empresas um controle maior sobre quem está utilizando a internet gratuita. Contudo, sobre qualquer projeto de lei — e sobre qualquer ação política tomada — é sempre necessário fazer uma pergunta, que vamos responder a seguir.
Vinicius Carvalho (PRB)

A quem interessa?

É cada vez mais comum a notícia de que domínios partidários foram invadidos na internet. Além disso, também está ficando comum a exposição de dados de políticos corruptos. Por último, ferramentas que pretendem trazer mais transparência para a política também vêm ganhando força.
Como exemplo, temos o BrasiLeaks, uma plataforma que recebe de forma anônima denúncias e documentos sobre casos escusos em empresas e Estado. Ainda, diversas células da Anonymous vêm derrubando e expondo dados de políticos investigados de maneira sistemática.
No final das contas, pode parecer que um projeto de lei que exija o cadastro de usuários em redes gratuitas tente ser uma busca para enfraquecer tais movimentos de exposição.
Fábio Sousa (PSDB)

Oposição rolando

O deputado Sibá Machado (PT-AC) pediu uma audiência pública para discutir o projeto de lei, marcado terreno como oposição. "Não vejo como essa ideia vai funcionar na prática, porque pegaria todos que têm ponto de internet, WiFi liberado, até em praça pública. Como armazenar dados sobre tudo isso? Vamos fazer uma audiência pública, discutir isso melhor", disse Machado.
Agora, o projeto teve a aprovação adiada, já que o líder do PT na Câmera pediu vista. 

terça-feira, 10 de maio de 2016

A história da frase “O Brasil não é um país sério” que o francês Charles de Gaulle nunca disse é mais divertida

Adicionar lAvenida Rio Branco, Rio, 1964: De Gaulle no Rolls Royceegenda

Leitores do Blog de Paris mencionaram em comentários a frase “Le Brésil n’est pas un pays serieux”  – “O Brasil não é um país sério” – popularmente atribuída a Charles de Gaulle. Como dizem em Portugal, vem muito bem a calhar em momentos recorrentes da história nacional. Ganha particular relevo se formulada pela figura mais respeitada da política francesa no século XX e reserva moral da velha democracia europeia. Sucede que, embora pudesse ter dito sem receber muita contestação embasada, De Gaulle nunca disse que o Brasil não era um país sério. O autor da frase é o diplomata brasileiro Carlos Alves de Souza Filho, embaixador do Brasil na França entre 1956 e 1964, genro do presidente Artur Bernardes.

Rolava o ano de 1962 e o contencioso entre o Brasil e França, conhecido como a Guerra da Lagosta – conflito em que, tal qual a famosa Batalha de Itararé, não se disparou um tiro nem rolou uma gota de sangue. O casus belli girava em torno da captura de lagostas por parte de embarcações de pesca francesas, em águas territoriais brasileiras, mais precisamente no litoral de Pernambuco. Alertado por pescadores brasileiros, a notícia chegou até o terceiro andar do Palácio do Planalto. O presidente João Goulart após reunião do Conselho de Segurança Nacional, mandou despachar para a região um formidável –  se considerado o tamanho da ameaça – contingente da Esquadra Nacional, apoiado pela Força Aérea Brasileira. De Gaulle, por sua vez, convocou o embaixador brasileiro para uma conversa no Palácio do Eliseu, sede do governo francês.

Detalhe: O episódio serviu para a imprensa francesa lançar um desses debates que embalam a França. A lagosta anda ou nada? Caso nadasse poder-se-ia considerar que estava em águas internacionais; caso andasse, estaria em território brasileiro, uma vez que se admitia à época que o fundo do mar pertencia ao Brasil. No debate diplomático, a tese francesa, naturalmente, sustentava que a lagosta nadava. Sem contato com o leito oceânico, poderia ser considerada como peixe. Portanto passível de ser pescada legalmente pelos franceses. O almirante Paulo Moreira da Silva, especialista da Marinha contrapôs os franceses com um argumento singelo: Se a lagosta fosse considerada peixe quando dá seus “pulos” se afastando do fundo submarino, então teria, da mesma maneira, que ser acatada a premissa do canguru ser uma ave, quando dá seus “saltos”.

Na noite que seguiu a conversa com De Gaulle, o embaixador Alves de Souza Filho foi convidado para uma festa na casa do presidente da Assembléia Nacional, Jacques Chaban-Delmas. Nota-se que a guerra não era tão séria assim. Na recepção, o embaixador foi interpelado por outro convidado brasileiro, o jornalista Luís Edgar de Andrade, correspondente do Jornal do Brasil em Paris. O correspondente assuntou o embaixador a respeito da conversa com De Gaulle em particular e sobre o quadro geral da crise. Alves de Souza Filho sempre achou o governo brasileiro inábil no trato da questão a nível diplomático. Chegou a mencionar durante o papo o “Samba da Lagosta”, de Moreira da Silva, e arrematou a conversa informal, off the records, no jargão jornalístico, com a famosa frase: “O Brasil não é um pais sério”. O embaixador  Carlos Alves de Souza relatou o caso em seu livro Um embaixador em tempos de crise (Livraria Francisco Alves Editora, 1979):   Continue lendo...

Fonte: Veja
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